Paraná

Keywords: Paraná, 1850, Abatiá, Acre, Adrianópolis, Agudos do Sul, Alagoas, Almirante Tamandaré

Para outros significados de Paraná, ver Paraná (desambiguação).

Estado do Paraná
Capital: Curitiba
Área: 199.709 km²


15º maior

População: 9.564.643 (2000)


6º mais populoso

Densidade pop.: 47,90 h/km²


12º mais povoado

Fuso horário: GMT-3
ISO 3166-2: BR-PR
Mapa
Mapa do Brasil com o Paraná
Bandeira
Bandeira do Estado do Paraná

O Paraná é um Estado brasileiro situado na região Sul do País. Tem como limites São Paulo (a norte e nordeste), oceano Atlântico (leste), Santa Catarina (sul), Argentina (sudoeste), Paraguai (oeste) e Mato Grosso do Sul (noroeste). Ocupa uma área de 199.709 km².

Sua capital é Curitiba. Suas cidades mais populosas são Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Cascavel e Guarapuava.

Conteúdo

Geografia do Paraná

Seu relevo é dos mais expressivos: 52% do território ficam acima dos 600m e apenas 3% abaixo dos 300m. Paraná, Iguaçu, Ivaí, Tibagi, Paranapanema, Itararé e Piquiri são os rios mais importantes. Veja a lista de rios do Paraná

O clima na maior parte do Estado é subtropical.

Localização geográfica

O Estado do Paraná (PR) se encontra nos hemisférios sul e ocidental da Terra, sendo o antepenúltimo Estado do sul do Brasil, parte da América do Sul.

Cortado ao norte pelo trópico de Capricórnio na altura da cidade de Londrina, tem três quartos de suas terras na zona Temperada do Sul, e o restante na zona Tropical.

A superfície paranaense, segundo o IBGE, é 199.709 km², situando-se o Estado em 15º lugar entre as unidades federativas brasileiras, com 2,34% do território nacional. A superfície territorial do Paraná é pouco superior a do Uruguai, duas vezes a de Portugal e seis vezes a da Holanda.

Fronteiras

A delimitação do território paranaense se faz, em sua maior parte, por fronteiras naturais, predominando os rios e, a seguir, os divisores de águas. Há também fronteiras artificiais como pontes, avenidas e linhas geodésicas.

Algumas divisas são pitorescas. As cidades gêmeas de União da Vitória (Paraná) e Porto União (Santa Catarina) são separadas por uma ferrovia; uma avenida separa Barracão (Paraná) de Dionísio Cerqueira (Santa Catarina), confrontando-se ambas com a cidade argentina de Barracón (Bernardo Irigoyen), formando a chamada "Fronteira da Amizade; a ponte internacional sobre o rio Paraná (Ponte da Amizade) liga Foz do Iguaçu (Brasil) a Puerto Stroessner (Paraguai).

Três Estados brasileiros, o oceano Atlântico e duas repúblicas sul-americanas, delimitam o espaço do Estado do Paraná. O perímetro das linhas divisórias paranaenses é de 2.458 km, distribuídos da seguinte maneira:

Oceano Atlântico: 98 km

República do Paraguai: 208 km

Est. de Mato Grosso do Sul: 219 km

República Argentina: 239 km

Estado de Santa Catarina : 754 km

Estado de São Paulo: 940 km

Altitude e pontos extremos

O ponto mais elevado do Estado do Paraná é o Pico Paraná, com 1.922 m de altitude. O ponto mais baixo é o Oceano Atlântico, com altitude de 0 m.

Ao norte, o limite é a cachoeira do Saran Grande, no município de Jardim Olinda, microrregião do Norte Novíssimo de Paranavaí, fronteira com Estado de São Paulo.

Ao sul, o limite extremo são as nascentes do rio Jangada, no município de General Carneiro, microrregião do Médio Iguaçu, na fronteira com o Estado de Santa Catarina.

No leste, o ponto mais extremo é a foz do rio Ararapira, no município de Guaraqueçaba, microrregião do Litoral Paranaense, na fronteira com o Estado de São Paulo.

O ponto mais extremo do oeste é o Porto Palacim, no município de Foz do Iguaçu, fronteira com a República do Paraguai.

Relevo

O Estado do Paraná, em sua maior parte, forma-se de um vasto planalto suavemente inclinado em direção noroeste, oeste e sudoeste. Compreende os terrenos arenítico-basálticos do Planalto Meridional Brasileiro e os terrenos cristalinos paralelos ao oceano Atlântico.

