Materialismo
Keywords: Materialismo, 1702, 1748, Ar, Arte, Coisa, Consciência, Cubo
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O materialismo designa um conjunto de doutrinas filosóficas que, ao rejeitar a existência de um princípio espiritual liga toda a realidade à matéria e a suas modificações.
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História
O termo foi inventado por Leibniz em 1702, e reivendicado pela primeira vez por La Mettrie em 1748. Entretanto, em termos da origem das idéias, pode-se considerar que os primeiros filósofos materialistas, são alguns filósofos pré-socráticos: Demócrito, Leucipo, Epicuro, Lucrécio, os estóicos, que se opunham na questão da continuidade da matéria: os átomos evoluiriam no vácuo ? O atomismo de Demócrito influenciou Platão em sua teoria (idealista) dos elementos (fogo, ar, água, terra, éter, identificados em sua forma atômica aos polígonos regulares, respectivamente : tetraedro, octaedro, icosaedro, cubo, dodecaedro).
Para o materialismo científico, o pensamento se relaciona a fatos puramente materiais (essencialmente mecânicos) ou constituem epifenômeno.
Na filosofia marxista, o materialismo dialético (ou materialismo marxista) é uma forma desta doutrina estabelecida por Karl Marx e Friedrich Engels que, introduzindo o processo dialético na matéria, admite, ao fim dos processos quantitativos mudanças qualitativas ou de natureza, e daí a existência de uma consciência, que é produto da matéria, mas realmente distinta dos fenômenos de ordem material.
O materialismo histórico é uma tese do marxismo, segundo a qual o modo de produção da vida material condiciona o conjunto da vida social, política e espiritual. É um método de compreensão e análise da história, das lutas e das evoluções econômicas e políticas. Essa tese foi definida e utilizada por Karl Marx (em O 18 do brumário de Luis Bonaparte, O capital), Friedrich Engels (Socialismo utópico e socialismo científico), Rosa Luxemburgo et Lênin.
O termo materialismo é também utilizado para designar a atitude ou o comportamento daqueles que se apegam aos bens, valores e prazeres materiais.
No campo artístico, o materialismo constitue uma tendência a dar às coisas uma representação realista e sensual.
Teses
Ponto de vista materialista sobre o pensamento:
Os limites do materialismo provêm essencialmente dos conceitos que são forjados inicialmente e que provocam bloqueios quando se cristalizam por uma razão ou outra (crenças diversas). Mas para avançar no conhecimento, é necessário imaginar noções que vão necessariamente preceder a busca, dirigi-la até fazer com que sejam abandonadas as demais hipóteses. Para evitar esses bloqueios é necessario raciocinar ponderando as hipóteses, cujo valor é sempre inferior a 100%, enquanto que o valor de uma crença é sempre de 100% sem demonstração.
O pensamento funciona seguindo o princípio do dicionário, isto é, todas as definições necessitam ser expressas em palavras que, por sua vez, possuem outras definições que são expressas por meio de outras palavras, e assim por diante. Se o usuário não tivesse uma referência externa, ele não poderia compreender nenhuma definição do dicionário. Deste modo, cada ser humano utiliza seu sistema nervoso para definir o mundo, que, por sua vez, deve ser percebido anteriormente por aquele mesmo ser humano, o que lhe possibilitará definir os outros elementos que ele percebe. A única maneira que o ser humano tem de acreditar que ele pode sair desse círculo vicioso é o consenso que ele tem com os outros seres humanos.
1 - Racionalizar o método de estudo:
Quando se pretende explicar um fenômeno (o universo, o pensamento, o automóvel) é inútil de acrescentar um elemento (os deuses, a alma, a feitiçaria) que só complicaria a explicação final.
Contra: A supressão de elementos inúteis não é um método propriamente materialista: William de Ockham, por exemplo, o utiliza já no século XIV.
A favor: É uma maneira racional de iniciar um exercício começando as explicações com os elementos observados, ao invés de trazer outros elementos externos. Os mesmos elementos podem ser úteis a diversas teorias que se opõem em sua finalidade, mas para a compreensão da demonstração, devem ser colocadas. É necessário evocar esta clausula qualquer que seja a teoria empregada.
2 - Atenção às impressões subjetivas:
A impressão de que o pensamento é um fenômeno não corporal (espírito) provem da disjunção entre o mecanismo (matéria) e a sensação «codificada» por essee mecanismo.
