Islão
Keywords: Islão, 1992, 610, Abraão, Adão e Eva, Alá, Anjo, Anjos, Arábia Saudita, Ateísmo
leftO Islão, Islã, Islame ou Islamismo (em árabe: الإسلام) é uma religião monoteísta que surgiu no século VII, baseada nos ensinamentos religiosos de Maomé (Muhammad). Os seguidores do Islão são conhecidos como Muçulmanos. Em textos mais antigos, eram conhecidos como "maometanos", mas este termo tem vindo a cair em desuso porque implica, incorrectamente, que os muçulmanos adoram Maomé, o que torna o termo ofensivo para muitos muçulmanos. A palavra Islão significa "submissão". Durante a Idade Média e, por extensão, nas lendas e narrativas populares cristãs, os muçulmanos eram também designados como mouros ou sarracenos.
Os ensinamentos de Maomé estão contidos no Corão, ou Alcorão (Qur'an, a palavra árabe para livro). Os muçulmanos acreditam que Maomé recebeu estes ensinamentos de Alá (a palavra árabe para Deus), por intermédio do anjo Jibreel (Gabriel) que Maomé depois recitou para que outros passassem a escrito, visto que o profeta era analfabeto. Além do Corão, as crenças e práticas do Islão baseiam-se na literatura Hadith, que para os muçulmanos clarifica e explica os ensinamentos de Maomé.
Uma vez que o Islão, à semelhança do judaísmo e do cristianismo, descende da tradição religiosa do patriarca bíblico Abraão, é classificado como uma religião abraâmica. O Islamismo não nega o Judaísmo e o Cristianismo e, pelo contrário, considera essas religiões monoteístas como parte da sua herança. Ao contrário do judaísmo e do cristianismo, o Islão não atravessou um período de grande reforma ou reformação fundamental. A distinção ocidental entre Igreja e Estado é, em teoria, alheia ao Islão. O Islão inclui instruções que se relacionam com todos os aspectos da actividade humana, sejam eles políticos, sociais, financeiros, legais, militares ou interpessoais (veja Sharia e Califado).
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O significado da palavra Islão
Islão e Islã são aportuguesamentos (segundo as normas, portuguesa e brasileira, respectivamente) da palavra árabe Islam, que significa "submissão (a Deus)" e que é descrita em árabe como um "Deen", o que significa "modo de vida" e/ou "religião". Possui uma relação etimológica com outras palavras árabes como Salaam, que significa "paz". Muçulmano, por sua vez, é aportuguesamento da palavra árabe Muslim, relacionada com islam, que significa "vassalo" de Deus, e "aquele que se rendeu" ou se submeteu (a Deus). Os muçulmanos vêem a homenagem a Deus como sinal de distinção, e o termo não tem conotações negativas. Homenagear significa servir a vontade de Deus acima e para além dos objectivos pessoais de cada um.
Crenças
O Islão ensina aos seus aderentes um certo número de crenças.
Deus
A pedra basilar da fé islâmica é a crença estrita no monoteísmo. Deus é considerado único e sem igual. Cada capítulo do Corão (excepto dois capítulos) começa com "Em nome de Deus, o beneficente, o misericordioso". Deus descreve-se na Sura al-Ikhlas, (capítulo 112): diz: "Ele é Deus o único, Deus o eterno. Ele nunca causou nem foi causado. Não há nenhum que se lhe compare." Ver 99 nomes de Alá para uma visão muçulmana sobre os atributos de Deus.
Profetas
O Islão ensina que Deus pode revelar a sua vontade à humanidade através de um anjo; esses recepientes da revelação são os chamados profetas. O Islão faz uma distinção entre "profetas" e "mensageiros". Apesar de todos os mensageiros serem profetas, nem todos os profetas são mensageiros.
