Morfina

Keywords: Morfina, 1803, 1853, 1874, AINE, Antidepressivo, Antipsicótico, Barbitúrico, Benzodiazepina, Cancro (tumor)

A Morfina é um fármaco narcótico do grupo dos opióides, que é usado no tratamento simtomático da dor. Ela está presente no ópio.

Conteúdo

Usos Clínicos

Mecanismo de Acção

Os opióides são agonistas dos receptores opióides. Estes existem em neurónios de algumas zonas do cérebro, espinhal medula e nos sistemas neuronais do intestino.

Os receptores opióides são importantes na regulação normal da sensação da dor. A sua modulação é feita pelos opióides endogenos (fisiológicos), como as endorfinas e as encefalinas, que são neurotransmissores.

Existem três tipos de receptores opióides: mu, delta e kappa. Os receptores mu são os mais significativos na acção analgésica, mas os delta e kappa partilham de algumas funções. Cada tipo de receptores é ligeiramente diferente do outro, e apesar de alguns opióides activarem todos de forma indiscriminada, alguns já foram desenvolvidos que activam apenas um subtipo.

Os opióides endógenos são péptidos (pequenas proteínas). Os fármacos opióides usados em terapia apesar de não serem proteínas têm conformações semelhantes em solução às dos opióides endógenos, activando os receptores em substituição destes.

Administração

Via oral, subcutânea, intramuscular ou intravenosa. Epidural, transdérmica, intranasal são menos usadas. É frequente ser dado ao paciente o controlo de uma bomba, activada por um botão, que injecta opióide de acordo com o seu desejo. Existe geralmente um mecanismo que previne a injecção de doses elevadas (que podem provocar danos graves), mas na grande maioria dos casos o controlo pelo doente reduz a ansiedade e as doses acabam até por ser mais baixas. Nos doentes com dores não existe efeito eufórico, mas há efeito sedativo, portanto o paciente limita-se a carregar no botão quando sente dores, mas de forma a evitar o efeito de sonolência.

Matabolizada no figado. Efeito de 4 a 6 horas após administração. Ultrapassa a barreira hemato-encefálica e a placenta. Não deve ser usada na gravidez.

Efeitos clinicamente Úteis

Efeitos Adversos

Comuns:

Incomuns:

Contraindicações

Enquanto droga de abuso

É mais frequente ser utilizada a seu derivada, a heroína. Apresenta duas caracteristicas que a torna droga de abuso particulmente perigosa: produz euforia em bem estar, mas a sua acção necessita de doses cada vez maiores para se mantêr ao mesmo nível -fenómeno de tolerância.

Produz dependência física (universal) e psicológica (subjectiva). A dependência física surge 6-10 horas depois da última dose e caracteriza-se por síndrome do "peru molhado": caracteriza-se por tremores, erecção dos pêlos ("pele de galinha"), suores abundantes, lacrimejamento, rinorreia, respiração rápida, temperatura elevada, ansiedade, anorexia, dores musculares, hostilidade, vómitos e diarreia. Um sinal importante é a midríase (dilatação da pupila do olho). Estes sinais só desaparecem com a administração de um opióide, geralmente de forma instantanea, e são máximos após 2-3 dias, depois do qual desaparecem gradualmente até ao 5º dia. O sofrimento do toxicodependente é consideravel.

História

foi isolada pela primeira vez em 1803 pelo farmacêutico alemão Friedrich Wilhelm Adam Serturner, que lhe deu o nome em honra do deus grego do sono, Morfeu.

A partir da 1853 com a invenção da agulha hipodermica, generalizou-se o seu uso. Era usada no tratamento da dor, e do alcoolismo e consumo de ópio (as últimas duas utilizações sem benefício e altamente perigosas como se sabe hoje). Foi utilizada na guerra civil americana, resultando em 400.000 soldados com síndrome de dependência devido ao seu uso impróprio.

A Heroína (diacetilmorfina) foi derivada da morfina em 1874.

Keywords: Morfina, 1803, 1853, 1874, AINE, Antidepressivo, Antipsicótico, Barbitúrico, Benzodiazepina, Cancro (tumor)