Rio Piracicaba (São Paulo)
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O Rio Piracicaba é um rio brasileiro do Estado de São Paulo.
É o maior afluente em volume de água do Rio Tietê. É também um dos mais importantes rios paulistas e responsável pelo abastecimento da Região Metropolitana de Campinas e parte da Grande São Paulo.
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Geografia e Localização
A bacia hidrográfica do Rio Piracicaba extende-se por uma área de 12.000 km², situada no sudeste do Estado de São Paulo e extremo sul de Minas Gerais.
Oficialmente, o Rio Piracicaba nasce da junção das águas dos rios Atibaia e Jaguari, no municipio de Americana e percorre mais de cem quilômetros até a sua foz no Rio Tietê em Santa Maria da Serra. Porém, o Rio Camanducaia, que nasce no sul de Minas Gerais e após atravessar o Circuito das Águas Paulistas se transforma no Rio Jaguari, é considerado como a verdadeira nascente do Rio Piracicaba, havendo alguma polêmica quanto a adoção de um nome único para o rio que corre desde Minas Gerais até o Rio Tietê.
O Piracicaba possui diversos meandros, que transformam o leito em sinuoso porém tranquilo, apto para a navegação de embarcações de menor porte após a cidade de Piracicaba. Seus meandros são a origem do nome do rio, que em tupi significa "lugar aonde o peixe pára".
A bacia hidrográfica do Rio Piracicaba atravessa diversas cidades paulistas, como Amparo, Campinas, Americana, Santa Barbara do Oeste e Piracicaba, esta fundada as margens do rio.
História e aproveitamento
O Piracicaba foi utilizado como rota fluvial de acesso ao Mato Grosso e Paraná no século XVIII e cidades como Piracicaba foram fundadas nas suas proximidades.
Ao longo dos séculos XIX e XX, o rio foi utilizado como rota de navegação de pequenos vapores e como fonte de abastecimento para engenhos e fazendas de cana-de-açúcar e café.
Por volta de 1960, o governo paulista decide reforçar o abastecimento de água da Região Metropolitana de São Paulo e constrói diversas represas nas nascentes da bacia hidrográfica do Piracicaba, formando assim o Sistema Cantareira, maior responsável pelo abastecimento de água de São Paulo que capta e desvia águas dos formadores do Rio Piracicaba, reduzindo assim o nível de água do rio e de seus afluentes.
Por volta de 1980, a industrialização e metropolização de Campinas levam a uma crescente contaminação das águas já escassas do Piracicaba e o rio chega ao século XXI como um dos mais contaminados do país.
Nos ultimos anos, a criação de grupos de pressão, maior fiscalização e negociações quanto a reversão das águas feita pelo Sistema Cantareira, além da construção de Estações de Tratamento de Esgoto em algumas cidades evitaram que o quadro se agravasse ainda mais, porém o Piracicaba continua registrando águas impróprias para consumo humano e animal em grande parte do seu curso.
A navegação no rio poderá ser retomada com a construção de uma barragem próxima a foz do rio, em Santa Maria da Serra, que possibilitaria a navegação do rio até as proximidades da cidade de Piracicaba e interligaria a região de Campinas à Hidrovia Tietê Paraná, porém o projeto ainda não possui previsão de efetivação.
Cultura
O rio Piracicaba atravessa uma das regiões mais antigas de ocupação do Estado de São Paulo e está firmemente situado na cultura da cidade de Piracicaba, que cresceu ao longo de suas margens. Nesta cidade, diversas festas populares são realizadas às margens do rio, a figura do pescador caipira ainda resiste e a música caipira típica daquela região imortalizou o rio na música Rio das Lagrimas.
Veja também
- Hidrografia
- Rios do Brasil
Piracicaba
