Língua portuguesa

Keywords: Língua portuguesa, 1143, 1290, 1516, 1915, 1986, 1999, 2000, 2005

Português
Falado em: Andorra, Angola, Brasil, Cabo Verde, Timor Leste, Guiné-Bissau, Luxemburgo, Macau, Moçambique, Namíbia, Portugal, Galiza, São Tomé e Príncipe, Índia, África do Sul, Suíça, Estados Unidos e outros 18 países.
Total falantes: 208 Milhões - 218 Milhões1
Posição: 6
Genética
classificação:

Indo-europeia
 Itálica
  Românica
   Itálo-Ocidental
    Ocidental
     Galo-ibérica
      Ibero-românica
       Ibéro-Ocidental
        Galaico-português
         Português

Estatuto Oficial
Língua oficial de: Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Macau.
Regulado por: Instituto Internacional de Língua Portuguesa; CPLP
Código de Línguas
ISO 639-1: pt
ISO 639-2: (T): por
SIL: POR

O Português é uma língua românica falada em Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Macau e Timor Leste. Polémico é o estatuto do português na Galiza. Para parte da sociedade galega e para bastantes linguistas (que falam do continuum galego-português).

Com mais de 200 milhões de falantes nativos, o português é a sexta língua materna mais popular no mundo, e a segunda língua latina, só ultrapassada pelo Espanhol. É a terceira língua mais falada no mundo ocidental.

O português é conhecido como A língua de Camões (por causa de Luís de Camões, autor de Os Lusíadas); e A última flor do Lácio, devido a um poema de Olavo Bilac.

A língua portuguesa se espalhou pelo mundo no século XV e XVI à medida que Portugal criava o primeiro e o mais duradouro império colonial e comercial europeu, estendendo-se do Brasil, nas Américas, até Macau, na China, e ao Japão. Como resultado dessa expansão, o português é agora língua oficial de oito países independentes, e é largamente falado ou estudado como segunda língua noutros. Existem ainda cerca de vinte línguas crioulas portuguesas. É uma importante língua minoritária em Andorra, Luxemburgo, Namíbia, Suíça e África do Sul. Imensas comunidades imigrantes falantes de português existem em muitas cidades pelo mundo fora, como por exemplo Paris na França, e Boston, New Jersey e Miami nos EUA.

Conteúdo

História

Ver artigo principal: História da Língua Portuguesa

thumb|A Biblioteca da Ajuda foi criada no século XV como "Biblioteca Real". É a biblioteca-mãe das bibliotecas nacionais de Portugal. (cortesia IPPAR) O português desenvolveu-se na parte ocidental da Península Ibérica do latim falado, trazido pelos soldados e colonos romanos desde o século III a.C.. A língua iniciou o seu percurso de diferenciação das outras línguas românicas depois da queda do Império Romano e das invasões bárbaras no século V. Começou a ser usada em documentos escritos pelo século IX, e no século XV tornara-se numa língua amadurecida, com uma literatura bastante rica.

Chegando à Península Ibérica em 218 a.C., os Romanos trouxeram com eles a língua romana popular, o latim vulgar, de que todas as línguas românicas (também conhecidas como "Línguas novilatinas") descendem. Já no século II a.C. o sul da Lusitânia estava romanizado. Estrabão, um geógrafo da Grécia antiga, comenta num dos livros da sua obra Geographia: "Eles adoptaram os costumes romanos, e já não se lembram da própria língua." A língua tornou-se popular com a chegada dos soldados, colonos e mercadores romanos, que construíram cidades romanas normalmente perto de antigos povoados de outras civilizações.

Entre 409 d.C. e 711, assim que o Império Romano entrava em colapso, a Península Ibérica foi invadida por povos de origem germânica, conhecidos pelos Romanos como Bárbaros. Os bárbaros (principalmente os Suevos e os Visigodos) absorveram em grande escala a cultura e a língua da península; contudo, desde que as escolas e a administração romana fecharam, a Europa entrou na Idade das Trevas e as comunidades ficaram isoladas, o latim popular começou a evoluir de forma diferenciada e a uniformidade da peninsula rompeu-se, levando à formação de um "Romance Lusitano" . Desde 711, com a invasão islâmica da peninsula, o Árabe tornou-se a língua de administração das áreas conquistadas. Contudo, a população continuou a usar as suas falas românicas de tal forma que quando os mouros foram expulsos, a influência que exerceram na língua foi pequena. O seu efeito principal foi no léxico.

