Relações públicas
Keywords: Relações públicas, Corporativismo, Media, Público, Graça Caldas
Essa construção teórica não se deu pelo fato de estar buscando, de forma corporativista, defender os interesses da atividade que estou estudando, mas pelo perfil que os próprios jornalistas identificam ser necessário a um profissional para exercer o papel de Assessor de Imprensa.
A jornalista Graça Caldas no seu ensaio Relacionamento Assessor de Imprensa/Jornalista: Somos todos Jornalistas! (DUARTE, 2002, P. 309), que em nenhum momento cogita sequer a possibilidade de um simples mortal, que não seja jornalista exercer a atividade de AI, determina que: "A complexidade das relações políticas e econômicas que norteiam as ações institucionais exige um profissional com visão de mundo e capacidade analítica para estabelecer as conexões entre os fatos de acordo com os interesses específicos de cada grupo".
Ora, estabelecer conexões entre fatos de acordo com os interesses específicos de cada grupo é fazer Relações Públicas. Para isso, será necessário, principalmente, estabelecer e caracterizar os públicos pelos interesses comuns (interesses específicos de cada grupo) e conhecer, profundamente, as relações políticas e econômicas da organização (complexidade das relações políticas e econômicas que norteiam as ações institucionais) que, infelizmente, não será possível ao jornalista pelo simples fato dele não ter a mínima noção das teorias das organizações e de comunicação organizacional, pois essas disciplinas não fazem parte da grade curricular de um jornalista epor conta disso, a não ser que ele seja autodidata, ele não tem como dar conta dessa situação.
Em outro tópico do seu “egocêntrico” texto, já que para ela só existe um tipo de profissional na face da Terra: o jornalista, Caldas (DUARTE, 2002, P. 309) afirma que: "Nas assessorias de imprensa, públicas ou privadas, a preocupação que move os profissionais é, em última instância, a conquista de uma imagem positiva da instituição perante a opinião pública". E, acrescenta como se defendesse a exclusividadeda AI aos RP: "O desafio dos profissionais de comunicação das assessorias é, portanto, não só construir como consolidar essa imagem".
É notório que a área da comunicação que cuida da imagem institucional são as RP. Então, contraditoriamente a tudo quesabemos sobre a atividade de jornalismo, discursa a favor dos RP: "Consciente de seu papel nas políticas institucionais de comunicação, o jornalista-assessor atua como gerente de todo um processo para garantir a visibilidade e a imagem da instituição. Oque se espera desse profissional é o auto-conhecimento e a percepção clara do papel da instituição e de sua inserção na sociedade".
