Radiotelescópio
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Constrastando com um telescópio comum, que produz imagens através da luz visível, um radiotelescópio "observa" as ondas de radio emitidas por fontes de radio, normalmente através de uma ou conjunto de antenas parabólicas de grandes dimensões.
[[Imagem:Parkes.arp.750pix.jpg|thumb|right|250px|Radiotelescópio Parkes de 64 metros, Nova Gales do Sul, Austrália (o maior dos dois)]]
O maior radiotelescópio é o RATAN-600 (Rússia) com 576m de diâmetro da antena circular (descrição do RATAN-600).
No entanto, o mais conhecido (embora não sendo capaz de ser direccionado) é o radiotelescópio de Arecibo, localizado em Arecibo, Porto Rico. Outro, também muito conhecido, é o Very Large Array (VLA), em Socorro, Novo México. O maior rádiotelescópio na Europa tem uma antena de 100 metros de diâmetro, em Effelsberg, Alemanha, e também foi, durante 30 anos, o maior, com a possibilidade de ser direccionado, até à inauguração do Telescópio Green Bank em 2000. O tamanho típico de uma antena de um radiotelescópio é de 25 metros, e dezenas de radiotelescópios de tamanho idêntico operam em rádio-observatórios em todos o mundo.
A área da astronomia relacionada com as observações realizadas por estes radiotelescópios é designada de radioastronomia.
Muitos dos corpos celestes, como os pulsars ou galáxias activas (como os quasars), produzem radiação em rádio-frequência e são, portanto, os mais facilmente "observáveis" ou mesmo os únicos, na região rádio do espectro electromagnético. Examinando a frequência, potência e tempo das emissões rádio destes objectos, os astrónomos podem aumentar a sua percepção do Universo.
Os radiotelescópios são também, ocasionalmente, incluídos na procura de vida extra-terrestre e no acompanhamento das sondas espaciais (ver Deep Space Network).
Ver também
- Lista de radiotelescópios
