Pedro, Duque de Coimbra

Keywords: Pedro, Duque de Coimbra, 1392, 1415, 1429, 1443, 1445, 1448, 1449, 20 de Maio

Pedro de Portugal, Duque de Coimbra (139220 de Maio 1449) foi um príncipe português da dinastia de Avis, filho do rei João I de Portugal e de Filipa de Lencastre. Entre 1439 e 1448 foi regente de Portugal.

Pedro foi, desde a nascença, um dos filhos favoritos de João I, que lhe proporcionou uma educação esmerada e excepcional numa era em que os grandes senhores eram pouco mais, senão mesmo, analfabetos. Muito próximo dos irmãos Duarte e João, Pedro cresceu num ambiente tranquilo e livre de intrigas. Em 1415, acompanha o pai na conquista de Ceuta e é feito cavaleiro no dia seguinte à tomada da cidade, na recém consagrada mesquita. É nesta altura que lhe é conferido o ducado de Coimbra, tornando-se, com o irmão Henrique, duque de Viseu, no primeiro duque de Portugal.

Em 1429, Pedro casa com a princesa Isabel de Aragão, condessa de Urgel, em determinada altura herdeira de Aragão, com quem constitui, segundo as fontes, uma união de amor. Na morte de Duarte, seu rei e irmão mais velho, Pedro é preterido na regência de Afonso V de Portugal a favor da rainha mãe, Leonor de Aragão. A escolha do falecido rei não era, no entanto, popular e a facção opositora de Leonor em breve saíu às ruas. Um motim em Lisboa foi evitado in extremis pelo duque João de Aveiro que convoca uma reunião das cortes para normalizar a situação. O resultado do encontro foi a nomeação de Pedro de Coimbra para a regência do pequeno rei, deixando a classe média de burgueses e mercadores deveras satisfeita. No entanto, dentro da aristocracia, em particular Afonso, Conde de Barcelos (meio irmão de Pedro), preferia-se a mais maleável Leonor de Aragão e desconfiava-se do valor do duque de Coimbra. Começa então uma guerra surda de influências e Afonso de Barcelos consegue transformar-se no tio favorito de Afonso V.

Em 1443, num gesto de reconciliação, Pedro torna o meio irmão Afonso no primeiro duque de Bragança e as relações entre os dois parecem regressar à normalidade. Mas, em 1445, Afonso ofende-se porque era Isabel de Coimbra (filha de Pedro) e não uma das suas filhas a escolhida para mulher de Afonso V e rainha de Portugal. Indiferente às intrigas, Pedro continua a sua regência e o país prospera sob a sua influência. É durante este período que se concedem os primeiros subsídios à exploração do oceano Atlântico, organizada pelo duque Henrique de Viseu.

Finalmente, a 9 de Junho de 1448, Afonso V atinge a maioridade e Pedro entrega o controlo de Portugal ao rei, verificando-se o grau de influência do duque de Bragança sobre Afonso. A 15 de Setembro, Afonso V nulifica todos os éditos de Pedro de Coimbra, começando, contra si próprio, pelos que determinavam a concentração do poder na pessoa do rei. A única coisa que Afonso parece não aceitar é a separação de Isabel de Coimbra, por muito estimar a sua rainha. No ano seguinte, sob acusações que haveria mais tarde de descobrir falsas, Afonso V declara Pedro de Coimbra um rebelde. A situação torna-se insustentável, e começa uma guerra civil. Breve, pois a 20 de Maio de 1449 ocorreu a batalha de Alfarrobeira perto de Alverca, durante a qual Pedro de Coimbra morreu. As condições exactas da sua morte continuam a causar debate: aparentemente Pedro morreu em combate, mas a hipótese de um assassinato disfarçado na batalha nunca foi descartada.

Com a morte de Pedro, Portugal caiu nas mãos de Afonso de Bragança, com cada vez mais poder sobre o rei. No entanto, o período da sua regência nunca foi esquecido e Pedro foi citado muitas vezes pelo rei João II de Portugal (seu neto) como sendo a sua maior influência. A perseguição implacável que João II moveu aos Bragança foi talvez em resposta às conspirações que causaram a queda do maior príncipe da Ínclita geração.

Do seu casamento com Isabel de Aragão, condessa de Urgel, teve os seguintes filhos:



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