As altitudes do relevo paranaense apresentam-se distribuídas dentro das seguintes cotas hipsométricas:

Até 100 metros de altitude: 2.255 km².

De 101 a 200 metros: 2.933 km².

De 201 a 300 metros: 15.373 km².

De 301 a 600 metros: 74.871 km².

De 601 a 900 metros: 81.268 km².

De 901 a 1500 metros: 24.158 km².

Mais de 1.500 metros: 430 km².

Segundo Reinhard Maack, as terras paranaenses podem ser agrupadas em cinco regiões distintas:

Litoral

Apresenta-se como uma região rebaixada por falhamento marginal de um antigo nível do planalto paranaense. Este fenômeno geológico ocorreu provavelmente na era Cenozóica ou no final da era Mesozóica.

Em tempos geológicos mais recentes (Pleistoceno) começou a elevação da costa submersa, comprovada pela existência de antigas praias, em plena plataforma continental, aparecem alguns blocos de rochas mais resistentes, como as ilhas dos Currais, Itacolomi, Saí, Palmas, Galheta e a parte de rochas cristalinas da Ilha do Mel.

Duas regiões distintas caracterizam o litoral: a montanhosa e a baixada costeira.

Montanhosa

Abrange morros isolados, algumas cadeias de morros e as encostas da Serra do Mar. Esta zona é constituída de rochas cristalinas onde predominam os granitos e gnaisses.

Baixada Costeira

Forma uma pequena planície, onde predominam areias e argilas. Sua largura varia entre 10 e 20 km, tornando-se um pouco mais larga nas proximidades da baía de Paranaguá. As altitudes situam-se entre 0 e 10 metros e, nos pontos mais distantes do mar, chegam a ter 20 metros.

As baías de Paranaguá e Guaratuba dividem a costa paranaense em três setores:

A baía de Paranaguá, uma das mais vastas do Brasil (677 km²), penetra 50 km pelo interior do continente e possui uma largura máxima de 10 km. Subdivide-se em outras baías menores: de Antonina, das Laranjeiras, dos Pinheiros e de Guaraqueçaba. Há em seu interior várias ilhas, tais como Mel, Poças, Cotinga, Rasa da Cotinga, Cobras, Pedras, Gererê, Lamim, Guamiranga, Guararema, Guará, Gamelas e outras.

A baía de Paranaguá encontra-se mais ao sul, estendendo 15 km terra a dentro e com uma largura máxima de 5 km. Suas principais ilhas são: Pescaria, Capinzal, Mato, Chapéu, dos Ratos e outras.

Aparecem ainda, como acidentes importantes do litoral paranaense: a ilha do Superagüi separada pela baía de Pinheiros e pelo canal do Varadouro; a restinga de Ararapira situada na parte norte da Praia Deserta.

Serra do Mar

Faz parte da vasta barreira que acompanha o litoral oriental e meridional do Brasil. Pertence ao "Complexo Cristalino Brasileiro" sendo constituída em sua maioria por granitos e gnaisses.

As formas atuais da Serra do Mar derivam de vários fatores: diferença de resistência das rochas, falhamento do relevo e sucessivas trocas climáticas.

Em alguns trechos, a Serra do Mar se apresenta como escarpa (Graciosa e Farinha Seca), em outros é formada por serras marginais que se elevam de 500 a 1.000 metros sobre o planalto. São blocos que recebem diversas denominações: Capivari Grande, Virgem Maria, Órgãos (Ibitiraquire), Marumbi entre outras formas de relevo.

Na Serra dos Órgãos se encontram as maiores altitudes do Estado do Paraná, destacando-se os seguintes picos: Paraná (1.922 metros), Caratuba (1.898 metros), Ferraria (1.835 metros), Taipabuçu (1.817 metros) e Ciririca (1.781 metros).

Dirigindo-se mais para o sul, aparecem outras serras marginais, tais como Castelhanos, Araraquara, Araçatuba e Iquiririm (esta última na divisa do do Paraná com Santa Catarina).

Também são marginais, os ramais que se dirigem para o litoral, como as serras da Igreja, Canavieiras e da Prata. Esta última, após contornar as praias, mergulha no Atlântico.

Primeiro Planalto

Começa junto à Serra do Mar, estendendo-se para o oeste até a escarpa devoniana (Serrinha, Serra São Luíz, Purunã, etc.). O primeiro planalto paranaense resultou da erosão que o rebaixou de um antigo nível, e seus terrenos muito antigos, pertencem à era Pré-Cambriana.

