Rock in Rio
Keywords: Rock in Rio, 11 de janeiro, 12 de janeiro, 18 de janeiro, 1985, 1991, 1992, 2001, 2002
O Rock in Rio é um festival de música pop idealizado pelo empresário carioca Roberto Medina.
| Conteúdo |
As edições
Foi realizado pela primeira vez na cidade do Rio de Janeiro, Brasil no ano de 1985 (do dia 11 ao dia 20 de janeiro) em área especialmente contruída para receber o evento. O local, um terreno de 250 mil metros quadrados que fica no bairro de Jacarepaguá, ficou conhecido como "cidade do rock" e contava com o maior palco do mundo já construído até então, com 5 mil metros quadrados de área. A grande fama do evento deveu-se ao fato de que, até sua realização, as grandes estrelas da música internacional não costumavam visitar a América do Sul, pelo que o público local tinha ali a primeira oportunidade de ver de perto os ídolos do rock e do pop internacionais. Roberto Medina realizaria feito semelhante ao trazer o ex-Beatle Paul McCartney ao Rio de Janeiro naquela que segue sendo sua única aparição na América Latina, no evento que ficou conhecido como "Paul in Rio" (realizado em 1992, no estádio do Maracanã).
Graças ao enorme sucesso do evento, Medina promoveu, em 1991 (do dia 18 ao dia 26 de janeiro), O Rock in Rio II. A segunda edição do evento foi, porém, realizada no estádio de futebol do Maracanã, cujo gramado foi adaptado para receber o palco e os espectadores, que também puderam assistir ao evento das arquibancadas do estádio (por preços um pouco maiores do que aqueles do gramado).
Após novo hiato, o ano de 2001 viu a realização do Rock in Rio III (do dia 12 ao dia 18 de janeiro). Nesta ocasião, os organizadores decidiram construir uma nova "Cidade do Rock", no mesmo local onde fora a primeira, de 1985, e com a inédita capacidade de 250 mil espectadores por dia e "tendas" alternativas onde realizaram-se concertos paralelos aos do palco principal. Havia tendas de música eletrônica ("Tenda Eletro"), música nacional ("Tenda Brasil", na qual artistas brasileiros apresentavam-se), música africana ("Tenda Raízes") e música mundial ("Tenda Mundo Melhor"). O evento recebeu a legenda de "Por um mundo melhor",o que se marcou com o ato simbólico de observação de cinco minutos de silêncio antes do início das apresentações no primeiro dia do evento. O início e o fim do ato foram marcados pelo toque de sinos e pela soltura de pombas brancas, em representação de pedido pela paz mundial.
A "Cidade do Rock" construída para o Rock in Rio III deverá permanecer montada, à espera da quarta edição do evento, o Rock in Rio IV, inicialmente previsto para o ano de 2004 mas adiado devido à realização da primeira edição internacional do evento naquele ano (vide abaixo) e à intenção dos organizadores de distanciar as edições do evento.
Diversificação
A enorme popularidade da marca "Rock in Rio" na cidade do Rio de Janeiro levou Roberto Medina a abrir, na cidade, um Café com o nome "Rock in Rio Café". Localizado no bairro carioca da Barra da Tijuca, o local segue a receita da cadeia de restaurantes Hard Rock Café, contando com fotos, instrumentos musicais e outros objetos das três edições do evento, além de loja de lembranças com a logomarca do evento.
Posteriormente, Medina abriu filial do restaurante na cidade de Salvador, no Estado da Bahia.
Internacionalização
Em 2004, Medina decidiu levar a Portugal seu superevento, realizando em Lisboa o primeiro Rock in Rio - Lisboa. Este festival voltará a acontecer neste país em 2006 como confirmou Roberto Medina e Pedro Santana Lopes, o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, numa conferência de imprensa realizada no último dia do festival. Alguns patrocinadores do Rock in Rio 2004 já confirmaram a sua presença no próximo festival.