Os registos mais antigos que sobreviveram de uma língua portuguesa distinta são documentos administrativos do século IX, ainda entremeados com muitas frases em latim. Hoje em dia, esta fase é conhecida como o "Proto-Português" (falado no período entre o séculos IX e XII).

Trecho de poesia
medieval portuguesa
Das que vejo
non desejo
outra senhor se vós non,
e desejo
tan sobejo,
mataria um leon,
senhor do meu coraçon:
fin roseta,
bela sobre toda fror,
fin roseta,
non me meta
en tal coita voss'amor!
João de Lobeira
(1270?–1330?)

Portugal tornou-se independente em 1143 com o rei D. Afonso Henriques. No primeiro período do "Português Arcaico" - Período Galego-Português ( do século XII ao século XIV), a língua começou a ser usada de forma mais generalizada, depois de ter ganho popularidade na Península Ibérica cristianizada como uma língua de poesia. Em 1290, o rei D. Dinis cria a primeira universidade portuguesa em Lisboa ( o Estudo Geral) e decretou que o português, até então apenas conhecido como "língua vulgar" passasse a ser conhecido como Língua Portuguesa e oficialmente usado.

No segundo período do Português Arcaico, entre os séculos XIV e XVI, com as descobertas portuguesas, a língua portuguesa espalhou-se por muitas regiões da Ásia, África e Américas. Hoje, a maioria dos falantes do português encontram-se no Brasil, na América do Sul. No século XVI torna-se a Lingua franca da Ásia e África, usado não só pela administração colonial e pelos mercadores, mas também para comunicação entre os responsáveis locais e europeus de todas as nacionalidades. A irradiação da língua foi ajudada por casamentos mistos entre portugueses e as populações locais e a sua associação com os esforços missionários católicos levou a que fosse chamada Cristão em muitos sítios da Ásia. O dicionário Japonês-Português de 1603 foi um produto da actividade missionária Jesuíta no Japão. A língua continuou a gozar de popularidade no sudoeste asiático até ao século XIX.

Algumas comunidades cristãs falantes de português na Índia, Sri Lanka, Malásia e Indonésia preservaram a sua língua mesmo depois de terem ficado isoladas de Portugal. A língua modificou-se bastante nestas comunidades e evoluiu pelos séculos até que se tornou em vários crioulos portugueses, alguns dos quais ainda persistem, após séculos de isolamento. Encontra-se também um número bastante considerável de palavras de origem portuguesa no Tétum. Palavras de origem portuguesa entraram no léxico de várias outras línguas, como o japonês, o swahili, o indonésio e o malaio.

O fim do "Português Arcaico" é marcado pela publicação do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende em 1516. O período do "Português Moderno" (do século XVI até ao presente) teve um aumento do número de palavras originárias do latim clássico e do grego, emprestadas ao português durante a Renascença, aumentando a complexidade da língua.

Classificação e línguas relacionadas

Indo-europeu - Itálico - Romanche - Italo-Ocidental - Galo-Ibérico - Ibero-Romance - Ibero-Ocidental - Galaico-português

A língua portuguesa é ortograficamente parecida em muitos aspectos com a língua castelhana, mas é diferente na fonologia. Um falante de uma das línguas requer alguma prática para entender capazmente um falante da outra. Além do mais, as diferenças no vocabulário podem dificultar o entendimento. Compare por exemplo:

Ela fecha sempre a janela antes de jantar. (português)
Ella cierra siempre la ventana antes de cenar. (castelhano)

Quase todas as palavras em castelhano e português estão relacionadas, caso você seja culto o suficiente, poderá usar palavras menos comuns:

Ela encerra sempre a janela antes de cear. (português pouco comum)

Em alguns lugares, o português e o castelhano são falados em conjunto. Os falantes de português lêem e entendem castelhano com alguma facilidade, enquanto que espanhóis são capazes de ler português, mas muitas vezes incapazes de perceber a língua falada. Isto leva a que alguns estrangeiros em Portugal e no Brasil tentem comunicar em catelhano o que faz com que as populações locais se sintam ofendidas ou entusiasmadas com a oportunidade de falar castelhano O português é, naturalmente, relacionado com o catalão, o italiano e todas as outras línguas latinas. Falantes de outras línguas latinas podem achar peculiar a conjugação de verbos aparentemente infinitivos.