Para os muçulmanos a lista dos profetas inclui Adão, Noé, Abraão, Moisés, Jesus e Maomé, todos eles pertencentes a uma sucessão de homens guiados por Deus. Maomé é visto como o 'Último Mensageiro', trazendo a mensagem final de Deus a toda a humanidade sob a forma do Corão. Mensageiros e profetas foram enviados a todas as nações e civilizações, e a cada mensageiro foi dado um livro para essas pessoas. Estes indivíduos eram humanos mortais comuns; o Islão exige que o crente aceite todos os profetas, não fazendo distinção entre eles. No Corão é feita menção a vinte e cinco profetas específicos. Os muçulmanos acreditam que Maomé foi um homem leal, como todos os profetas, e que os profetas são incapazes de acções erradas (ou mesmo testemunhar acções erradas sem falar contra elas), por vontade de Alá.
O dia do julgamento
Outras crenças chave incluem o Dia do Julgamento, Céu e Inferno, os Anjos, os Jins (uma espécie de seres invisíveis), a existência de magia (a sua prática é estrictamente proibida), o perigo do mau olhado (também proibido), e a misericórdia, a sabedoria e a força do todo-poderoso Deus.
Práticas Pré-Islâmicas
Algumas crenças e comportamentos islâmicos são semelhantes a práticas pré-islâmicas nativas da Península Arábica - em particular a hajj e três de suas práticas associadas: circundar a Kaaba, beijar a Pedra Negra (conhecida também como Hajar el Aswad), e o apedrejamento do Diabo nas proximidades de Meca .
Revelações do Corão
Os muçulmanos acreditam que o Corão foi revelado a Maomé quando Alá (Deus) enviou um anjo para lhe ditar uma série de revelações. Então, Maomé recitou isto aos seus companheiros, muitos dos quais se diz terem memorizado e escrito no material que tinham à disposição. De acordo com a tradição islâmica, Maomé era analfabeto, as revelações a Maomé foram mais tarde reunidas pelos seus companheiros e seguidores em forma de livro. Maomé é considerado o profeta final, enviado para pregar a mesma mensagem que os profetas do Cristianismo Jesus e do Judaísmo Moisés (e possivelmente o Zoroastrianismo) e outras religiões antigas.
De acordo com o Islão, todos os profetas ensinaram com sucesso à sua nação a mesma mensagem da unicidade de Deus. No passado, no entanto, a mensagem do Islão foi distorcida por gerações passadas e as escripturas reveladas foram corrompidas, o que terá tornado necessário o envio de novos mensageiros. Uma vez que os muçulmanos acreditam que Maomé seja o último de uma longa linha de profetas, eles tomam a sua mensagem como um depósito sagrado, e tomam muito cuidado assegurando que a mensagem tenha sido recolhida e transmitida de uma maneira a não trair esse legado.
Apesar de os muçulmanos fazerem esforços escrupulosos para proteger e respeitar o Corão, eles acreditam que não é pelos seus próprios esforços mas pela misericórdia de Deus que o Corão é preservado intacto e nunca será alterado.
Os seis elementos da crença
Há várias crenças partilhadas por todos os muçulmanos:
- Deus (em Árabe, Alá)
- Anjos
- Livros (enviados por Deus)
- Mensageiros (enviados por Deus)
- Dia do julgamento
- Quer bem e mal (ou mais precisamente, o que as pessoas entendem por bem e mal) vêm de Deus.(Apesar de que o mal seja mais um produto das pessoas sendo desviadas pelo Demônio)
Autoridade Religiosa
Não há uma autoridade oficial que decide se uma pessoa é aceite ou excluída da comunidade de crentes. O Islão é aberto a todos, independentemente de raça, idade, género, ou crenças prévias. É suficiente acreditar na doutrina central do Islão. Isto é formalizado pela recitação da chahada, o enunciado de crença do Islão, sem o qual uma pessoa não pode ser considerada um muçulmano. Como ninguém pode abrir o coração do próximo para ver o que há dentro, é suficiente acreditar e dizer que você é muçulmano e comportar-se de modo apropriado a um muçulmano para ser aceite na comunidade do Islão.
