Massacre de Munique
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O massacre de Munique teve lugar durante os Jogos Olímpicos de Verão de Munique em 1972, quando, a 5 de Setembro, 11 membros da equipa olímpica israelita foram tomados de refém pelo grupo terrorista palestiniano chamado Setembro Negro. O governo alemão, liderado por Willy Brandt recusou o envio de uma equipe militar israelita de operações especiais, uma proposta do governo israelita de Golda Meir. Como se viria depois a constatar, as forças policiais alemãs estavam muito mal preparadas e a situação fugiu inteiramente do seu controle. Uma tentativa falhada de libertação dos reféns levou à morte de todos os atletas, cinco terroristas e um agente da polícia.
Três terroristas sobreviveram ao ataque e foram encarcerados. O governo alemão ficou altamente embaraçado pelo fracasso e a demonstração de incompetência da sua polícia. A operação foi mal planeada e por agentes sem qualquer preparação especial. Foi planeado abater os terroristas num aeroporto próximo de Munique, Fürstenfeldbrück. No entanto, os poucos polícias colocados nas torres do aeroporto não tinham capacidade de fogo suficiente para executar a tarefa, não tinha comunicação de rádio entre si para coordenar os disparos e foram surpreendidos por um número de terroristas superior ao esperado. Após um tiroteio de 45 minutos entre a polícia e os terroristas, um dos terroristas decidiu atirar uma granada contra o helicóptero em que se encontravam os reféns, matando os últimos reféns sobreviventes. A divulgação dos pormenores perante um julgamento seguido atentamente pela comunidade noticiosa internacional teria sido um forte abalo na imagem da Alemanha no exterior.
Por coincidência, ou talvez não, esses três prisioneiros não chegaram a ser julgados, por motivo de circunstâncias que se prestam à desconfiança de muitos comentadores.
A 29 de Outubro de 1972 é desviado um avião da Lufthansa por um outro grupo terrorista e é exigida a libertação daqueles três terroristas imprisionados. Curiosamente, nos passageiros desse misterioso voo da Lufthansa não se contava nenhuma mulher nem criança. Os reféns eram todos homens adultos.
O governo alemão soltou os terroristas de Munique imediatamente, sem consultar o governo de Israel. Em troca, os aparentes reféns alemães (todos homens) foram libertados sem problemas.
Muitos observadores suspeitam que este misterioso acordo entre o governo alemão e os terroristas foi uma tentativa de abafar o escândalo do fracasso das autoridades policiais alemãs.
Pouco depois do massacre, o governo alemão decidiu fundar uma unidade policial contra-terrorista, o GSG 9, para lidar melhor com situações semelhantes no futuro.
Os três terroristas sobreviventes passaram a ser perseguidos pela Mossad e crê-se que dois deles foram assassinados. Um deles permanece vivo.
Os 11 desportistas israelitas eram David Berger, Ze'ev Friedman, Joseph Gottfreund, Eliezer Halfin, Joseph Romano, Andrei Schpitzer, Amitsur Shapira, Kahat Shor, Mark Slavin, Yaakov Springer e Moshe Weinberg.
