Sacro Império Romano-Germânico
Keywords: Sacro Império Romano-Germânico, 1014, 1033, 1034, 1157, 1194, 1195, 1254
O Sacro Império Romano-germânico, ou o Santo Império romano da nação germânica (em alemão Heiliges Römisches Reich Deutscher Nation, em Latim Sacrum Romanorum Imperium Nationis Germanicæ) foi um reagrupamento político das terras da Europa ocidental e central na Idade Média. Foi dissolvido em 1806 por Napoleão Bonaparte. O adjetivo sacro aparece somente no reino de Frederico Barbarossa - atestado em 1157.
Foi o herdeiro do Império do Ocidente dos Carolíngios, que desapareceu em 924. Tinha como objetivo restaurar o império romano, o que justifica o termo romano no seu nome. No entanto, Henri II gravará no seu selo: « Renovatio Regni Francorum » (« Renovação do Reino dos Francos »). E o império, no seu todo, é chamado Imperium Teutonicorum (Império Teutônico).
Este império surge com o coroamento imperial de Oto I da Germânia em 2 de fevereiro de 962. Em 982, Oto II, seu filho, toma o título de Imperator Romanorum (« imperador dos Romanos »). Henri II é sagrado Rex Romanorum (« rei dos Romanos ») em 1014. No século XII fala-se do Sacro Império, que se torna em 1254 Sacro-Império romano, para terminar na sua forma final no final do século XV.
Componentes geográficos
O Sacro Império romano-germânico tem por base territorial a '''Francia Oriental (Alemanha, Bélgica, Holanda e Áustria) do tratado de Verdun (logo chamada Germânia ou Regnum Teutonicorum). Em 870, ela ganha o reino de Lotaríngia, em 1014 o reino da Itália e em 1033-1034 o reino da Borgonha.
Sua soberania é reconhecida em diversas ocasiões pelos príncipes e soberanos da Dinamarca, da Hungria e da Polônia. O império alcança seu primeiro apogeu com Henrique VI : Ricardo Coração de Leão reconhece a subordinação da Inglaterra, Túnis e Trípoli pagam tributo, Leão da Armênia transfere em 1194 sua subordinação de Bizâncio ao império germânico, Amaury de Lusignan, rei de Chipre, se reconhece vassalo 1195 e, finalemente, Alexis III declara sua subordinação.
Entretanto, o império sofrerá o poder da erosão do reino de França no seu lento avanço em direção do Reno, a defecção da Suíça e a independência dos principados italianos.
Imperadores romano-germânicos
Carolíngios
- Carlos Magno (800-814)
- Luís, o Pio (814-840)
- Lotário I (817-855)
- Luís II de França (855-875)
- Carlos o Calvo (875)
- Carlos o Gordo (881)
- Arnulfo da Caríntia (896)
Otões (ou Otónidas)
- Otão I da Germânia chamado o Grande (912-973), rei da Germânia (936-973), rei da Itália (951-973), imperador romano germânico (962-973).
- Otão II da Germânia (973-983)
- Otão III da Germânia (983-1002)
- Henrique II da Germânia (1014-1024)
Francónios
- Conrado II da Germânia (1027-1039)
- Henrique III da Germânia (1046-1056)
- Inês da Germânia (regente: 1056-1068)
- Henrique IV da Germânia (1084-1106)
- Henrique V da Germânia (1111-1125)
Süpplingerburgo
- Lotário II da Germânia (1133-1137)
Hohenstaufen (Staufen)
- Conrado III da Germânia (1138-1152)
- Frederico I Barbarossa (1155-1190)
- Henrique IV da Germânia (1191-11197)
- Filipe da Suábia (1198-1208)
Guelfos
- Otão IV da Germânia (Otão IV de Brauschweig ou Brunswick) (1209-1215)
Hohenstaufen (Staufen) restaurados
- Frederico II da Germânia (1220-1250)
- Conrado IV da Germânia (1250-1254)
O Grande Interregno (1254-1273)
- Guilherme II da Holanda (1247-1256), imperador rival
- Ricardo da Cornualha (1247-1272), imperador rival
- Afonso X de Leão e Castela (1257-1273), imperador rival
Habsburgos
- Rodolfo I da Germânia (1273-1291)
Nassau
- Adolfo de Nassau-Weilburgo (1291-1298)
Habsburgos (restaurados)
- Alberto I da Germânia (1298-1308)
Luxemburgo
- Henrique VII da Germânia (1312-1313)
Wittelsbach (Baviera)
- Luís IV da Germânia (1328-1347)
- Frederico I da Germânia (co-regente: 1314-1326)
Luxemburgo (restaurados)
- Carlos IV da Germânia (1355-1378)
- Venceslau da Germânia (1378-deposto em 1400; resignou em 1410)
Wittelsbach (Baviera) (restaurados)
- Roberto de Wittelsbach (conde do Palatinado) (1400-1410)
Luxemburgo (restaurados)
- Segismundo I da Germânia (1410-1437)
Habsburgos (restaurados)
- Alberto II da Germânia (1438-1439)
- Frederico III da Germânia (1439-1493)
- Maximiliano I da Germânia (1508-1519)
- Carlos V da Germânia (I de Espanha) (1519-1558)
- Fernando I da Germânia (1558-1564)
- Maximiliano II da Germânia (1564-1576)
- Rodolfo II da Germânia (1576-1612)
- Matias da Germânia (1612-1619)
- Fernando II da Germânia (1619-1637)
- Fernando III da Germânia (1637-1657)
- Fernando IV da Germânia (co-imperador: 1653-1654)
- Leopoldo I da Germânia (1657-1705)
- José I da Germânia (1705-1711)
- Carlos VI da Germânia (1711-1740)
Interregno (1740-1742)
Wittelsbach (Baviera) (restaurados)
- Carlos VII da Germânia (eleitor da Baivera) (1742-1745)
Habsburgos (restaurados)
- Francisco I da Germânia (1745-1765)
- José II da Germânia (1765-1790)
- Leopldo II da Germânia (1790-1792)
- Francisco II da Germânia (1792-1806)
Em 1806, Napoleão Bonaparte pôs termo ao império; o imperador Francisco II passou então a ser conhecido como Francisco I da Áustria
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