Contra: A disjunção entre o mecanismo (a matéria e a sensação introduz um dualismo no centro do materialismo.
A favor: A sensação é resultado do processo mecânico e se «revela» através do eu, que é matéria. Depende essencialmente da origem da percepção et coloca em jogo captadores, assim como as redes neurais, até o sistema motor. (i.e. É preciso tentar resolver os problemas com aquilo que temos à mão antes de colocar em jogo um fenômeno mais complexo. Navalha de Occam.)
3 - Mecanismos e localização: O pensamento necessita de mecanimos, incluindo suporte e movimento, uma vez que precisa ser organizado. Ele é assim localizado.
Contra: A localização do pensamento não é uma tese propriamente materialista, é uma questão que já havia sido levantada pelo platonismo, por exemplo. Se o pensamento necessita de mecanismos, estes não são necessariamente materiais.
A favor É necessário lembrar das necessidades da tese. Os mecanismos são produzidos pelo material e se «mostram» com a ajuda do material, e são portanto materiais. Seria a matéria humana tão desprezível (matéria fecal, sangue, ...) a ponto de a recusarmos como mecanismo do pensamento?
4 - Memória e aprendizado:
O pensamento necessita ao mesmo tempo de estabilidade e instabilidade para que haja memória e aprendizagem
Contra: Isto tampouco é uma tese propriamente materialista.
A Favor: É necessário evocar tanto a estabilidade quanto a instabilidade, a memória e a aprendizagem, em todos os casos, com materoalismo ou não, para compreender o encaminhamento desta tese.
5 - Nossa origem celular:
Sommes nascidos de uma única célula (filogênese e ontogênese).
Contra: A hipótese biológica não prova o materialismo do pensamento.
A favor: Navalha de Occam: É melhor partir do mais simples antes de fazer postulados que aumentam a dificuldade de compreensão. E, sobretudo, os postulados deveriam ser apenas postulados, para não serem pretextos para guerras ideológicas. Esta tese não é uma prova, mas apenas uma tentavia de descrição para iniciar a discussão e facultar àqueles que desejem ir além na pesquias, a possibilidade de realizar um algoritmo do pensamento sobre bases materiais. Como poderiam pesquisar se se lhes nega a pesquisa ao supor uma extrapolação sem provas. Senão, como é que os informatas poderiam fazer pesquisas em em intelligência artificial?
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6 - Hasard: C'est le hasard qui a mis en place ce mécanisme.
Contre: Invoquer le hasard comme cause, c'est reconnaître que l'on ne sait pas comment est née la pensée.
Pour: Le hasard est un mécanisme déterminé mais trop complexe pour qu'on puisse le décrire exactement (exp.: la météo). Si on ne connaît pas l'origine dans le temps d'un phénomène cela ne signifie pas que l'on ne peut connaître les mécanismes utilisés. Pour connaître parfaitement la météo il faudrait connaître la position de toutes les particules intéressées dans le phénomène, et surtout pouvoir le reproduire à l'avance dans toute sa complexité.
7 - Pensée et sensations:
Un mécanisme complexe (ordinateur) peut résoudre des problèmes sans nécessiter de sensation. La pensée, elle, s'appuie sur les sensations (colorée, sonore, etc.).
Contre: Si la pensée a besoin de la sensation, elle ne se réduit pas à un mécanisme semblable à un calcul informatique.
Pour: Un calcul informatique utilise de la matière, pourtant on parle de logiciel ou de software en anglais pour l'opposer au matériel ou hardware. Comment décrire le processus du calcul informatique? La sensation étant un processus issu de la matière, il y a de fortes chances pour que l'on puisse reproduire des sensations à partir de mécanismes autres que biologiques. Mais il y a un point sur lequel il faut insister, c'est que nous ne saurons jamais si un mécanisme éprouve des sensations. Nous n'aurons jamais que la parole des êtres biologiques ou mécaniques pour prétendre qu'ils ont des sensations. À moins bien entendu que l'on démontre preuve à l'appui ce que sont les mécanismes des sensations. Pour l'instant nous admettons uniquement de manière consensuelle que nous possédons des sensations, et c'est encore une supposition de dire que nos sensations (colorées, sonores, etc.) sont identiques entre individus. La sensation est un processus difficile à concevoir, mais pas la pensée une fois qu'on en a extrait les sensations. La pensée gère les sensations. Il faut bien sûr différencier la pensée des sensations, sinon on ne peut pas comprendre. Les sensations sont statiques, ce sont des processus que probablement tous les animaux ayant un système nerveux connaissent. La pensée n'est pas un mécanisme agissant, mais un mécanisme résultant.
