Os Trapalhões

Keywords: Os Trapalhões, 1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975

Programa de TV de um grupo de comediantes brasileiros, liderados por Renato Aragão.

Estreou em 1966 na TV Excelsior de São Paulo com o nome Os Adoráveis Trapalhões. Reunia na sua fórmula quatro tipos: o galã Wanderley Cardoso, o diplomata Ivon Cury, o estourado Ted Boy Marino e o palhaço Renato Aragão, o Didi Mocó, além de Manfried Sant’anna, o Dedé Santana. Com a saída de alguns desses integrantes, e a entrada do sambista participante de Os Originais do Samba Antônio Carlos Bernades Gomes, o Mussum e de Mauro Faccio Gonçalves, o Zacarias consolidou-se o grupo que iria mais tarde se tornar um dos quadros mais famosos da TV brasileira.

Na TV Record, o programa conseguia maior audiência em seu horário do que o Fantástico. O programa ainda se instalou na TV Tupi em 1976, antes de se estabelecer por fim na Rede Globo, onde passaram a ser chamados Os Trapalhões.

Na Rede Globo tinham um programa que era apresentado aos domingos, às 19:00 hs, imediatamente antes do Fantástico e tinham a formação de quatro integrantes permanentes, além de atores convidados. O programa também tinha outros atores fixos que não faziam parte do quarteto principal: Tião Macalé (que imortalizou o bordão "Ih! Nojento!"), Jorge Lafond (que satirizava os homossexuais), Emil Rached (o gigante atrapalhado de 2,23m), Roberto Guilherme (o Sargento Pincel), entre outros.

Após o falecimento de Zacarias e Mussum, o grupo foi desfeito, mas durante algum tempo foram exibidas reprises de seus programas. Renato Aragão e Dedé Santana, posteriormente voltaram a atuar na tv, porém sem refazer a dupla.

O programa entrou para o Livro Guinness de Recordes Mundiais como o programa humorístico de maior duração da TV, tendo 30 anos de exibição.

Conteúdo

Integrantes

Formação "Os Adoráveis Trapalhões"

Formação "Os Trapalhões"

Trapalhões no Cinema

O primeiro filme dos Trapalhões foi realizado em 1965 e contava apenas com a dupla Didi e Dedé. Com a formação clássica (que contava ainda com Mussum e Zacarias) foram realizados 23 filmes do perído de 1978 a 1990. Mais de 120 milhões de pessoas já viram filmes dos Trapalhões, sendo que sete filmes estão na lista dos dez mais vistos da história do cinema nacional brasileiro.

São eles:

Filmes

A Briga

Em 1985 houve uma crise entre os componentes do grupo e Renato Aragão, o que resultou na formação do grupo DeMuZa, que realizou, sem a presença de Renato, o filme "Atrapalhando a Swat".

Renato Aragão é frequentemente criticado por não prestar auxílio aos familiares dos seus antigos colegas, que passam necessidade. Em 1998, a família de Mussum (que chega a passar fome) entrou com processo na Justiça contra Renato Aragão, pelo direito do artista de dispor sobre a utilização, distribuição e a reprodução de sua obra: os direitos autorais.

Em um comunicado oficial, Renato Aragão declara que sua empresa nunca deixou de cumprir com suas obrigações contratuais com Mussum, na forma determinada pela Justiça, em benefício de seus herdeiros.

Com a família do trapalhão Mauro Gonçalves, o Zacarias, que morreu em 1990, a acusação é diretamente contra a Globo. Em um processo movido em 1998, os familiares do humorista reividincam uma indenização e o pagamento dos direitos autorais do artista pelas retransmissões do programa Os Trapalhões, entre 1989 e 1998. Segundo o processo, no caso de reapresentação do programa, está claro no contrato que o artista teria de receber da Globo 10% do que lhe foi pago pelo mesmo tempo de trabalho.

No último cálculo, o montante solicitado pela família à Globo chegava a R$ 120 milhões.

Em 2004, Renato Aragão acena com uma reconciliação com o outro trapalhão sobrevivente, Dedé Santana. Críticos disseram que a reconciliação foi jogada de marketing, num momento em que movimentos homossexuais ameaçaram entrar com processo contra Aragão, por difamação e preconceito.

Referências externas

Keywords: Os Trapalhões, 1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975