Renascimento (movimento cultural)
Keywords: Renascimento (movimento cultural), Arte africana, Arte antiga, Arte conceitual, Arte contemporânea, Arte islâmica, Arte medieval, Arte moderna, Arte oriental
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O Renascimento (ou Renascença) foi um movimento cultural e simultaneamente um período da história Europeia, considerado como marcando o final da Idade Média e o início da Idade Moderna. O Renascimento é normalmente considerado como tendo começado no século XIV em Itália e no século XVI no norte da Europa. Também é conhecido como Rinascimento (em italiano).
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Espírito renascentista
[[Imagem:Vitruvian.jpg|right|thumb|left|O homem vitruviano de Leonardo da Vinci sintetiza o ideário renascentista: humanista e clássico]] O Renascimento está associado ao humanismo, o interesse crescente entre os académicos europeus pelos textos clássicos, em latim e em grego, dos períodos anteriores ao triunfo do Cristianismo na cultura europeia. No século XVI encontramos paralelamente ao interesse pela civilização clássica um menosprezo pela Idade Média, associada a expressões como "barbarismo", "ignorância", "escuridão", "gótico" ou "sombrio" (Bernard Cottret).
O seguinte extracto de Pantagruel (1532), de Rabelais costuma ser citado para ilustrar o espírito do renascimento:
- Todas as disciplinas são agora ressuscitadas, as línguas estabelecidas: Grego, sem o conhecimento do qual é uma vergonha alguém chamar-se erudito, Hebraico, Caldeu, Latim (...) O mundo inteiro está cheio de académicos, pedagogos altamente cultivados, bibliotecas muito ricas, de tal modo que me parece que nem nos tempos de Platão, de Cícero ou Papinianus, o estudo era tão confortável como o que se vê à nossa volta. (...) Eu vejo que os ladrões de rua, os carrascos, os empregados do estábulo hoje em dia são mais eruditos do que os doutores e pregadores do meu tempo.
Origem do termo
A palavra francesa, também usada pelos ingleses, "Renaissance", foi cunhada pelo historiador francês Jules Michelet e posteriormente usada pelo historiador suíço Jacob Burckhardt no século XIX.
Este termo foi usado em contraste com a "idade das trevas", um termo cunhado por Petrarca, referindo-se à Idade Média. Após a introdução por Petrarca, o termo foi considerado apropriado porque, durante o renascimento, a literatura e a cultura clássicas das antigas civilizações da Grécia e de Roma foram adoptadas pelos académicos e artistas em Itália, e disseminados extensamente através da imprensa. Durante o último quarto do século XX, no entanto, um maior número de académicos começaram a achar que o Renascimento poderá ter sido apenas um entre outros movimentos. A vida cultural deixou de ser controlada pela igreja católica e foi influênciada por estudiosos da Antiguidade greco-romana chamados de humanistas
Fases do Renascimento
Costuma-se dividir o Renascimento em três grandes fases, correspondentes aos séculos entre o XIV e o XVI.
Trecento
O Trecento (em referência ao século XIV) manifesta-se predominantemente na Itália, mais especificamente na cidade de Florença, pólo político, econômico e cultural da região. Giotto, Boccaccio e Botticelli estão entre seus representantes.
Quattrocento
Durante o Quattrocento (século XV) o Renascimento espalha-se pela península itálica, atingindo seu auge. Neste período atuam Leonardo da Vinci, Michelangelo e, no seu final, Rafael, considerados o "trio sagrado" da Renascença.
Cinquecento
O Renascimento torna-se no século XVI um movimento universal europeu, tendo, no entanto, iniciado sua decadência. Ocorrem as primeiras manifestações maneiristas e a Contra reforma instaura o Barroco como estilo oficial da Igreja Católica.
Gastronomia
Servir refeições criativas e bonitas passou a ser uma obrigação. Tanto que começaram a aparecer os livros de culinária. A carne de caça era coberta com molhos finos e as sopas, que podiam ser de cebola, de favas, peixe ou mostarda, viraram moda. Em fins do século XVI, cozinheiros e massageiros italiano espalharam-se pelo mundo, divulgando essa arte.
Em Portugal
Os testemunhos mais reais da vida cultural nos meados do séc. XIV são as crónicas de Fernão Lopes, o Leal Conselheiro, o nascimento do estilo manuelino e a origem da escola de pintura portuguesa, que tem como obra mais notável o político das Janelas Verdes. São obras muito diferentes entre si, mas com características comuns: o sentido da complexidade e a originalidade. São manifestações portuguesas, e não adaptações de correntes estrangeiras. Pode, com base nelas, falar-se num renascimento quatrocentista português.
O número de livros não é grande, no século XV escreveu-se muito menos que no século XIV.
