Rocha ígnea
Keywords: Rocha ígnea, Basalto, Cristal, Crosta, Fogo, Granito, Latim, Lava, Magma
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Rochas ígneas (do latim ignis, fogo) ou magmáticas são as rochas formadas a partir da consolidação do magma (líquido com alta temperatura, em torno de 700 a 1200º C) e, por isto são chamadas rochas primárias.
Quando nosso planeta começou a ser formado não passava de uma grande bola de metais e outras substâncias derretidas e em alta temperatura. Com o gradativo resfriamento começou a ser formada a crosta terrestre. Como esse resfriamento se dá de fora para dentro, ainda hoje o centro da Terra ainda é composto de material fundido que é chamado de magma.
Conforme a maneira ou profundidade que elas se formam poderão ser subdivididas em outras classes:
- Magmas cristalizados a grandes profundidades no interior da crosta esfriam lentamente, possibilitando que seus cristais se desenvolvam até atingir tamanhos visíveis a olho nu (>> 1 mm). Rochas ígneas deste tipo são denominadas rochas plutônicas (p. ex. granito).
- As que penetram entre outras rochas e ali se solidificam são as chamadas rochas intrusivas.
- Nos vulcões, o magma (lava) atinge a superfície da crosta e entra em contato com a temperatura ambiente, resfriando-se muito rapidamente. Como a solificação é praticamente instantânea, os cristais não têm tempo para se desenvolver, sendo portanto muito pequenos, invisíveis a olho nu (<<1mm). Rochas deste tipo são denominadas rochas vulcânicas (p. ex. basalto).
- Quando o magma se cristaliza muito próximo à superfície, mas ainda no interior da crosta, o resfriamento é um pouco mais lento que o das rochas vulcânicas, permitindo que os cristais sejam visíveis a olho nu, embora ainda de tamanho pequeno (~1mm). Rochas deste tipo são denominadas rochas sub-vulcânicas (p. ex. diabásio).
As rochas ígneas podem conter jazidas de vários metais (p. ex. ouro, platina, cobre, estanho) e trazem à superfície do planeta importantes informações sobre as regiões profundas da crosta e do manto terrestre.
O tamanho dos cristais das rochas ígneas é, em geral, proporcional ao tempo de resfriamento do magma, isto é, quanto mais lenta for a cristalização de um magma, maiores são os cristais formados e vice-versa.