8 - Redéfinir les termes:
Pensée, intelligence, conscience, attention, sensation, perception sont des mécanismes inextricablement liés. Ces mots anciens appartiennent au langage courant, on ne peut faire confiance d'emblée en leurs définitions, ni en leurs mécanismes supposés. Il faut attendre pour preuve des modèles valables.
Contre: En conséquence, les thèses matérialistes sont prématurées.
Pour: Ces mécanismes sont inextricablement liés parce que mal analysés. Il faut donc les réanalyser, pour démêler les nœuds fait par nos prédécesseurs. Pour progresser dans la connaissance il vaut mieux faire des suppositions, des hypothèses. Les hypothèses précèdent toujours la recherche et donc les résultats, ils ne peuvent donc être que « prématurées ».
9 - Évolution:
La pensée résulte de l'Évolution, corporelle et cellulaire. Les cellules évoluent dans le milieu qu'est le corps. Le corps évolue dans le milieu qu'est la nature.
Contre: Dire que la pensée résulte de l'évolution est une pétition de principe.
Pour: Le point de vue de cette thèse est que la pensée ne se situe pas à un niveau inférieur à celui des réseaux neuronaux. Donc il est utile de rappeler que les principes de l'Évolution interviennent à la fois au niveau macroscopique et au niveau microscopique (cellulaire), mais que la pensée s'est mise en place au cours des temps et a favorisé le corps dans son entier, et non pas précisément pour favoriser la survie ou la longévité de chaque type de cellules. Certaines de nos cellules vivent quelques heures, d'autres plusieurs mois, et même plusieurs années.
10 - Globalité:
La pensée est un mécanisme global, qui une fois mis en place, a permis de résoudre des problèmes macroscopiques. Elle a ainsi fourni à l'assemblage de cellules (le corps) des moyens de se préserver du milieu agressif. La pensée prise dans ce sens diffère a peine de l'intelligence.
Contre: Si la pensée est un mécanisme global, elle ne se réduit donc pas à ce mécanisme et à ses composants puisqu'il est supposé que la pensée a permis à cette assemblage de résoudre des problèmes.
Pour: Afin de résoudre un problème venant de l'extérieur j'ai besoin de le percevoir (capteurs appropriés) et de réagir adéquatement (système musculaire). Il suffit d'un mécanisme de liaison entre les deux, c'est-à-dire un système d'adressage, plus ou moins sophistiqué selon la réponse à apporter, donc de la perception vers la cible musculaire. Cette sophistication deviendra ce que nous appelons la pensée selon la complexité des systèmes nerveux au cours de l'Évolution.
11 - Le corps humain est un organe:
Il n'y a pas de raison de supposer que la pensée soit située dans un organe interne particulier, plutôt que dans le système nerveux dans son entier qui peut être pris comme un organe en soi. Les explications valables pour l'un le seraient pour l'autre, mais il faut tenir compte du fait que l'intelligence s'est mise en place pour aider l'ensemble et non pour une seule cellule. C'est « Moi » globalement qui pense, et non pas un organe interne. Si l'intelligence pouvait exister dans une cellule pourquoi ne se serait-elle pas manifestée depuis 3 milliards d'années chez un être monocellulaire? Si c'était faisable la probabilité jouerait fortement en cette faveur. Plus un système est complexe plus il a de possibilités: je suis un assemblage de cellules plus complexe qu'une seule cellule. Le problème est l'instabilité des systèmes complexes.
Contre: Si la pensée ne se réduit pas à un organe particulier, à quelle matière se réduira-t-elle ?
Pour: Il est précisé que le corps entier (système nerveux) est considéré comme un organe... La pensée n'est pas un organe elle est le résultat d'un travail des neurones, des perceptions et du système musculaire. La pensée ne fait rien, elle n'est pas agissante, elle est le résultat de mécanismes. La pensée est un mot pour désigner l'ensemble des mécanismes qui la constitue. Quand on aura décrit chacun des mécanismes séparément, on aura décrit la pensée. (Cette thèse est totalement matérialiste, c.a.d. ne suppose pas l'existence d'un libre arbitre qui ferait que la pensée soit agissante par l'intermédiaire de la volonté (toujours selon le principe de simplicité ou rasoir d'Occam).).