Os cinco deveres de cada muçulmano
Os cinco pilares do Islão são 5 deveres básicos de cada muçulmano:
- a recitação e aceitação do credo (Chahada)
- Reza diária (Salat ou Salah)
- pagar dádivas rituais (Zakat ou Zakah)
- observar o jejum no Ramadão (Saum ou Siyam)
- fazer a peregrinação a Meca (Hajj ou Haj)
Pelo menos uma seita de muçulmanos acredita que a Jihad, significando luta interior contra Satanás (jihad maior) ou luta externa (jihad menor), é o "sexto pilar do Islão". Outros grupos consideram "A fidelidade ao Imam" o chamado sexto pilar do Islão.
O Povo do Livro
Judeus, Cristãos e Muçulmanos reivindicam este título. De acordo com o Islão, todas as nações receberam o seu Mensageiro e instruções de Alá. No entanto, na interpretação dos muçulmanos, os seguidores de Moisés ganharam a ira de Alá por supostamente terem adorado um bezerro de ouro, episódio relatado no Exôdo e mais tarde no livro de Esdras, e os seguidores de Jesus Cristo seguiram por caminhos desviados por adorarem Jesus Cristo.
A maioria esmagadora dos muçulmanos acredita que a Torá (revelação dada a Moisés) e a santa Injeel (revelação dada a Jesus Cristo) já não existem e que a Bíblia e a Tora de hoje têm pouca ou nenhuma semelhança com a cópia divina. De acordo com o Islão, Maomé foi enviado durante um tempo de escuridão espiritual e uma vez que o Corão foi finalmente estabelecido, todas as revelações do passado se tornaram nulas, fazendo o último testamento não apenas para a nação árabe mas para toda a Humanidade até ao Dia do Julgamento.
Islão em relação ao Judaísmo e ao Cristianismo
De acordo com o Islão, os líderes quer do Judaísmo quer do Cristianismo alteraram deliberadamente a verdadeira palavra de Deus, e desta forma levam os seus crentes por uma caminho desviado. No Corão, Alá acusa o povo judeu de "falsidade" (Sura 3:71), distorção (4:46), e de serem "Corruptores das Escrituras."
Algumas partes do Corão atribuem diferenças entre Muçulmanos e não-Muçulmanos à tahref-ma'any, uma "corrupção do significado" das palavras. Nesta perspectiva, a "Bíblia Judaica" e o Novo Testamento Cristão são verdadeiros mas os Judeus e os Cristãos equivocam-se quanto ao significado das suas próprias Escrituras, e necessitam assim do Corão para entenderem claramente a vontade de Deus. No entanto, outras partes do Corão tornam claro que muitos Judeus e Cristãos usaram deliberadamente versões alteradas das suas escrituras, e tinham alterado a palavra de Deus. Esta crença foi desenvolvida durante a polémica medieval islâmica, e é hoje corrente quer no Islão Sunita quer no Islão Xiita. Esta doutrina é conhecida como tahref-lafzy, "a corrupção do texto".
Origem histórica do Islão
Existem muçulmanos de diferentes raças e nacionalidades. A maioria dos muçulmanos vive em países da Ásia do Sul, Sudeste Asiático, Ásia Central, norte de África e o Médio Oriente.
O crescimento do Islão hoje
O Islão é hoje a maior religião a seguir ao Cristianismo. De acordo com fontes da "World Network of Religious Futurists" [1], o "U.S. Center for World Mission"[2], e Samuel Huntington, o Islão está crescendo mais rapidamente em número de fieis do que qualquer outra religião.
O Islão começou na região de Hejaz na actual Arábia Saudita em cerca de 610, e de acordo com http://www.adherents.com tem hoje 1,3 bilhões de crentes, 23% da população mundial. Apenas 18% dos muçulmanos vive no mundo árabe, um quinto encontra-se espalhado pela África Sub-Sahariana, cerca de 30% vive no Pakistão e Bangladesh, e a maior comunidade mundial encontra-se na Indonésia. Há significantes populações islâmicas na China, Europa, ex-União-Soviética, Índia e América do Sul.
Lei Islâmica (Charia)
Ver artigo principal em Charia
No Islão, ao contrário da situação na cultura ocidental, não há uma separação entre a religião e o direito. Todas as leis são religiosas e baseadas ou nas escrituras sagradas ou nas opiniões de líderes religiosos.
