Martin Heidegger
Keywords: Martin Heidegger, 1889, 1933, 1976, 26 de Maio, 26 de Setembro, Adolf Hitler, Bertrand Russell, Círculo de Viena
Martin Heidegger (26 de Setembro de 1889 – 26 de Maio de 1976) foi um filósofo alemão. Ele estudou na Universidade de Freiburg com o professor Edmund Husserl, o fundador da fenomenologia e tornou-se professor ali em 1928. Heidegger foi sobretudo um fenomenologista. Sua filosofia foi considerada como "lixo" por membros do Círculo de Viena e filósofos britânicos como Bertrand Russell, Alfred Ayer ou Ernest Gellner. Heidegger increveu-se no partido Nazi (NSDAP) em 1 de Maio de 1933 (ano da chegada ao poder de Adolf Hitler), tendo posterioremente sido nomeado reitor da Universidade de Freiburg. Martin Heidegger teve como aluna a judia Hannah Arendt. Picante é a historia do seu envolvimento amoroso com ela, e o posterior corte de relações, no tempo do Nazismo, uma ideologia com a qual Heidegger, pelo menos inicialmente, simpatizou. Além da sua relação com a fenomenologia, a influência de Heidegger foi igualmente importante para o existencialismo e desconstrutivismo. A leitura da filosofia de Heidegger estrutura-se sobre conceitos como Dasein, ser-no-mundo, morte, angústia ou Decisão. Como entroncamento central de toda a sua fenomenologia encontra-se o conceito de Jeweiligkeit: ser-a-cada-momento ou de-cada-vez (Respectividade). Esta noção é fundamental para se compreender aquela de Dasein, que não deve ser sem mais vertida para Ser humano, homem, nem mesmo para Realidade Humana. O horizonte de fundo de toda a sua investigação é o do sentido de Ser, os modos e as maneiras de enunciação e expressão de ser. Nesta medida o importante está em alcançar a colocação correcta da questão pelo sentido de ser. Assim, ele põe a claro a desvirtuação dessa investigação ao longo da tradição que sempre se prendeu a uma compreensão ôntica, dominada pelo ente, em vez de se dedicar adequadamente ao estudo do ser. Esta notificação deve indicar-nos que não apenas o ente é, mas que o ser tem modos: há modos de ser. E cada ente deve ser abordado a partir do modo adequado de o abordar, o que deve ser esclarecido a partir do próprio modo de ser próprio do ente que em cada caso está em estudo. O Dasein, pela sua especificidade, inicia qualquer interrogação. O Dasein é o ente que em cada caso propriamente questiona e investiga. É também o Dasein que detém a possibilidade de enunciar o ser, pois é ele que tem o poder da proposição em geral. Daí que na questão acerca do sentido de ser seja fundamental começar por abordar o ser deste ente particular. E tem que ser o próprio Dasein a fazer isso. E isso tem que ser ele próprio a mostrar, a partir duma análise fenomenológica esclarecida (hermenêutica).
