Rinoceronte

Keywords: Rinoceronte, Abdómen, Adulto, Alimentação, América do Norte, Animalia, Arte rupestre, Braquidonte, Cabeça, Caixa craniana

Rinocerontes
imagem:Rinoceronte.jpeg
Rinoceronte africano
Classificação científica
Domínio: Eukariota
Reino: Animal
Sub-reino: Metazoa
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Classe: Mammalia
Ordem: Perissodactyla
Família: Rhinocerotidae
Espécies actuais

Ceratotherium simum (rinoceronte branco)
Dicerorhinus sumatrensis (rinoceronte da Sumatra)
Diceros bicornis (rinoceronte negro)
Rhinoceros sondaicus (rinoceronte de Java)
Rhinoceros unicornis (rinoceronte indiano)

Os rinocerontes são grandes mamíferos que constituem a família Rhinocerotidae da ordem Perissodactyla, à qual pertencem também os cavalos, os tapires e outros ungulados com um número ímpar de dedos nas patas – os rinocerontes têm três dedos em cada . Eles têm uma grande cabeça com um ou dois cornos de origem dérmica, formados por fibras de queratina muito apertadas.

Existem actualmente 5 espécies de rinocerontes, três na Ásia e duas na África subsaariana; vivem geralmente isolados, em savanas ou florestas onde possam encontrar água diariamente. Em África, eles são cuidadosamente protegidos (apesar de continuar a haver caça furtiva) por fazerem parte do grupo dos “Cinco Grandes” mamíferos que constituem uma das grandes atracções turísticas do continente.

Conteúdo

Estado de conservação das espécies

Todas as espécies de rinocerontes se encontram ameaçadas de extinção, devido ao facto de serem muito pouco férteis – cada fêmea só tem uma cria de dois em dois anos – e, portanto, muito vulneráveis à caça, para além de sofrerem pela destruição do seu habitat. Eles têm sido caçados extensivamente porque praticamente todas as suas partes são usadas na medicina tradicional. A parte mais valiosa é o corno, que tem sido usado como afrodisíaco, para curar febres, para cabos de adagas, ou para preparar uma poção que supostamente permite detectar venenos.

Registro fóssil

Foram descobertos fósseis de rinocerontes do Eoceno superior (33 a 40 milhões de anos atrás) e eram abundantes na América do Norte, Europa e África desde o Mioceno até ao Pleistoceno. Muitas espécies viviam nas pradarias e na tundra boreal e, ao contrário das espécies actuais, tinham uma espessa cobertura de pêlos. Uma destas espécies, Coelodonta antiquitatis (o rinoceronte lanudo), é representada claramente em pinturas rupestres. Uma família próxima dos rinocerontes actuais, Hyracodontidae, incluía o maior mamífero terrestre que já existiu, Indricotherium, que atingia uma altura de 5,4 m do ombro ao solo e era capaz de comer vegetais a 8 m acima do solo e pesava provavelmente cerca de 30 toneladas, ou seja, cerca de 4 vezes o peso de um elefante actual.

Anatomia

Os rinocerontes são corpulentos e têm uma cabeça grande, tórax largo e pernas curtas. Os ossos pares dos membros rádio/cúbito e tíbia/perónio encontram-se bem desenvolvidos e separados, mas praticamente não se movem. Tanto os pés traseiros como dianteiros são mesaxónicos (com o dedo maior no eixo do membro), com três dedos cada e cada dedo protegido por um casco curto. A sua espessa pele tem poucos pêlos e é enrugada em pregas, dando a aparência de placas em algumas espécies. A cauda tem cerdas fortes.

O crâneo dos rinocerontes é alongado e elevado na parte posterior, devido a uma forte crista occipital. A caixa craniana é pequena (e portanto o cérebro também) e os ossos nasais projectam-se para a frente, podendo chegar para além das pré-maxilas e suportam os cornos que são de origem dérmica, formados por fibras muito apertadas de queratina. A fórmula dental dos rinocerontes é: 1-2/0-1, 0/1-1, 3-4/3-4, 3/3, ou seja, 24-34 dentes, quase todos pré-molares e molares. Os caninos e incisivos são vestigiais excepto nos rinocerontes asiáticos, que têm os incisivos inferiores transformados em fortes presas. Os rinocerontes que pastam (Ceratotherium) têm molares hipsodontes, enquanto que nos outros géneros são braquidontes. Os olhos são pequenos e as orelhas são curtas mas proeminentes e erectas.

Reprodução

Os rinocerontes-fêmeas têm uma gestação, que dura 420-570 dias, de dois em dois anos, normalmente pruduzindo apenas uma cria, que é activa logo a seguir ao nascimento, mas fica ao cuidado da mãe até ao parto seguinte. A maturidade sexual é atingida aos 7-10 anos nos machos e aos 4-6 anos nas fêmeas. Os rinocerontes têm uma longevidade potencial de aproximadamente 50 anos.

Comportamento

Em geral, os rinocerontes africanos são mais agressivos que os asiáticos; enquanto as espécies asiáticas lutam com as presas, os africanos usam os cornos para furar o abdómen dos adversários. Os rinocerontes africanos alimentam-se pastando no solo, enquanto os asiáticos mais frequentemente comem folhas. Todas as espécies são mais activas à noite e de manhã cedo, passando o dia descansando nas zonas mais protegidas das florestas. Os rinocerontes podem dormir de pé ou deitados e gostam muito de se banhar em poças de lama ou no leito arenoso dos rios. São especialistas em abrir trilhas no mato, penetrando nele à força. Os rinocerontes correm de forma deselegante, alcançando a velocidade máxima a trote, mas podem atingir mais de 45 km por hora, em pequenas distâncias.

Os rinocerontes são animais solitários e territoriais, excepto no que diz respeito ao grupo mãe-cria mas, por vezes, formam grupos de fêmeas adultas ou de machos jovens. Durante a época da reprodução, o par pode manter-se junto por 4 meses. Os rinocerontes marcam os seus territórios com urina e excrementos que acumulam em pilhas bem definidas e que podem atingir um metro de altura, por vezes, ainda escavando as áreas à voltas dessas pilhas, tornando-as ainda mais conspícuas.

Recursos exteriores à Wikipédia

Animal Diversity Web – Rhinocerotidae


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