Distribuição geográfica

Ver artigo principal: Geografia da Língua Portuguesa
Territórios de Língua Portuguesa
país falantes
(nativos)
falantes população
(2005)
África
Angola1 7 60% NA 11 190 786
Cabo Verde5 4% 72% 418 224
Guiné-Bissau2 6 NA 14% 1 416 027
Moçambique1 9% 40% 19 406 703
São Tomé e Príncipe2 5 50% 95% 187 410
não oficial:
Namíbia2 3 20% 20% 2 030 692
África do Sul3 2% 2% 44 344 136
Asia
Timor-Leste2 NA 25% 1 040 880
Macau, China 2% 3% 449 198
não oficial:
Damão, Índia2 10% 10% NA
Goa, Índia 3-5% 5% NA
Europa
Portugal 100% 100% 10 566 212
não oficial:
Luxemburgo3 14% 14% 468 571
Andorra4 4-13% 4-13% 70 549
França4 2% 2% 60 656 178
Suiça4 2% 2% 7 489 370
As Américas
Brasil 99% 100% 186 112 794
não oficial:
Paraguai4 7% 7% 6 347 884
Bermuda4 4% 4% 65,365
Venezuela4 1-2% 1-2% 25 375 281
Canadá4 1-2% 1-2% 32 805 041
Antilhas Holandesas4 1% 1% 219 958
Estados Unidos da América4 0.5-0.7% 0.5-0.7% 295 900 500

1 Dados oficiais, Moçambique - 1997; Angola - 1983
2 Projeção feita pelo governo, Igreja Católica ou Associação
3 Ensino oficial de Português
4 Baseado em números de imigração
5 A população restante fala um crioulo português
6 Uma parte substancial da população fala um crioulo português
7 Um pidgin português/ Pequeno Português é usado como língua franca para comunicação entre diferentes tribos. 30% dos Angolanos são monolingues em português, muitos falam português e línguas tribais ora como língua materna ora como língua segunda.

O português é primeira língua em Angola, Brasil, Portugal e São Tomé e Príncipe. E, é a língua mais usada em Moçambique.

A língua portuguesa é também uma das línguas oficiais de Timor-Leste (com o tétum) e Macau (com o Chinês). É bastante falado, mas não oficial, em Andorra, Luxemburgo, Namíbia e Paraguai. Crioulos portugueses são a língua materna da população de Cabo Verde e de parte substancial dos guineenses e São tomenses.

O português é falado por cerca de 187 milhões de pessoas na América do Sul, 16 milhões de africanos, 12 milhões de europeus, dois melhões na América do Norte e 0,33 milhões na Ásia.

A CPLP ou Comunidade dos Países de Língua Portuguesa é uma organização internacional que consiste nos oito países independentes que têm o português como língua oficial. O português é também uma língua oficial da União Europeia, Mercosul e uma das línguas de trabalho e oficiais da União Africana. A língua portuguesa tem ganho popularidade como língua de estudo na África, América do Sul e Ásia.

Padrões

O português tem duas variedades escritas (padrões ou standards) reconhecidas internacionalmente:

As diferenças entre as variedades do português da Europa e do Brasil são no vocabulário, pronúncia e sintaxe, especialmente nas variedades vernáculas, enquanto nos textos formais estas diferenças diminuem bastante. As diferenças são menores que as existentes entre o inglês dos Estados Unidos e do Reino Unido. Ambas as variedades são, sem dúvida, dialectos da mesma língua e os falantes de ambas as variedades podem entender-se perfeitamente.

Algumas diferenças aparentes em léxico entre os dois padrões não são, na verdade, diferenças. No Brasil, "tapete" é o termo padrão para uma peça de têxtil, e no sul de Portugal seria "alcatifa" (do árabe). Contudo, em Portugal, a palavra "tapete" é tão usada como alcatifa (em particular no norte, onde a palavra alcatifa raramente se usa) e certas áreas do Brasil usa-se "alcatifa". Isto aplica-se a quase todas as diferenças aparentes, excepto nos novos termos, como "ônibus" ou um "trem" no Brasil, que são um "autocarro" e um "comboio" em Portugal.

