Cia. Mogiana de Estradas de Ferro
Keywords: Cia. Mogiana de Estradas de Ferro, 1872, 1873, 1878, 1880, 1886, 1888, 1889, 1922, 1952
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concessão
A concessão ocorreu nos termos da Lei Provincial n.º 18, de 21 de março de 1872. Esta companhia também contava com privilégios de zona ou concessão exclusiva por 90 anos com uma contra garantia de juros de 7% sobre o capital de 3.000 contos de réis e concedia privilégio sem garantias de juros para o prolongamento da linha até às margens do Rio Grande passando por Casa Branca e Franca ambas no estado de São Paulo Brasil
História
A Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, foi criada em 1872 e sua sede localizava-se na cidade de Campinas estado de São Paulo Brasil. Inicialmente era constituída der um prolongamento até Mogi Mirim e o Ramal para Amparo com um seguimento até as margens do Rio Grande todas localizadas no estado de São Paulo Brasil.
Iniciou as obras de construção de sua estrada em 2 de dezembro de 1872, muito tempo antes de ter assinado o contrato com o Governo Provincial em 19 de junho de 1873.
Assembléia de constituição
No dia 1 de julho de 1872, no Paço da Câmara Municipal de Campinas, reuniram-se em Assembléia Geral os acionistas da nova empresa, entre os quais a família Silva Prado, Antônio Queiroz Telles e José Estanislau do Amaral que eram grandes proprietários de plantações de café e o Barão de Tietê, pôr si próprio e pela empresa de seguros que presidia, a Companhia União Paulista.
A reunião realizada visava a discussão e aprovação do projeto e de seus estatutos, assim, como a eleição da diretoria provisória que deveria gerir os negócios da empresa até sua organização definitiva.
Primeira diretoria
Ficou assim constituída:
- Dr. Antônio de Queiroz Telles (Barão, Visconde e Conde de Parnaíba)
- Tenente Coronel Egídio de Souza Aranha
- Dr. Antônio Pinheiro de Ulhoa Cintra - (Barão de Jaguara)
- Capitão Joaquim Quirino dos Santos
- Antônio Manoel Proença.
Estes mesmos diretores foram eleitos em caráter definitivo na Assembléia Geral realizada em 30 de março de 1873. Estava assim constituída a Companhia Mogiana com o capital de 3.000 contos de réis, divididos em 15.000 ações no valor nominal de 200 contos de réis cada.
Etapas complementares de prolongamento ferroviário
Em 3 de maio de 1873 era concluída a primeira etapa entre Campinas e Jaguari atual Jaguariúna, numa distância de 34 km.
Três meses após a estrada chegava em Mogi Mirim totalizando 41 km. O tráfego, nesse trecho, foi inaugurado em 27 de agosto de 1873 com a presença do Imperador D. Pedro II.
Neste mesmo ano ficou pronto o Ramal de Amparo, numa extensão de 30 km.
Em janeiro de 1878, a estrada chegou em Casa Branca, a 172 km de Campinas.
No ano de 1880, após muitos debates com a Companhia Paulista, levando-se em conta os privilégios de Zona, a Mogiana conseguiu a concessão para prolongar seus trilhos até a cidade de Ribeirão Preto (na época chamada Vila do Entre Rios) tudo dentro do estado de São Paulo.
Posteriormente a Mogiana partiu para a construção do trecho que levaria seus trilhos ao Triângulo Mineiro e Sul de Minas Gerais, com vista a atrair a economia local para a paulista e vice versa.
Ramal de Poços de Caldas foi concluído em 1886.
Rio Grande foi atingido em 1888.
mudança de denominação
Nessa época a empresa recebeu o nome de Companhia Mogiana de Estradas de Ferro e Navegação, tendo em vista que em 1888 iniciava o serviço de navegação fluvial pelo Rio Grande, com o transporte de mercadorias e gado em grandes batelões ou chatas de madeira, com capacidade de 15 toneladas cada um(a).
Esta ferrovia após transpor o Rio Grande avançou pelo chamado Triângulo Mineiro fazendo ponto final na cidade de Araguari no estado de Minas Gerais, tornando as ligações desta região mais fáceis com São Paulo do que com o próprio estado de Minas Gerais. Apesar de ainda manter tal vínculo, atualmente a intensidade diminuiu muito.