A lei islâmica chama-se Charia. O Corão é a mais importante fonte da jurisprudência islâmica (fiqh), sendo a segunda a Sunnah (Vida e caminhos do profeta). Não é possivel praticar o Islão sem consultar ambos os textos. A partir da Suna, relacionada mas não a mesma, vem a Ahadith (narrações do profeta). Uma hadith é uma narração acerca da vida do profeta ou o que ele aprovava - ao passo que a Sunnah é a sua própria vida em si. Como se disse, as suas principais fontes são o Corão e a Hadith, mas o ijma, o consenso da comunidade, também foi aceite como uma fonte menor. Qiyas, o raciocínio por analogia, foi usado pelos estudiosos da lei/religião islâmica (Mujtahidun) para lidar com situações onde as fontes sagradas não providenciam regras concretas. As praticas chamadas Charia têm também algumas raizes nos costumes locais (Al-urf).
A jurisprudência islâmica chama-se fiqh e está dividida em duas partes: o estudo das fontes e metodologia (usul al-fiqh - raízes da lei) e as regras práticas (furu' al-fiqh - ramos da lei).
Seitas do Islão
Há várias denominações do Islão, cada uma com significantes diferenças ao nível legal e teológico. As maiores seitas são o Islão Sunita e o Islão Xiita.
O Islão Sunita compreende cerca de 80% de todos os muçulmanos. Divide-se em quatro escolas de pensamento (madhabs), que interpretam certos aspectos do Islão tais como quais comidas são halal (permissíveis) de forma diferente. Tomam o nome dos seus fundadores Maliki, Shafi'i, Hanafi, e Hanbali.
O Islão Xiita engloba a maioria dos restantes muçulmanos que não são sunitas. Os xiitas têm uma escola principal de pensamento chamada de Jafaryia (referindo-se ao fundador) ou também os "dos Doze", e uma escola menor, a "dos Sete" ou ainda a "dos Cinco" referindo o número de líderes infalíveis que eles reconhecem após a morte de Maomé. O termo xiita é geralmente visto como um sinónimo dos Jafaryia/os dos 12.
De acordo com o Sheiq al-Akbar Mahmood Shaltoot, líder da Universidade al-Azhar, a escola de pensamento Ja'fari, também conhecida como a "al-Shia al- Imamiyyah al-Ithna Ashariyyah" (i.e., os 12 Imams Xiitas) é uma escola de pensamento que é religiosamente correcto seguir, bem como outras escolas de pensamento sunitas.
Outra denominação que tem origem nos tempos idos do Islão é a dos Caradjitas. Os membros deste grupo hoje são mais comumente conhecidos como os muçulmanos Ibadi. Um grande número de muçulmanos Ibadi vivem hoje em Oman.
Outro grupo mais recente são os Wahhabis, apesar de alguns os classificarem como um ramo ultra-conservador da escola Hanbali do Islão Sunita. O Wahhabismo é um movimento fundado por Muhammad ibn Abd al Wahhab no século XVIII, naquilo que hoje é a Arábia Saudita. Uma coisa que distingue os ensinamentos Wahhabi dos Sunitas é que os Wahhabis consideram muitas coisas proibidas que as quatro escolas do islão sunita consideram como permitidas.
Enquanto que alguns consideram que o misticismo islâmico chamado Sufisma constitui um ramo separado, a maioria dos sufis podem ser facilmente considerados sunitas ou xiitas. A distinção aqui é que as escolas de pensamento (madhhabs) consideram os aspectos "legais" do Islão, enquanto que o Sufismo lida mais com aspectos como a sinceridade da fé, e a luta contra o próprio ego. Outras pessoas podem chamar-se Sufis quando na realidade deixaram o Islão (ou nunca o seguiram).
Também há alguns grandes grupos que não são facilmente considerados sunitas ou xiitas, tais como os Bektashi.