12 - Liaisons cellulaires:
Le mécanisme de la pensée doit résulter de liaisons entre cellules puisque le corps humain est un ensemble de cellules associées. Il ne peut pas être à l'intérieur des cellules, même si le mécanisme propre des cellules intervient dans les aléas de la pensée, c.a.d. dans le traitement des connexions.
Contre: Si le mécanisme de la pensée doit résulter de liaisons entre cellules puisque le corps humain est un ensemble de cellules associées, elle ne se réduit pas à la seule matière, et l'on réintroduit un dualisme de la forme classique forme/matière, qui n'est en lui-même ni spiritualiste ni matérialiste.
Pour: La forme sans l'action ne sert à rien. Il faut donc que l'influx nerveux circule, et que les neuromédiateurs franchissent les synapses. Ce qui est bien le fonctionnement du matériel, comme l'électron dans un conducteur. Le tracé d'un réseau de neurones est la mémoire, et tant que l'influx ne circule pas il ne se passe rien que la vie propre des cellules. Et là où intervient le hasard d'une pensée, c'est quand une cellule déclenche d'elle-même l'influx nerveux sans autre cause que son propre fonctionnement ou un fonctionnement différé, ce qui provoque par exemple un tic, un acouphène, une hallucination, une évocation, etc.
13 - Réseaux neuronaux:
La pensée est un mécanisme résultant des liaisons entre cellules nerveuses, plus particulièrement liaisons partant de la perception, passant par les neurones, pour aboutir à la motricité.
Contre: Les liaisons supposent la perception pour expliquer la pensée, il s'agit donc d'une forme de pétition de principe.
Pour: Comme plus haut, il s'agit de préciser dans cette thèse que la pensée n'est pas le résultat d'un travail se produisant à un niveau inférieur, mais bien au niveau des réseaux neuronaux. C'est-à-dire à cette échelle particulière. La pensée est le résultat d'un travail d'adressage uniquement. Aucune information de type objets mentaux ne circule dans le système nerveux. Les objets mentaux sont déclenchés quand les circuits sont actifs.
14 - Pensée et support:
Il ne faut pas confondre la pensée et son support. Le support peut exister sans pensée, mais la pensée ne peut exister sans support et sans mouvement. La pensée est un processus résultant des mécanismes globaux. C'est-à-dire concernant à la fois la perception, le système moteur et la liaison par les réseaux neuronaux.
Contre: On ne peut prouver l'existence d'une inexistence; de plus, puisqu'il a été dit que la pensée est plus un mécanisme qu'une matière, la possibilité de cette existence immatérielle, quoique non prouvée elle-même, n'a rien d'absurde.
Pour: Rasoir d'Occam: Ce n'est pas absurde mais pour l'instant inutile, tant qu'on n'a pas été jusqu'au bout de cette recherche matérialiste (terre à terre), et bien évidemment la plus simple à démontrer si elle est effectivement démontrable. Mais il serait bon que les personnes intéressées par une hypothèse spiritualiste de la pensée, développent leur thèse conjointement à cette thèse matérialiste. Si les scientifiques qui font des recherches dans cette voie pouvaient s'exprimer... (Voir article Spiritualisme).
15 - La pensée verbale:
La pensée verbalisée est une inclusion dans la pensée auditive.
Contre: La pensée comme parole n'est pas une thèse proprement matérialiste (cf. Platon) ; en outre le matérialisme n'explique pas le sens des mots, leur intellection.
