Protestantismo
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[[Imagem:John Calvin.jpg|thumb|270px|right|]] No sentido estrito da palavra, o protestantismo designa o grupo de príncipes e cidades imperiais que, na dieta de Speyer, em 1529, assinaram um protesto contra o Édito de Worms que proibiu os ensinamentos Luteranos no Sacro Império Romano. A partir daí, a palavra "protestante" em áreas de língua alemã ainda se refere às igrejas luteranas, enquanto que a designação comum para todas as igrejas originadas da Reforma é Evangélico.
No sentido lato, a palavra designa todos os grupos religiosos cristãos de origem europeia ocidental, que romperam com a Igreja Católica Romana como resultado da influência de Martinho Lutero, fundador das igrejas luteranas, e de João Calvino, fundador do movimento Calvinista. Um terceiro ramo principal da Reforma, que entrou em conflito tanto com os Católicos como com os outros Protestantes é conhecido como Reforma Radical ou Anabaptista. Lutero e Calvino distanciaram-se destes movimentos mais radicais, que eles viram como uma semente de insubordinação social e fanatismo religioso. Calvino fala de "fantasistas".
Alguns grupos cristãos ocidentais não-católicos são apelidados Protestantes, ainda que os respectivos grupos não reconheçam quaisquer ligações a Lutero, Calvino ou aos Anabaptistas.
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Origens do Protestantismo
Os protestantes situam normalmente a sua separação da igreja católica romana por volta do ano 1500, chamando-lhe a reforma magistral porque propunha inicialmente numerosas revisões radicais dos padrões da doutrina da Igreja Católica Romana (o chamado magisterium). Os protestos irromperam repentinamente e em vários locais ao mesmo tempo, de acordo com a região em que surgiu. De certa forma, esta explosão de protestos pode ser explicada por dois eventos de dois séculos anteriores na Europa ocidental.
Efervescência na igreja e no império ocidental, que culminaram no Papado de Avignon (1308 - 1378), e no Cisma papal (1378 - 1416), levaram a guerras entre príncipes, revoltas entre os camponeses e a uma preocupação generalizada perante a corrupção do sistema dos conventos.
Adicionalmente, o Renascimento humanista estimulava o efervescer da actividade académica, sem precedentes durante a Idade Média, que pela sua natureza implica a busca da liberdade de pensamento. Sérios debates teóricos decorriam agora nas universidades sobre a natureza da Igreja e a fonte e extensão da autoridade papal, dos concílios e dos príncipes. Uma das perspectivas novas e mais radicais teve origem em John Wyclif, em Oxford e posteriormente Jan Hus na Universidade de Praga. [[Imagem:Jan Hus.jpg|thumb|]] Dentro da igreja católica romana, este debate foi oficialmente concluído pelo Concílio de Constança (1414 - 1418), que executou Jan Hus e baniu postumamente Wyclif como um herético. No entanto, enquanto Constança confirmou e fortaleceu as concepções medievais da Igreja e do império, não poderia ter resolvido as tensões nacionais ou as tensões teológicas que tinham surgido no século anterior. Entre outras coisa, o concílio não conseguiu evitar o Cisma nem as Guerras Hussíticas da Boémia.
Em certa forma, o protesto iniciado por Martinho Lutero, um monge agostiniano e professor na Universidade de Wittenberg, provocou a reabertura do debate sobre a venda de indulgências. Teve um ímpeto de uma força renovada e irresistível do descontentamento que tinha sido oprimido mas não resolvido.
