PET (exame médico)

Keywords: PET (exame médico), 1973, 1990, Algoritmo, Amónia, Anti-matéria, Camera gama, Cancro, Carbono, Ciclotrão

O PET ou Tomografia de Emissão de Positrões é um exame imagiológico da medicina nuclear que utiliza radionuclideos que emitem um positrão aquando da sua desintegração, o qual é detectado para formar as imagens do exame.

Conteúdo

Segurança

O teste PET é minimamente invasivo e as doses de radioactividade absorvidas por cada paciente (7 mSv) são semelhantes aos dos outros estudos como a TAC (8 mSv).

Imagem

A PET é como outras técnicas da medicina nuclear um método de obter imagens que informam acerca do estado funcional dos orgãos e não tanto do seu estado morfológico como as técnicas da radiologia propriamente dita. A PET como qualquer método tomográfico pode gerar imagens em 3D ou imagens de "fatia" semelhantes à TAC.

Equipamento

A imagem da PET é formada pela localização da emissão dos positrões pelos radionuclideos fixados nos orgãos do paciente. Contudo como o positrão é a partícula de anti-matéria do electrão, ele rapidamente se aniquila com um dos inúmeros electrões das moléculas do paciente imediatamente adjacentes à emissão, não chegando a percorrer nenhuma distância significativa. É assim impossivel detectar os positrões directamente com o equipamento. Contudo a aniquilação positrão-electrão gera dois raios gama com direcções opostas e cuja direcção e comprimento de onda pode ser convertida na posição, direcção e energia do positrão que as originou de acordo com as leis da Física.

No exame PET detectores de raios gama (camera gama) são colocados em redor do paciente. Os cálculos são efectuados com um computador, e com a ajuda de algoritmos semelhantes aos da TAC, o computador reconstroi os locais de emissão de positrões a partir das energias e direcções de cada par de raios gama, gerando imagens tridimensionais (que normalmente são observadas pelo médico enquanto série de fotos de fatias do órgão, cada uma separada por 5mm da seguinte). Os PETs e TACs da mesma área são frequentemente lidos em simultâneo para correlacionar informações fisiológicas com alterações morfológicas.

Radionuclideos

Os radionuclideos usados na PET são necessariamente diferentes dos usados nos restantes exames da medicina nuclear, já que para esta última é importante a emissão de fotões gama, enquanto a PET se baseia no decaimento daqueles núcleos que emitem positrões.

Algumas Técnicas

Também são usados PET em investigação em Farmacologia. O fármaco é marcado com radionuclideo de modo a estudar a sua absorção, fixação e eliminação.

História e Presente

O PET foi desenvolvido por Edward Hoffman e Michael Phelps em 1973 na Universidade de Washington em St. Louis, EUA. O exame PET ficou limitado a usos de investigação médica até cerca de 1990.

Hoje em dia é frequente a combinação dos exames PET e TAC do mesmo orgão. Existem equipamentos que permitem efectuar ambos os exames ao mesmo tempo, inventados por David Townsend e Ron Nutt.

O exame de PET é uma técnica intensiva apenas practicada nos hospitais centrais. É necessário um ciclotrão para produzir continuamente o Flúor-18, que tem uma semi-vida curta de apenas algumas horas. Em Portugal (em 2005) ainda não existe nenhum ciclotrão, apesar de alguns planos para o contruir, portanto o Flúor-18 usado em Lisboa, Porto e Coimbra ainda é importado de Sevilha ou Madrid.

A utilidade deste exame é limitada pelos seus altos custos.

Ver também

Keywords: PET (exame médico), 1973, 1990, Algoritmo, Amónia, Anti-matéria, Camera gama, Cancro, Carbono, Ciclotrão