Pour: Le sens des mots provient uniquement des apprentissages. Quand vous apprenez le sens du mot arbre, vous l'apprenez par tous les types de perceptions. Des liaisons s'établissent entre les perceptions quand elles sont activées simultanément ou consécutivement. Ainsi s'établissent des connexions entre les perceptions de la sonnerie du téléphone, l'image du téléphone, le sens tactile, le mot téléphone lui-même, et tout ce qui concerne le téléphone et que vous apprenez petit à petit. Quand vous entendez le mot téléphone la connexion avec les autres éléments auxquels il est lié s'effectue si vous êtes en présence du téléphone. Si vous entendez la sonnerie isolée, la connexion s'établira dans votre système nerveux, et vous saurez de quoi il s'agit, le mot sera sans doute évoqué sous sa forme verbale. Le système musculaire étant lui-même corrélé, vous agirez dans le sens qui vous conviendra selon l'instant et vos besoins. Quand vous entendez le mot arbre, selon que vous avez plus ou moins fréquenté les arbres, vous en savez plus ou moins sur la question. Le sens total du mot, c'est l'ensemble de vos apprentissages. (Si le téléphone sonne dans un tiroir dans un arbre, c'est qu'un tableau surréaliste est en train de s'animer!). Mais nous n'avons jamais l'ensemble du sens présent « à l'esprit », car toutes les liaisons ne s'établissent pas nécessairement. Il n'y a pas de boîte à significations standard chez tous les humains à la naissance. Ces significations s'apprennent, s'induisent progressivement. Les significations ne sont probablement jamais les mêmes d'un instant à l'autre. Il suffit de faire une thèse pour s'en rendre compte, et voir ainsi son évolution dans le temps.
16 - S'entendre parler:
Je pense en français parce que je m'entends parler en français depuis tout petit. La pensée verbalisée se met en place de cette façon rétroactive aussi « simplement ». Il n'y a pas de raison de supposer que les autres formes de la pensée ne se soient pas mises en place d'une façon mécaniquement aussi simple à expliquer.
Contre: De même : je parle en français depuis tout petit, mais je comprend cette langue : or, comment cette compréhension peut-elle être réduite à de la matière ?
Pour: Vous ne comprenez pas n'importe quelle langue si vous ne l'apprenez pas. La compréhension s'effectue progressivement. Si vous entendez un mot sans qu'il soit lié à un contexte quelconque, ce mot n'en est pas un ce n'est qu'un bruit, et même moins qu'un bruit puisque tout a un contexte nécessairement. Le son est de la matière. Le langage procède du son. Il n'y a pas de raison pour qu'un son qui affecte les capteurs de vos oreilles ne soit pas traduit sensiblement de la même façon que la lumière atteint vos rétines et que les images sont façonnées dans votre système nerveux. La compréhension, c'est comme une émotion, qu'est-elle lorsqu'elle n'est pas active? Rien, si ce n'est un schéma mémoriel de réseaux neuronaux. Et qu'est-ce que la compréhension active sinon une réponse par un état physique particulier de l'individu qui comprend. La compréhension est un apprentissage subjectif, lent, continu, qui ne laisse pas de trace précise du fait de la lenteur et la continuité. On n'a pas conscience de tous les mécanismes qui se manifestent lors de cette impression de compréhension, mais ils existent. De multiples liaisons sont établies, la chimie est active, et le corps s'en ressent, l'homéostasie se maintient sensiblement.
Conclusion:
Contre: Le matérialisme pose donc de nombreuses questions, encore de nos jours sans réponses. La plus importante est sans doute celle de savoir comment la pensée, le sens, etc., pourraient se voir ramener à ce que nous pensons de la matière.
Pour: La matière à notre époque (2004) n'est pas comprise comme elle l'était autrefois, il y a seulement cent ans en arrière. Le matérialisme doit tenir compte de ces nouvelles connaissances. Mais nous ne savons toujours pas ce qu'est la matière à la base, ce que sont les fonctions utilisées par les particules pour se mouvoir, se lier, et se séparer, et si même il y a des particules puisque toutes nos connaissances sont basées sur l'interactivité. Cette thèse matérialiste sur les mécanismes de la pensée part donc au moins d'une inconnue. Et elle en tient compte, du moins essaie. Son postulat de base est que la pensée résulte de mécanismes à une échelle supérieure au microscopique, et qu'il est donc inutile de connaître la mécanique quantique pour tenter de la résoudre par l'informatique.
Bibliografia
Links externos
O materialismo é uma concepção da história onde se leva em conta a produção material e os meios de produção, são um dos "motores" da história, (junto com a luta de classes) formando a infraestrutura da sociedade,esta exerce influência na super estrutura que são as instituições políticas e jurídicas e a ideologia do estado. O materialismo dialético e histórico é "ferramenta teórica" desenvolvida por Marx para a compreensão da sociedade passada e presente. Marx é conhecido por ser um filósofo com excelente dominio da dialética.
O termo materialismo possui outros significados.