Os organizadores do festival têm planos de realizar ainda outra edição do Rock in Rio em 2006, em Sydney, na Austrália. Já para 2007, deve haver uma ambiçiosa festa que ocorrerá simultaneamente no Brasil, em Portugal e na Austrália.
Os artistas e o Rock in Rio
Suas participações nas diversas edições do evento marcaram as carreiras de algumas das estrelas internacionais, segundo suas próprias declarações:
Rock in Rio I
- James Taylor: O cantor enfrentava maus momentos, com dependência de drogas e o divórcio da também cantora Carly Simon. Taylor declarou que pensava em abandonar a carreira logo após o Rock in Rio I, do qual participaria apenas por compromisso contratual. O cantor declarou-se, porém, comovido com a inesperada recepção do público, e ali decidiu que retomaria as rédeas de sua carreira. Em homenagem ao ocorrido, Taylor compôs a balada Only a Dream in Rio (Apenas um sonho no Rio), na qual declama versos como "I was there that very day and my heart came back alive" ("Eu estava lá naquele dia e meu coração voltou à vida"). Anos mais tarde, ao ser convidado para participar da terceira edição do evento, em 2001, Taylor declarou que para ele era "questão de honra" participar do Rock in Rio.
- Ozzy Osbourne: No que foi qualificado como "falha de organização", sua apresentação foi marcada logo após a de James Taylor. Ao assistir dos bastidores o sucesso da apresentação de Taylor, Osborne disse haver pensado que seria vaiado e expulso do palco, pois seu estilo era diametralmente oposto ao de Taylor, e não acreditava que fãs do primeiro pudessem apreciar sua música. Ao contrário, Osborne foi aplaudido como poucas vezes em sua carreira, e declarou que jamais vira público tão versátil e caloroso como o carioca.
Queenland_198501.jpg
- Queen: Estrelas máximas do evento, todos os integrantes do Queen concordam em qualificar aquela apresentação como uma das cinco mais emocionantes do grupo, e Freddie Mercury qualificava a execução da canção Love of My Life como a melhor jamais feita pela banda.
Rock in Rio II
- Iron Maiden: Os integrantes da banda consideram sua aparição no evento uma das experiências mais marcantes de suas carreiras.
- Guns N' Roses: A banda mais aguardada do evento fez, na opinião de seu líder e vocalista Axl Rose, "uma de suas melhores apresentações em todos os tempos". Seu enorme sucesso levou a banda a retornar para a terceira edição do evento, em 2001.
Rock in Rio III
- Iron Maiden: Desta vez como estrelas máximas do evento, o Iron Maiden fechou a penúltima noite do evento, que ficou conhecida como "noite do metal", devido à participação exclusiva de representantes do estilo Heavy Metal. Os integrantes da banda consideraram a apresentação "memorável", tendo-a transformado em DVD entitulado "Live at Rock in Rio", que foi sucesso de vendas ao ser lançado em 2002.
- Guns N' Roses: O evento foi a ressurreição artística do vocalista Axl Rose.
- R.E.M.: O líder e vocalista da banda, Michael Stipes declarou que aquela foi uma das apresentações mais emocionantes de sua carreira, especialmente pelo fato de que aquela fora a primeira vez em que a banda se apresentara diante de 250 mil pessoas.
A terceira edição do Rock in Rio também foi marcada por alguns fiascos:
- Carlinhos Brown: Convidado para o segundo dia de apresentações, o cantor baiano, especializado no estilo conhecido como "Axé Music", foi hostilizado pelo público presente, que o atacou a garrafadas enquanto gritava "queremos rock!".
- O fiasco das dublagens: Causou revolta o supostamente ocorrido na antepenúltima noite do evento, conhecida como "noite teen", pela presença exclusiva de bandas e cantores voltados para o público adolescente. Os participantes (como Britney Spears e N'Sync) foram acusados de terem utilizado o recurso conhecido como "playback", dublando as canções ao invés de interpretá-las no palco.
