Réptil
Keywords: Réptil, Amniota, Animalia, Antártica, Aves, Camaleão, Carnívoro, Chordata, Classificação Científica, Cobra
| Reptilia | ||||||
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| Imagem não encontrada Gharial.2005-02-26.JPG | ||||||
| Classificação Científica | ||||||
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| Ordens | ||||||
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Ordem Crocodilia (Crocodilos) |
Os répteis são animais vertebrados tetrápodes e pecilotérmicos. São todos amniotas (animais cujos embriões são rodeados por uma membrana aminiótica). Atualmente os répteis são representados por quatro ordens:
- Ordem Crocodilia - crocodilos: 23 espécies
- Ordem Rhynchocephalia - tuataras da Nova Zelândia): 2 espécies
- Ordem Squamata - lagartos (como o camaleão e cobras): aproximadamente 7.600 espécies
- Ordem Testudines - (tartarugas): aproximadamente 300 espécies
Os dinossauros, extintos no final do Mesozóico, pertencem à super-ordem Dinosauria, também integrada na classe dos répteis. Outros répteis pré-históricos são os membros das ordens Pterosauria, Plesiosauria e Ichthyosauria.
Os répteis são encontrados em todos os continentes exceto na Antártica, apesar de suas principais distribuições compreenderem os trópicos e subtrópicos. Não possuem uma temperatura corporal constante. Conseguem até um certo ponto regular ativamente a temperatura corporal, que é altamente dependente da temperatura ambiente. A maioria das espécies de répteis são carnívoras e ovíparass (botam ovos). Algumas espécies são ovovivíparas, e algumas poucas espécies são realmente vivíparas.
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Classificação dos répteis
thumb|Estrutura dos répteis Répteis classicamente incluem todos os amniotas exceto aves e mamíferos. Assim, répteis são definidos como um conjunto de animais que incluem crocodilos, jacarés, tuataras, lagartos, cobras, e tartarugas, agrupados juntos na classe Reptilia. Esta é ainda a definição clássica do grupo.
No entanto, nos anos recentes muitos taxonomistas têm começado a insistir que esta classificação deveria ser monofilético, ou seja, os grupos deveriam incluir todos os descendentes de uma forma particular. Os répteis como definidos acima seriam parafilético, desde que eles excluem tanto aves quanto mamíferos, apesar de eles também terem sido desenvolvidos do réptil original. Colin Tudge diz:
- Mammals are a clade, and therefore the cladists are happy to acknowledge the traditional taxon Mammalia; and birds, too, are a clade, universally ascribed to the formal taxon Aves. Mammalia and Aves are, in fact, subclades within the grand clade of the Amniota. But the traditional class reptila is not a clade. It is just a section of the clade Amniota: the section that is left after the Mammalia and Aves have been hived off. It cannot be defined by synamorphies, as is the proper way. It is instead defined by a combination of the features it has and the features it lacks: reptiles are the amniotes that lack fur or feathers. At best, the cladists suggest, we could say that the traditional Reptila are 'non-avian, non-mammalian amniotes'. (Tudge, p.85)
Evolução dos répteis
Existem milhares de fósseis de espécimes que mostram uma clara transição entre os ancestrais dos répteis e os répteis modernos.
O primeiro verdadeiro réptil é categorizado como Anapsídeos, tendo um crânio sólido com buracos apenas para nariz, olhos, espinha dorsal, etc. Algumas pessoas acreditam que tartarugas são os Anapsídeos sobreviventes, já que eles compartilham essa estrutura de crânio, mas essa informação tem sido contestada ultimamente, com alguns argumentando que tartarugas criaram esse mecanismo de maneira a melhorar sua armadura. Os dois lados tem fortes evidências, e o conflito ainda está por ser resolvido.
Pouco depois do aparecimento dos répteis, o grupo dividiu-se em dois ramos. Um dos quais evoluíu para os mamíferos, o outro voltou a dividir-se nos lepidossauros (que inclui as cobras e lagartos modernos e talvez os répteis marinhos do Mesozóico) e nos arcossauros (crocodilos e dinossauros). Esta última clade deu origem também às aves.
A língua portuguesa permite duas ortografias: reptil (oxítona), com plural reptis; ou réptil (paroxítona), com plural répteis.
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Referência
The Variety of Life Colin Tudge, Oxford University Press, 2000