Ver também: Imam -- Filosofia Islâmica -- Zaiddiyah
Religiões baseadas no Islão
Os seguintes grupos acham-se muçulmanos mas não são considerados como tal pelos outros:
- Os Ahmaddiya
- Os Druzos
- A Nação do Islão
- Os Zikris
As seguintes religiões são de certa forma uma evolução do Islão, mas consideram-se religiões independentes com leis e instituições distintas:
Islão no mundo moderno
Apesar do movimento dominante no Islão em tempos recentes ter sido o islamismo fundamentalista, existem também movimentos liberais dentro do Islão que procuram meios alternativos para reconciliar a fé islâmica com o mundo moderno.
As tradições islâmicas têm muitas fontes: O Corão, as hadiths, e interpretações de ambos pelos teólogos. Ao longo dos últimos séculos, tem-se verificado uma tendência para o fundamentalismo islâmico, com interpretações novas sendo vistas como dogmas, mesmo que consistam de religião baixa (ou religião popular) não directamente correlacionada com o profeta Maomé.
A shariah antiga tinha um carácter muito mais flexível do que aquele hoje associado com a Jurisprudência islâmica, e muitos académicos muçulmanos islâmicos acreditam que ela deva ser renovada, e que os juristas clássicos deveriam perder o seu estatuto especial. Isto implica a necessidade de formular uma nova fiqh que seja praticável no mundo moderno, como proposto pelos defensores da Islamização do conhecimento, e iria lidar com o contexto moderno. Este movimento não pretende alterar os pontos fundamentais do Islão mas sim evitar más interpretações e libertar o caminho para a renovação do prévio estatuto do mundo islâmico como um centro de pensamento moderno e de liberdade.
Perspectiva islâmica de outras religiões monoteístas
O Islão atribui aos Judeus e Cristãos (e a certas outras religiões mais pequenas) o estatuto de Povo do livro, com base no seu monoteísmo e suas crenças acerca de Deus e do Mundo. Este estatuto é sustentado em várias passagens do Corão que dizem como os Cristãos, os Judeus e os Muçulmanos partilham escrituras, moral e profetas em comum. Os muçulmanos acreditam que o "Povo do Livro", se eles aceitarem tornar-se cidadãos de segunda classe, devem ser permitidos viver am paz.
Um verso do Corão diz: "Deus não te proíbe, com respeito àqueles que te combatem não por causa da tua fé ou por quererem tirar-te de tuas casas, que lides delicadamente e justamente com eles; pois Deus ama aqueles que são justos."(Corão, 60:8), o que é interpretado como uma admoestação clara para não desrespeitar ou ser indelicado com os não-muçulmanos.
De acordo com a hadith, Maomé disse ao seu povo: "Aquele que assassina um dhimmi (não-muçulmano sob a protecção do Estado) não irá cheirar a fragrância do Paraíso, mesmo que o seu cheiro esteja a quarenta anos de viagem" [Sahih Ahmed]. Onde 'Pessoas do Livro' vivem numa Nação Islâmica sob a lei Sharia, eles tornam-se dhimmis. Se eles concordarem em pagar uma taxa especial chamada jizyah, eles recebem um certo número de direitos, tais como os direitos de praticarem livremente a sua fé, serem completamente protegidos pelo governo, e outros. Num estado islâmico, a caridade é obrigatória por lei para os muçulmanos.
Perspectiva islâmica das religiões não monoteistas
Em contraste com a tolerância do Islão pelo Judaísmo e pelo Cristianismo, em relação a outras religiões como por exemplo o Hinduismo, o Islão é bem menos tolerante. Para os muçulmanos, o ateísmo, o politeísmo e outras visões holísticas são perspectivas a ser erradicadas. Os muçulmanos pretendem que todos eles se arrependam e se tornem Muçulmanos.
Interpretação Sociológica: O Islão visto por Ernest Gellner
Ver artigo principal em: Islão por Ernest Gellner
O sociólogo Ernest Gellner afirmou categoricamente em 1992 no seu livro Pós-modernismo, razão e religião que o Islão contraria a tendência para a secularização, presente nas restantes grandes civilizações. Como Gellner disse em 1992: "O Islão está tão forte hoje como há um século atrás. Em algumas formas, ele está provavelmente mais forte". Por que é que as sociedades islâmicas mostram sinais de resistir à secularização ? Como explicar o Fundamentalismo Islâmico ?