O que a versão brasileira do português tem de notório não é o seu léxico ou pronúncia distintos (considerados naturais até num mesmo país) mas antes a forma escrita. O Brasil eliminou a maioria dos primeiros "c" quando "cc", "cç" ou "ct"; e "p" quando "pc", "pç" ou "pt" porque não são pronunciados na forma culta da língua, um remanescente do passado latino desta (alguns continuam a existir no português do Brasil, e mais ainda no Europeu).

O português possui ainda outras duas normas em uso para a representação escrita da língua:

Esta norma é usada por diferentes autores da Galiza, norma fruto dum acordo que a seguir se refere.

A norma da AGAL usada por galegos possui como diferença mais característica com o português de Portugal a conservação das terminações -om, -am, -ao (leom,Joam,mão) e a permissividade no uso de formas verbais não normativas no português padrão europeu. Permite também o uso léxical de arcaísmos ou de palavras em desuso em portugal (como o uso de "ceia" por "jantar") muitas presentes por outro lado como de uso habitual em zonas do Brasil.

Europa e África Brasil
acção ação
contacto contato
direcção direção
eléctrico elétrico
óptimo ótimo

Também, existem diferenças em acentos, devido a:

  1. Pronúncia diferente. O Brasil em palavras como "Antônio" ou "anônimo" usa vogais fechadas, onde Portugal e África usam abertas, "António" ou "anónimo", respectivamente.
  2. Facilitar a leitura. Porque "qu" pode ser lido de duas diferentes forma em português: "ku" ou "k", o Brasil decidiu facilitar, usando a trema. Em vez de "cinquenta" como é escrito em Portugal e África, no Brasil se escreve "cinqüenta".

A reforma Ortográfica de 1990

Uma Reforma Ortográfica foi tentada em 1990 para criar um padrão de Português Internacional, que foi ratificado pelo Brasil, Cabo Verde e Portugal, em que participaram na altura todos os países de língua oficial portuguesa e com a adesão duma delegação (não oficial) de observadores da Galiza. Timor-Leste, não sendo um subscritor do acordo original, irá ratificar em breve. Os países africanos de língua portuguesa ainda não decidiram, possivelmente devido a problemas na implementação. O acordo estabelece que a sua entrada em prática irá apenas ocorrer quando todos os países da CPLP ratificarem, e este processo pode não ocorrer em breve. Esta questão está atualmente em debate na CPLP. O acordo irá eliminar a maioria dos "c" quando "cc", "cç" ou "ct"; e "p" (quando "pc", "pç" ou "pt") do Português Europeu, a trema e acentos em palavras terminadas em "eia" no Brasil e irá adicionar pequenas novas regras.

Um outro acordo foi feito para as novas palavras que entrarão na língua.

Dialectos

Os falantes de língua portuguesa não entendem que os seus dialectos sejam "dialectos", mas sejam "sotaques" ou até "pronúncias", mesmo entre países diferentes, mas especialmente dentro do mesmo. Principalmente, porque o termo "dialecto" tem sido usado para classificar línguas sem prestígio.

O português europeu padrão (também conhecido como "estremenho") modificou-se mais que as outras variedades. Mesmo assim, todos os aspectos e sons de todos os dialectos de Portugal podem ser encontrados nalgum dialecto no Brasil. O português africano, em especial o português santomense tem muitas semelhanças com o português do Brasil (também conhecido como "fluminense"), também os dialetos do sul de Portugal apresentam muitas semelhanças, especialmente o uso excessivo do gerúndio. Na Europa, o alto-minhoto e o transmontano são muito semelhantes ao galego.

Mesmo com a independência das antigas colónias africanas, o português padrão de Portugal é o padrão preferido pelos países africanos de língua portuguesa. Logo, o português apenas tem dois sotaques de aprendizagem, o europeu e o brasileiro. Note que, na língua portuguesa há quatro sotaques preferidos: o de Coimbra, o de Lisboa, o do Rio de Janeiro e o de São Paulo; estes quatro influenciam a maioria dos outros dialectos.