O Primeiro Planalto, conhecido como Planalto de Curitiba pode ser dividido em duas partes: zona norte e zona sul.

Zona norte

Apresenta relevo mais acidentado devido à ação erosiva do rio Ribeira e seus afluentes. As rochas predominantes são representadas pelos filitos, calcários, dolomitos, mármores e quartizitos.

Esta zona, por seu aspecto montanhoso, é chamada de "região serrana de Açungui", onde se encontram elevações como:

Zona sul

Corresponde ao denominado Planalto de Curitiba. Suas formas topográficas são mais suaves e uniformes, oscliando entre 850 a 950 metros de altitude, e com largura entre 70 a 80 km.

A base do relevo é de origem cristalina (granitos e gnaisses), e na superfície, se encontram argilas e areias depositadas ao longo do rio Iguaçu, seus afluentes e ao redor da cidade de Curitiba.

Segundo Planalto

O segundo planalto paranaense, denominado Planalto de Ponta Grossa, compreende a região ocupada pelos Campos Gerais. Seus limites naturais são dados: a leste pela escarpa devoniana; a oeste pela escarpa da Esperança (Serra Geral).

As maiores altitudes do segundo planalto (1.100 a 1.200 metros), estão na escarpa devoniana, declinado para sudoeste, oeste e noroeste. Os pontos mais baixos (350 a 560 metros), estão situados na parte norte, no encontro do segundo (Planalto de Ponta Grossa) com o terceiro planalto (Planalto de Guarapuava).

Em sua formação geológica, predominam os terrenos sedimentares antigos da era Paleozóica, reunidos nos grupos: Paraná ou Campos Gerais (devoniano); Itararé (Carbonífero) e Passa Dois (Permiano).

Quanto às rochas mais comuns temos: arenitos (Vila Velha e Furnas), folhelhos (Ponta Grossa e os betuminosos), carvão mineral, varvitos, siltitos e tilitos. Em pequenas regiões, aparecem rochas ígneas intrusivas.

Terceiro Planalto

As terras situadas a oeste da escarpa da Esperança, formam o terceiro planalto paranaense, denominado Planalto de Guarapuava, que ocupa 2/3 de superfície do Estado do Paraná.

Geologicamente corresponde ao vasto derrame de rochas eruptivas (basaltos, diabásios e meláfiros) e aos depósitos de arenitos (Botucatu e Caiuá) da era Mesozóica.

Tornando-se por base os rios Tibagi, Ivaí, Piquiri e Iguaçu, o terceiro planalto pode ser dividido nos seguintes blocos: planalto de Cambará e São Jerônimo, planalto de Apucarana, planalto de Campo Mourão, planalto de Guarapuava e planalto de Palmas.

Planalto de Cambará e São Jerônimo da Serra

Ocupa a parte nordeste do Estado do Paraná, entre os rios Tibagi, Paranapanema e Itararé. Suas altitudes variam entre 1.150 metros, na escarpa da Esperança, e 300 metros, no rio Paranapanema.

Planalto de Apucarana

Situa-se entre os rios Tibagi, Paranapanema, Ivaí e Paraná. Atinge altitudes de 1.125 metros na escarpa (serras do Cadeado e Bufadeira), declinando pra 290 metros ao atingir o rio Paranapanema. O mesmo acontece na direção oeste, quando atinge altitudes de 235 metros no rio Paraná.

Planalto de Campo Mourão

Compreende as terras localizadas entre os rios Ivaí, Piquiri e Paraná. Atinge altitudes de 1.150 metros na escarpa da Esperança, declinando para 225 metros no rio Paraná.

Planalto de Guarapuava

Abrange as terras situadas entre os rios Piquiri, Iguaçu e Paraná, constituídas de uma zona de mesetas. Suas altitudes são de 1.250 metros na escarpa, declinando em direção oeste para 550 metros (serras de Boi Preto e de São Francisco) 197 metros no Paraná.

Planalto de Palmas

Este planalto compreende as terras que ficam na parte norte do divisor de águas entre o rios Iguaçu e Uruguai. Suas altitudes chegam a 1.150 metros, diminuindo até 300 metros à medida que se aproximam do vale do rio Iguaçu.

Em vários locais do terceiro planalto paranaense, aparecem denominações de serras: Dourados, Palmital, Cantagalo, Chagu, Pitanga, Lagarto, Apucarana, Fartura e muitas outras. Na realidade estas serras não passam de espigões, mesetas, ou de pequenos morros. Outras são degraus (estruturais) que ocupam bordas de lençois de lavas, como as escarpas São Francisco e Boi Preto, localizadas no oeste do Estado do Paraná.

