O Pasquim

Keywords: O Pasquim, 1969, 1970, 1971, 1985, 1991, 2001, 2004, 26 de julho, AI-5

O Pasquim foi o primeiro e mais influente jornal de oposição à ditadura militar brasileira. Surgido em 1969 (a edição de estréia foi no dia 26 de julho) das mentes de Ziraldo, Millôr Fernandes, Jaguar, Fortuna, Prósperi, Claudius, entre outros, foi uma resposta à promulgação do repressivo ato AI-5 dos militares.

De uma tiragem inicial de 20 mil exemplares, que a princípio parecia exagerada, o semanário atingiu a marca de mais de 200 mil em seu auge, no meio dos anos 70. A princípio uma publicação comportamental (falava sobre sexo, drogas, feminismo e divórcio, entre outros) o Pasquim foi se tornando mais politizado a medida que aumentava a repressão da ditadura, passando a ser porta-voz da indignação social brasileira.

Além de um grupo fixo de jornalistas, a publicação contava com a colaboração de nomes como Henfil, Paulo Francis, Ivan Lessa e Sérgio Augusto, e também dos colaboradores eventuais Ruy Castro e Fausto Wolff.

Em novembro de 1970 a redação inteira do Pasquim foi presa depois que o jornal publicou uma sátira do célebre quadro de Dom Pedro às margens do Ipiranga, (de autoria de Pedro Américo). Os militares esperavam que o semanário saísse de circulação e seus leitores perdessem o interesse, mas durante todo o período em que a equipe esteve encarcerada - até fevereiro de 1971 - o Pasquim foi mantido com colaborações de Chico Buarque, Antônio Callado, Rubem Fonseca, Odete Lara, Gláuber Rocha e diversos intelectuais cariocas.

As prisões continuariam nos anos seguintes, e na década de 80 as bancas que vendiam jornais alternativos como o Pasquim passaram a ser alvo de atentados a bomba. Aproximadamente metade dos pontos de venda decidiram não mais repassar a publicação, temendo ameaças. Foi o princípio do fim do Pasquim.

O jornal ainda sobreviviveria à abertura política de 1985, mesmo com o surgimento de inúmeros jornais de oposição a partir daí. Graças aos esforços de Jaguar, o único da equipe original a permanecer no Pasquim, o semário continuaria ativo até 1991.

Em 2001 o jornalista e cartunista Ziraldo e seu irmão Zélio Alves Pinto lançaram uma nova edição do Pasquim, renomeado "Pasquim21", que, mesmo contando com alguns de seus antigos colaboradores, não conseguiu se firmar, duranto até meados de 2004.

Referências externas

Jornal "Esquinas de S.P.", edição número 19 (novembro de 1999)

O Pasquim

A palavra "pasquim" tem por significado Jornal ou panfleto difamador e Sátira afixada em lugar público

Keywords: O Pasquim, 1969, 1970, 1971, 1985, 1991, 2001, 2004, 26 de julho, AI-5