Maiores dialectos portugueses:


thumb|Dialetos do Brasil Brasil

  1. Caipira - interior do estado de São Paulo, norte do Paraná e sul de Minas Gerais
  2. Cearense - Ceará
  3. Baiano - região da Bahia
  4. Fluminense (ouvir) - Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (a cidade do Rio de Janeiro tem um falar próprio)
  5. Gaúcho - Rio Grande do Sul
  6. Mineiro - Minas Gerais
  7. Nordestino (ouvir) - Estados do nordeste brasileiro (o interior e Recife têm falares próprios)
  8. Nortista - estados da bacia do Amazonas
  9. Paulistano - cidade de São Paulo
  10. Sertão - Estados de Goiás e Mato Grosso
  11. Sulista - Estados do Paraná e Santa Catarina (a cidade de Curitiba tem um falar próprio, e há ainda um pequeno dialeto no litoral catarinense, próximo ao açoriano).


thumb|Dialectos de Portugal Portugal

  1. Açoriano (ouvir) - Açores
  2. Alentejano (ouvir) - Alentejo
  3. Algarvio (ouvir) - Algarve (há um pequeno dialecto na parte ocidental)
  4. Alto-Minhoto (ouvir) - Norte de Braga (interior)
  5. Baixo-Beirão; Alto-Alentejano (ouvir) - Centro de Portugal (interior)
  6. Beirão (ouvir) - centro de Portugal
  7. Estremenho (ouvir) - Regiões de Coimbra e Lisboa (pode ser subdividido em lisboeta e coimbrão)
  8. Madeirense (ouvir) - Madeira
  9. Nortenho (ouvir) - Regiões de Braga e Porto
  10. Transmontano (ouvir) Trás-os-Montes

Angola

  1. Benguelense - província de Benguela
  2. Luandense (ouvir) - provincía de Luanda
  3. Sulista - Sul de Angola

thumb|Dialectos de Angola


Outras áreas

Exemplos de palavras que são diferentes nos dialectos de língua portuguesa de três continentes diferentes: Angola (África), Portugal (Europa) e Brasil (América do Sul).

Gramática

Os verbos são divididos em três conjugações, que podem ser identificados através da terminação dos infinitivos, um de "-ar", "-er", "-ir" (e "-or", que está presente num único verbo, "pôr". Este verbo pertence, todavia, à conjugação "-er", quando no passado era falado "poner", então "poer" e então "pôr"). Muitos verbos terminam em "ar", tais como "cantar". Todos os verbos com a mesma terminação seguem o mesmo padrão.

Na Língua Portuguesa, os verbos são divididos em modos:

Todos os substantivos portugueses têm um dos dois gêneros: masculino ou inclusivo e feminino ou exclusivo. Muitos adjetivos e pronomes, e todos os artigos, indicam o gênero dos substantivos a que eles se referem. O gênero feminino em adjetivos é formado de modo diferente dos substantivos. Muitos adjetivos que terminam numa consoante permanecem inalterados: "homem superior", "mulher superior". Isto é fato também para adjetivos que terminam em "e": "homem forte", "mulher forte". Fora isso, o substantivo e o adjetivo devem sempre estar em concordância: "homem alto", "mulher alta".

Vocabulário

O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, por Antônio Houaiss (19151999), filho de imigrantes libaneses e antigo ministro da cultura do Brasil, foi criado com o apoio de quase duas centenas de lexicografos de vários países e é o dicionário de português mais completo (cerca de 228 500 entradas, 376 500 acepções, 415 500 sinónimos, 26 400 antónimos e 57 000 palavras arcaicas). inclui todas as variações da língua portuguesa: africanismos, asiacismos e brasileirismos para além do vocabulário usado em Portugal. Dedicando a sua vida à língua, Houaiss começou o seu trabalho em 1986, e morreu um ano antes do dicionário ser acabado pelos seus colegas no ano 2000, sem ver o seu sonho tornar-se realidade. O dicionário está rapidamente a tornar-se uma referência na língua, alguns classificam-no como um "monumento à língua".

O Português, quer em morfologia e síntaxe, representa uma transformação orgânica do latim sem intervenção de qualquer língua estrangeira. Os sons, formas gramaticais e tipos sintácticos, com pequenas excepções, são derivados do latim. E, cerca de 90% do vocabulário ainda deriva da língua de Roma. Algumas mudanças tomaram corpo durante o Império Romano, outras tiveram lugar mais tarde. Na Idade Média Alta, o Português estava a erodir tanto como o francês, mas uma política conservadora reaproximou a língua ao latim.

Ver também na Wikipédia

Dialectos da língua portuguesa

Links externas

Portugues Portugues

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