Ruanda
Keywords: Ruanda, 1885, 1890, 1900, 1959, 1960, 1962, 1973
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| Lema: Liberdade, Cooperação, Progresso | |||||
| Imagem:LocationRwanda.png | |||||
| Língua oficials | Francês, Kinyarwanda | ||||
| Capital | Kigali | ||||
| President | Paul Kagame | ||||
| Área - Total - % água | 144º 26,338 km² 5.3% | ||||
| População
| 91º
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| Independência
| da Bélgica
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| Moeda | Franco Ruandês | ||||
| Fuso horário | UTC +2 | ||||
| Hino nacional | Rwanda rwacu | ||||
| TLD (Internet) | .RW | ||||
| Código telefónico | 250 | ||||
O Ruanda (por vezes apresentado graficamente na sua forma anglicana Rwanda) é um pequeno país montanhoso de África, encravado entre o Uganda, a norte, a Tanzânia, a leste, o Burundi, a sul e a República Democrática do Congo, a oeste. Capital: Kigali.
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História
- Ver artigo principal: História do Ruanda
Ao contrário dos seus vizinhos, o Ruanda, que era um reino centralizado, não teve a sua “sorte” decidida na Conferência de Berlim (de 1885) e só foi entregue à Alemanha (juntamente com o vizinho Burundi) em 1890, numa conferência em Bruxelas, em troca do Uganda e da ilha de Heligoland. No entanto, as fronteiras desta colónia – que, na altura incluíam também alguns pequenos reinos das margens do Lago Vitória – só foram definidas em 1900.
Depois da derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial, o protectorado foi entregue à Bélgica, por mandato da Liga das Nações. O domínio belga foi muito mais directo e duro que o dos alemães e, utilizando a igreja católica, manipulou a classe alta dos tutsi para reprimir o resto da população - maioritariamente tutsis e hutus -, incluindo a cobrança de impostos e o trabalho forçado, criando um fosso social maior do que o que já existia.
Depois da Segunda Guerra Mundial, o Ruanda tornou-se um território “protegido” pelas Nações Unidas, tendo a Bélgica como autoridade administrativa. Através duma série de processos, incluindo várias reformas, o assassinato do rei Mutara III Charles, em 1959 e a fuga do último monarca do clã Nyiginya, o rei Kigeri V, para o Uganda, os hutus ganharam mais poder e, na altura da independência, em 1962, os hutu eram os políticos dominantes. Em 25 de Setembro de 1960, a ONU organizou um referendo no qual os ruandeses decidiram tornar-se uma república. Depois das primeiras eleições, foi declarada a República do Ruanda, com Grégoire Kayibanda como primeiro ministro.
Após vários anos de instabilidade, em que o governo tomou várias medidas de repressão contra os tutsis, em 5 de Julho de 1973, o major general Juvénal Habyarimana, que era ministro da defesa, destituiu o seu primo Grégoire Kayibanda, dissolveu a Assembleia Nacional e aboliu todas as actividades políticas. Em Dezembro de 1978 foram organizadas eleições, nas quais foi aprovada uma nova constituição e confirmado Habyarimana como presidente, que foi reeleito em 1983 e em 1988, como candidato único mas, em resposta a pressões públicas por reformas políticas, Habyarimana anunciou em Julho de 1990 a intenção de transformar o Ruanda numa democracia multipartidária.
No entanto, nesse mesmo ano, uma série de problemas climáticos e económicos geraram conflitos internos e a Frente Patriótica Ruandesa (RPF), dominada por tutsis refugiados nos países vizinhos lançou ataques militares contra o governo hutu, a partir do Uganda. O governo militar de Juvénal Habyarimana respondeu com pogroms genocidas contra os tutsis. Em 1992 foi assinado um cessar-fogo entre o governo e a RPF em Arusha, Tanzania.
Em 6 de Abril de 1994, Habyarimana e Cyprien Ntaryamira, o presidente do Burundi, foram assassinados quando o seu avião foi atingido por fogo quando aterrava em Kigali. Durante os três meses seguintes, os militares e milícianos mataram cerca de 800 000 tutsis e hutus, naquilo que ficou conhecido como o Genocídio do Ruanda. Entretanto, a RPF, sob a direção de Paul Kagame ocupou várias partes do país e, em 4 de Julho entrou na capital Kigali, enquanto tropas francesas de “manutenção da paz” ocupavam o sudoeste, durante a “Opération Turquoise”.
Paul Kagame ficou como vice-presidente e Pasteur Bizimungu como presidente mas, em 2000, os dois homens fortes entraram em conflito, Bizimungu renunciou à presidência e Kagame ficou como presidente. Em 2003, Kagame foi finalmente eleito para o cargo, no que foram consideradas as primeiras eleições democráticas depois do Genocídio. Entretanto, cerca de 2 milhões de hutus refugiaram-se na República Democrática do Congo, com medo de retaliação pelos tutsis. Muitos regressaram, mas conservam-se ali milícias que têm estado envolvidas na guerra civil daquele país.
Política
O Ruanda é uma república unitária, com um regime político democrático, do tipo presidencial, com forte componente militar.
Subdivisões
- Ver artigo principal: Subdivisões do Ruanda
O Ruanda está dividido em 12 províncias (intara), as quais estão por sua vez divididas em distritos. As províncias são:
- Butare
- Byumba
- Cyangugu
- Gikongoro
- Gisenyi
- Gitarama
- Kibungo
- Kibuye
- Kigali MVK
- Kigali Ngali
- Ruhengeri
- Umutara
Geografia
- Ver artigo principal: Geografia do Ruanda
Principais indicadores sobre o Ruanda:
- População: 8 154 993
- Superfície: 26 338 km2
- Religiões: 65% católica; 9% protestante; 1% muçulmana; 25% crenças indígenas.
- Número de missionários brasileiros no país: 4
- Índice de pobreza: 51,2% (1993 est.)
- Taxa de alfabetização: 60,5% (1995 Est.)
- Índice de Desenvolvimento humano: (IDH) 0,379 (1997)
- PIB: 5172 milhões USD
- PIB por habitante: 660 USD
- PNB por volume: 5,6 mil milhões USD
- PNB por habitante: 230 USD
- Taxa de inflação: 10% (1998)
- Dívida externa: 1,2 mil milhões USD(1998)
- Moeda: franco ruandês - câmbio: 100 francos = 1,75 FF (31/03/99)
Economia
Demografia
Cultura
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