Cuestas

As cuestas são formas de relevo resultantes da erosão regressiva e que apresentam um lado escarpado e o outro em declive suave. Os planaltos paranaenses dividem-se por dois conjuntos de cuestas: a escarpa devoniana e a escarpa da Esperança.

Escarpa devoniana

Aparece nos mapas com diversas denominações de serras, tais como: Serrinha, São Luíz, Purunã, Santa Ana, Almas, Itaiacoca, São Joaquim, Taquara, Furnas e outras.

Escarpa da Esperança

Áparece, igualmente, com vários nomes de serras, entre as quais podemos citar: Cadeado, Macacos, Leão, Bufadeira, Fria e outras.

As duas escarpas, vêm do Estado de São Paulo, pelo norte e nordeste do Paraná e após descreverem um arco, seguem a direção sul.

Clima

A maior parte da área territorial do Estado do Paraná, localiza-se na região subtropical, onde dominam temperaturas amenas, e uma pequena parte encontra-se na região de clima Tropical.

Apesar de nossas isotermas se enquadrarem entre as mais baixas do Brasil, muitas vezes as temperaturas absolutas apresentam grandes contrastes. As máximas diárias podem chegar a 40ºC (Norte, Oeste, Vale do Rio Ribeira e Litoral) e as mínimas, nas terras planálticas e nas áreas serranas, freqüentemente registram temperaturas abaixo de zero (Palmas -11,5ºC em 1975).

As isoietas, registram para o Paraná índices pluviométricos médios entre 1.200 mm a 1.900 mm anuais de chuvas, com exceção do Litoral onde são superiores, particularmente em alguns trechos da Serra do Mar (Véu de Noiva) com 4.000 mm por ano. O máximo de chuvas, cai no verão (dezembro a fevereiro) e o mínimo nos meses de inverno.

As curvas isobáricas indicam que a umidade relativa do ar, normalmente apresenta-se elevada no Estado do Paraná. Na faixa litorânea devido à influência oceânica, os índices médios superam 85%. Nos planaltos do interior as médias situam-se entre 80 e 85%, declinado estes valores à medida que se avança para o norte e oeste, em exceção do vale do rio Paraná, abaixo de Guaíra, que apresenta valores superiores a 80%.

De acordo com a classificação de Köppen, no Paraná domina o clima do tipo C (mesotérmico), e em segundo plano o clima do tipo A (tropical chuvoso), subdivididos da seguinte maneira:

Vegetação

O Paraná sempre foi conhecido no cenário nacional, pela exuberância e pela riqueza de suas matas, particularmente pelo pinheiro, seu tradicional símbolo. Porém, a devastação desenfreada, ora devida à extração madeireira, ora devida às atividades agrícolas, trouxe prejuízos irreparáveis ao Paraná, como mostra o quadro exposto em 1965, pelo geógrafo Reinhard Maack.

Matas em 1965: segundo Reinhard Maack
Tipo de mata Área primitiva Área devastada Área em 1965
Mata pluvial tropical e subtropical94.044 km² 61.840 km² 32.204 km²
Mata de araucária 73.780 km² 57.848 km² 15.932 km²
Total 167.824 km² 119.698 km² 48.136 km²

Com base na vegetação original, as matas paranaenses podem ser agrupadas em: Mata de Araucária, Mata Atlântica, Mata Tropical do Norte e Noroeste e a Mata Pluvial Subtropical.

Mata de Araucária

Compreende a mata subtropical de coníferas, também conhecida como mata dos pinhais, onde o pinheiro-do-paraná (Araucária angustifolia) aparece como principal vegetal, associado freqüentemente à imbuia e à erva-mate.

O domínio geográfico da Mata de Araucária coincide com as regiões de altitudes superiores a 500 metros e de temperaturas médias anuais entre 15ºC a 18ºC.

Segundo o geógrafo Orlando Valverde, distinguem-se dois tipos de matas de araucária. No primeiro sobressai nitidamente o pinheiro, formando um andar de 25 a 30 metros de altura, ao mesmo tempo em que se forma um andar inferior de árvores e arbustos latifoliados com 12 a 15 metros de altura. No segundo forma-se uma floresta mista de pinheiros e árvores latifoliadas, num nível só, por volta de 25 a 30 metros de altura.

Os últimos vestígios importantes da Mata de Araucária se encontram no sudoeste paranaense.