Ferrovias incorporadas
A Mogiana ainda incorporou mais duas ferrovias:
- Companhia Ramal Férreo do Rio Pardo (1888)
- Companhia Agrícola Santos Dumont (1890).
O Controle estatal
Na década de 30, com o declínio da produção de café e os problemas econômicos originados pela 2ª Guerra Mundial, a Mogiana entra em dificuldades financeiras, que se refletiram negativamente na prestação de seus serviços e passou a ser controlada pelo Governo do Estado de São Paulo em 1952.
Em 1967 a Mogiana já estatal, assumiu a administração da Estrada de Ferro São Paulo e Minas, cujas linhas correm entre as cidades de São Simão (SP) até São Sebastião do Paraíso (MG).
Em novembro de 1971, a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro foi incorporada pela FEPASA – Ferrovia Paulista S/A empresa estatal do ramo ferroviário, atualmente desativada e se{c}cionada em 4 novas concessões por 20 anos.
Curiosidades
Uma história verdadeira contada por quem conhece
"A Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, fundada em 18 de março de 1872, teve quase 2000 quilômetros de linhas, serviu aos estados de São Paulo e Minas Gerais até 1971, quando foi incorporada à Fepasa -Ferrovia Paulista S.A.
O primeiro trecho da Mogiana foi inaugurado em 3 de maio de 1875, ligando Campinas a Jaguariúna, na época Jaguary. Em 27 de agosto do mesmo ano a linha chegava a Mogi Mirim e em 15 de novembro era inaugurado o ramal entre Jaguariúna e Amparo.
O último trecho foi inaugurado em 1921, quando os trilhos da CM chegaram em Passos-MG.
Inicialmente denominada Companhia Mogyana de Estradas de Ferro e Navegação, teve seus primeiros 50 anos marcados pela expansão de suas linhas ou tentativas de fusão com a Companhia Paulista. Em 1936, cria a Companhia Mogiana de Transportes, mais tarde Rodoviário da Cia. Mogiana. A segunda metade de sua vida é marcada pela crise financeira que culmina com a sua encampação pelo Governo do Estado de São Paulo, em 1952. Nesse mesmo ano, inicia o processo de dieselização com aquisição das primeiras locomotivas diesel-elétricas GE-Cooper Bessemer, continuando em 1957, com a chegada de 30 locomotivas EMD-GM e em 1960, mais 23 locomotivas GM-EMD.
Ela ainda busca modernizar seus equipamentos fabricando carros metálicos e comprando novos vagões de carga, não obstante os seguidos deficits provocam a unificação das ferrovias paulistas, Companhia Paulista de Estradas de Ferro, Estrada de Ferro Sorocabana, Estrada de Ferro Araraquara, Estrada de Ferro São Paulo - Minas (desde 1967 sob administração da CM) e a Mogiana, criando-se assim a Fepasa - Ferrovia Paulista S/A em 1971. Em 1968, inaugura o serviço de transporte de passageiros para Brasília-DF, utilizando carros Budd-Mafersa adquiridos da Estrada de Ferro Sorocabana.
Dos 2000 km de linhas que possuía em 1922, em 1970 restavam apenas 1500 km, sendo que vários ramais foram desativados entre 1956 à 1970.
A Fepasa, privatizada em fins de 1998, não conseguiu manter os níveis de serviços prestados, principalmente no transporte de passageiros, provocando a total extinção dessa modalidade.
A CM tinha oficinas em Campinas (uma das maiores e mais completas do Brasil), Ribeirão Preto e Uberaba. Além de depósitos de locomotivas em Aguaí e Guaxupé. Na oficina de Campinas foram fabricados locomotivas a vapor, carros de passageiros, vagões de carga e inúmeros componentes. Serviu as cidades de Campinas, Jaguariúna, Amparo, Socorro, Serra Negra, Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Aguaí, Casa Branca, São José do Rio Pardo, Ribeirão Preto, Franca no estado de São Paulo, Uberaba, Uberlândia, Araguari, Poços de Caldas no estado de Minas Gerais, São João da Boa Vista, São Simão, Itapira, Mocóca em São Paulo, Guaxupé, Passos em Minas Gerais entre outras.
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