Paralelamente aos eventos na Alemanha, um movimento teve início na Suíça sob a liderança de Ulrich Zwingli. Estes dois movimentos rapidamente chegaram a acordo na maioria das questões, tendo a imprensa, recentemente inventada, contribuído para a troca e propagação de ideias. Algumas diferenças permaneceram, no entanto. Alguns seguidores de Zwingli acreditaram que a reforma era por demasiada conservadora e tomaram posições mais radicais, algumas das quais sobreviveram até aos dias de hoje pela mão dos Anabaptistas. Note-se que, apesar de radicais, eles são facções do protestantismo como há no catolicismo, no islamismo ou em outras religião. Outros movimentos protestantes tiveram a sua origem ao longo de linhas de pensamento misticista ou humanista (ver: Erasmo de Roterdão), por vezes cortando relações com Roma ou com os protestantes e criando suas próprias igrejas. Estes deram origem aos evangélicos neo liberais, que da mesma forma contestavam e contestam em muito alguns dos princípios do protestantismo e catolicismo. Note-se que contestar não significa negar os princípios e, sim, adequá-los a um modo de pensamento geral ou local ou mesmo comunitário de acordo com a abrangência de cada religião.
Após esta primeira etapa da Reforma Protestante, no seguimento da excomunhão de Martinho Lutero e a condenação da Reforma pelo Papa, o trabalho e as obras de João Calvino foram importantes no estabelecimento de um consenso básico entre os vários grupos na Suíça, na Escócia (ver: John Knox), Hungria, Alemanha e noutros sítios. A separação da Igreja de Inglaterra de Roma pela mão de Henrique VIII, começada em 1529 e terminada em 1536, trouxe a Inglaterra para o lado protestante. No entanto, as mudanças efectuadas na Inglaterra foram mais conservadoras do que noutras partes da Europa e alternaram entre simpatias pelo lado tradicional ou pelo lado protestante ao longo de séculos, procurando atingir um compromisso estável em termos social e religioso.
O Protestantismo Brasileiro
[[Imagem:Robert_kalley.jpg|thumb|]] O Protestantismo chegou ao Brasil com viajantes e tentativas de colonização do Brasil por huguenotes(nome dado aos Reformados franceses) e Reformados holandeses e flamengos durante o período colonial. Esta tentativa não deixou frutos persistentes.
Com a vinda da família-real portuguesa ao Brasil e abertura dos portos a nações amigas, através do Tratado de Comércio e Navegação comerciantes ingleses estabeleceram a Igreja Anglicana, em 1811. Seguiram a implantação de Igrejas de Imigração: Alemães trouxeram o Luteranismo em 1824, imigrantes Americanos as Igreja Batista e Metodista. Mais tarde missionários fundaram as igrejas Congregacional e a Presbiteriana, voltadas ao público brasileiro.
Em 1910 o Brasil receberia o Pentecostalismo, com a chegada da Congregação Cristã no Brasil e da Assembléia de Deus.
Nos anos 1950 o pentecostalismo mudou-se com a influência de movimentos de suposta cura divina, que geraram diferentes denominações tais como: Igreja Pentecostal "O Brasil para Cristo" fundada pelo já falecido missionário Manoel de Mello.
Também desta época surgiram outras igrejas, que mantiveram muitas características do protestantismo histórico mas adicionaram o fervor pentecostal, como exemplo, a Igreja Presbiteriana Renovada.
A década de 1970 viu nascer o movimento neopentecostal, com igrejas que enfatizam a prosperidade, como a Igreja Universal do Reino de Deus. É também nessa década que mesmo a Igreja Católica Romana no Brasil começa a sofrer influência dos movimentos pentecostais através da Renovação Carismática Católica, (movimento originário dos EUA).
Recentemente cresceram as chamadas igrejas neopentecostais com foco nas classes média e alta, com um discurso mais liberado quanto aos costumes e menos ênfase nas manifestações pentecostais.
Ver também
- Reforma Protestante
- Protestantes por país
- Religião no Brasil
- João Ferreira de Almeida
- Robert Kalley, uma figura histórica do protestantismo em Portugal
Apontadores externos
Igrejas Protestantes
Tradicionais
- Igreja Anglicana
- Igreja Batista
- Igreja Batista Conservadora
- Luteranismo
- Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil
- Metodista
- Presbiteriana
Pentecostais
Avivadas ou Renovadas
- Igreja do Avivamento Bíblico
- Igreja Evangélica Cristã Presbiteriana
- Igreja Presbiteriana Renovada
- Igreja Cristã Maranata
Categoria:Reforma Protestante