Mata Atlântica

Também conhecida como mata tropical de encosta, pois localiza-se junto à Serra do Mar e no litoral. Pertence ao tipo de mata higrófila latifoliada, que se estende ao longo da fachada leste do Planalto Oriental Brasileiro, onde a alta precipitação pluviométrica a torna mais úmida.

A Mata Atlântica possui muitas espécies de madeira como cedro, ipê, figueira, peroba, além de outros vegetais como palmito, embaúba, aleluia, epífitas, lianas e musgos. Ao penetrar no primeiro planalto paranaense, a mata confunde-se com a vegetação subtropical, formando uma verdadeira zona de transição.

A criação do Parque Estadual do Marumbi na região da Serra do Mar, ser a finalidade de preservar a vegetação, bem como os importantes mananciais que ali se encontram.

Mata Tropical do Norte e Noroeste

O quadro original da Mata Atlântica do norte e noroeste foi substituído em sua maior parte pela cultura cafeeira e pelos pastos. Poucos vestígios de sua existência podem ser assinalados em áreas de preservação, como o Parque Estadual do Ingá e o Horto Florestal, ambos na cidade de Maringá.

Primtivamente esta mata apresentava dois aspectos distintos. O primeiro mais rico em espécies vegetais (peroba, pau d'alho, figueira branca e palmito), ocupava a região de "terra roxa", situada entre os rios Itararé, Paranapanema, Pirapó e Ivaí. O segundo, mais pobre em espécies vegetais, ocupava a região arenosa do arenito Cauiá, entre os rios Pirapó, Paranapanema, baixo Ivaí e foz do Piquiri.

Mata Pluvial Subtropical

Diferencia-se da Mata de Araucária por ocupar terras inferiores e 500 metros de altitudes e pela ausência do pinheiro. Primitivamente era encontrada ao longo do rio Paraná desde a foz do rio Piquiri até a foz do rio Iguaçu, pelas quais penetravam em seus vales.

O Parque Nacional do Iguaçu é a principal área preservada como tipo de mata, onde se encontram vegetais e animais da fauna local.

Das formações herbáceas e arbustivas que se encontram no Paraná destacamos: campos limpos e campos cerrados.

Campos limpos

Nos campos limpos predominam as gramíneas que geralmente refletem solos mais pobres. Apresentam-se entremeados com matas ciliares e capões isolados.

Aparecem em vários pontos do Paraná, como nos Campos Gerais, Campos de Guarapuava, Campos de Palmas, Campos de Curitiba, Campos de Castro e outras áreas menores.

Campos cerrados

São os campos limpos entremeados de arbustos, que ocupam locais de primtivas matas. Aparecem em pequenas regiões do Paraná, merecendo destaque os seguintes lugares: alto rio das Cinzas, Jaguariaíva, Sengés, São Jerônimo da Serra, Sabáudia e Campo Mourão.

Economia

A economia do Estado se baseia na agricultura (cana-de-açúcar, milho, soja, trigo, café, mandioca), na indústria (agroindústria, indústria automobilística, papel e celulose) e no extrativismo vegetal (madeira e erva-mate).

História do Paraná

No século 17, descobriu-se na região do Paraná uma área aurífera, anterior ao descobrimento das Minas Gerais, que provocou o povoamento tanto no litoral quanto no interior. Com o descobrimento das Minas Gerais, o ouro de Paranaguá perdeu a importância. As famílias ricas, que possuíam grandes extensões de terra, passaram a se dedicar à criação de gado, que logo abasteceria a população das Minas Gerais. Mas apenas no século 19 as terras do centro e do sul do Paraná foram definitivamente ocupadas pelos fazendeiros.

No final do século 19, a erva-mate dominou a economia e criou uma nova fonte de riqueza para os líderes que partilhavam o poder. Com o aparecimento das estradas de ferro, ligando a região da araucária aos portos e a São Paulo, já no final do século 19, ocorreu novo período de crescimento.

A partir de 1850, o governo provincial empreendeu um amplo programa de colonização, especialmente de alemães, italianos, poloneses e ucranianos, que contribuíram decisivamente para a expansão da economia paranaense e para a renovação de sua estrutura social.

Educação

Em 1912 é fundada a Universidade Federal do Paraná, a primeira universidade brasileira.

Em 2003, com a posse do Governador Roberto Requião, o Estado do Paraná iniciou o programa "Paraná Digital", que irá instalar cerca de 2.100 pontos de acesso à Internet usando Linux, atendendo a aproximadamente 80% dos estudantes estaduais do Estado.

Municípios

Ligações externas



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