Ver respostas de Gellner no artigo Islão por Ernest Gellner.
Ver Também
Referências
Em Português
- Gellner, Ernest: Pós-modernismo, razão e religião, 1992
Em Inglês
- The Encyclopaedia of Islam
- The Qur'an
- H. A. R. Gibb, Islam, Oxford 1969
- The Islamism Debate, Martin Kramer, University Press, 1997
- Liberal Islam: A Sourcebook, Charles Kurzman, Oxford University Press, 1998
- The Challenge of Fundamentalism: Political Islam and the New World Disorder, Bassam Tibi, Univ. of California Press, 1998
- The Sword of the Prophet: The politically incorrect guide to Islam, Serge Trifkovic, Regina Orthodox Press, 2002 (ISBN 1928653111)
- Muraqaba: The Art and Science of Sufi Meditation, Khwaja Shamsuddin Azeemi,Plato,2005 (ISBN 0975887548)
Páginas Externas
Em Português
Em Inglês
Fontes
Geral
- Resources for Studying Islam (Department of Islamic Studies, University of Georgia)
- Islam Resources (Harf Information Technology, Cairo)
- Sunni Path (a resource especially for the Hanafi and Shafi'i schools of Sunni Islam)
- Islamic Message (under supervision of sheikh Khaled Abdel Azim , Member of fatwa commity - Al Azhar)
- Questions/Answers on Islam (Sheikh Muhammed Salih, Saudi Arabia)
- Islam Online (committee of Islamic scholars throughout the Islamic world, headed by Dr. Yusuf Qardawi)
- Islamworld (large collection of sources and articles by different authors)
- Muslim Heritage (Foundation for Science Technology and Civilisation, UK)
- Islam101- The God, the Message, the Messenger (SABR Foundation)
- Arabic/English information on Islam (broadcasting service by volunteers)
- Islam and the Muslim World (Jewish Virtual Library - Islam analysis)
- al-sunnah.com (Islam for beginners)
- hyahya books (interactive website from Turkish Scientist based on scientific and islamic methods)
- Islamic Portal (Interactive portal w/ islamic culture, news, religion, activities, etc)
- OCTR article on Islam
- Civil Democratic Islam: Partners, Resources, and Strategies - a RAND report on modernizing Islam
- Links: Islam in Western Europe
Aspectos do Islão
- Islamic Philosophy (Journal of Islamic Philosophy, University of Michigan)
- Islamic dietary laws
- Islamic architecture
- Islamic art (Los Angeles County Museum of Art)
- Spirituality Islâmico
Organizações
- Council on American Islamic Relations
- Muslim Public Affairs Council
- Muslim Women's League
- American Muslim Alliance
- Islamic Society of North America (ISNA)
- American Islamic Congress
- American Society Of Muslims
- Islamic Circle of North America
- Muslim American Society
- Institute for the Secularisation of Islamic Society
Newsgroups
Religião comparada
- Islamic Awareness - Comparative religion site
- Answering Christianity
- Muslim-Answers
- Near Eastern And Semitic Studies Institute of America (NESSIA)
Crítica
- Research resources on Islam (Links to pro- and contra information on islam)
- Muhammadanism (On-line books, commentary, news, and information critical of Islam)
- Tolerance in Islam (An essay on whether Islam is a tolerant religion or not)
- Notes on Islam (from a Bahá'í Perspective)
- The Sword of Militant Islam (Arguments against Islam)
- A history of Islam in America
- Video interviews with new Muslims
- Islam and the Muslim World (Jewish Virtual Library - Islam analysis)
- The Malady of Islam. By Abdelwahab Meddeb, Professor at the Sorbonne ISBN 0465044352
- Islam Review Islam considered from an American Christian perspective.
Notícias
- Religion News Blog (News articles from, for the most part, secular news sources around the world)
- Sufi Blog
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