Sigmund Freud

Keywords: Sigmund Freud, 1856, 1877, 1886, 1938

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thumb|Sigmund Freud Sigismund Schlomo Freud, mais conhecido, apenas, por Sigmund Freud (6 de maio de 1856 - 23 de setembro de 1939), nascido em Freiberg, Moravia, foi neurologista e fundador da Psicanálise. Ele interessou-se, inicialmente, pela histeria e, tendo como método a hipnose, estudava pessoas que apresentavam esse quadro. Mais tarde, com interesses pelo inconsciente, pulsões, entre outros, foi influenciado por Charcot e Leibniz abandonando a hipnose em favor da associação livre. Estes elementos tornaram-se bases da Psicanálise. Freud, além de ter sido um grande cientista e escritor, possui o título, assim como Darwin e Copérnico, de ter realizado uma revolução no âmbito humano: A idéia de que somos movidos pelo inconsciente.

Freud, suas teorias, e seu tratamento com seus pacientes foram controversos na Viena do século XIX, e continuam muito debatidos hoje. Suas idéias são freqüentemente discutidas e analisadas como obras de literatura e cultura geral em adição ao contínuo debate ao redor delas no uso como tratamento científico e médico.

Conteúdo

Biografia

Aos 4 anos mudou-se para Viena por problemas financeiros. Morou em Viena até 1938, então vem o Nazismo (Freud era judeu). Foge para a Inglaterra. Morre em Londres em 1939. Era um excelente aluno. Por ser judeu só poderia escolher entre os cursos de Direito ou Medicina. Escolhe Medicina. Em 1877 abreviou o seu nome para Sigmund Freud.

Jacob, pai de Freud, era humilde (comerciante e pobre). Freud e Jacob tinham um relacionamento um tanto ruim devido a humildade de Jacob que chegava à submissão. Sendo seu pai uma pessoa submissa, Freud foi obrigado a desfazer aquela fantasia de “pai herói”. Freud é filho do segundo casamento de seu pai. Sua mãe era aproximadamente 20 anos mais jovem que seu pai. Jacob teve, com este segundo casamento dois filhos. Quando pequeno, Freud tinha a idéia de que seu meio irmão era seu pai, pois achava que este era mais compatível com sua mãe. Freud teve mais 5 irmãos e irmãs. Freud sempre mostrou uma inteligência diferenciada, habilidade a qual era muito apreciada pela mãe e alguns outros parentes. Por sua vida inteira Freud teve problemas financeiros. Breüer foi um aliado de Freud em suas idéias, e também um aliado financeiro. Nos tempos do Nazismo Freud perdeu 4 irmãs (Rosa, Dolfi, Paula, e Marie Freud). Embora Marie Bonaparte tenha tentado retirá-las, elas foram impedidas de sair de Viena pelas autoridades nazistas (fonte) e morreram nos campos de concentração de Auschwitz e de Thereseinstadt.

Freud ficou na universidade por mais tempo que o normal, pois não conseguia se decidir sobre o que fazer. No ano de 1936 todas suas obras são queimadas. Freud viu este fato como uma evolução, pois disse ele que em épocas mais antigas, queimado era o autor das obras.

Casou-se em 1886 com Martha Bernays, juntos tiveram seis filhos.

Freud morreu de câncer na mandíbula (passou por trinta e três cirurgias). Supõe-se que terá morrido de uma overdose de morfina. Freud sentia muita dor, e diz a história que ele teria dito ao médico que lhe aplicasse uma dose excessiva de morfina para terminar com o sofrimento.

Trabalhando junto com (Ernst von Brücke) Briicke, Freud disseca enguias, e é então que percebe a importância da observação.

Freud abandona a carreira teórica e começa a trabalhar num hospital. Percebe que algumas doenças os médicos recusavam a atender alguns pacientes, pacientes que se recusavam a seguir o tratamento. Por exemplo, a histéricas, pois eles não sabiam como lidar. Os sintomas da histeria daquela época (pois os sintomas variam de acordo com a época): cegueira, paralisia e em ambos não havia problemas biológicos. Os médicos mandavam os pacientes embora, pensando que era encenação. Achavam na época que histeria era uma doença do útero, por isso, quando no homem, não era levado muito em consideração, e passava batido.

Então, Freud começou a atender aquelas mulheres histéricas, e claro, de uma forma diferente dos médicos. Os médicos não queriam que aquelas mulheres fossem atendidas, então, Freud é mandado embora do hospital. Procura Charcot, pois este tratava disso também. Charcot utilizava como método a hipnose. A hipnose provou que a causa da histeria não era orgânica. Provou da seguinte forma: quando hipnotizada, uma mulher cega pela histeria não mais cega ficava, após um comando de voz.

Freud começou a estudar as neuroses começando pelo estudo da histeria. Em 1886 ele apresenta suas conclusões para um Círculo Médico em Viena. Ele é altamente criticado e ridicularizado. Assim sendo, continua seus estudos praticamente sozinho, apenas com o apoio de um único médio: Breüer. Breüer utilizava também o método da hipnose. Breüer usava a hipnose de maneira escondida, da mesma forma trabalhava com Freud. Tanto a hipnose, quanto trabalhar com Freud poderiam trazer problemas para Breüer. Naquela época a prática da hipnose era considerada por charlatões.

Importante (e famosa) paciente na história da psicologia é Anna O., que perdeu seu pai quando ainda criança, e então ficou histérica. Através da hipnose, Breüer fazia ela se recordar de fatos (que ele supunha serem traumáticos) e desta forma o laço afetivo daqueles fatos eram descarregados no momento dessa lembrança e então a recordação traumática era eliminada (método catártico). Porém havia um problema: com o tempo o sintoma voltava, senão, um novo sintoma aparecia. Essa ocorrência levou Freud a pensar que havia algo a mais. Porém antes disso ele cria uma teoria, a Teoria do Trauma.

Breüer abandona o trabalho com Anna. A garota havia se apaixonado pelo médico. Ele era casado, isso estava lhe trazendo problemas. A esse amor (ligação amorosa) paciente/profissional depois Freud chamou de Transferência. Então, Freud começa a trata-la, porém Anna não se deixa ser hipnotizada por Freud. Porém Freud consegue coloca-la dentro da terapia mesmo sem hipnotiza-la, apenas conversando (Associação Livre), a paciente ia falando livremente. Freud começa a trabalhar também com os sonhos, pois se dá conta que os sonhos são manifestações do inconsciente.

Quanto as definições de Freud à Psicanálise deve-se dizer que até 1923 ele utilizava as seguintes definições: Consciente; pré-consciente; inconsciente. Depois dessa data ele mudou estas definições para: Id; ego; superego.

Charcot e Freud estavam tentando descobrir o que “criaria” a barreira que separava o consciente do inconsciente. Para Charcot esta divisão era criada por uma degeneração. Apenas teria essa divisão quem sofria de degeneração. Já Freud achava que a divisão era causada por um trauma. O indivíduo reprimiria o fato “jogando-o” para o inconsciente (ele também dizia que o ser nascia apenas com o inconsciente). Nem Charcot, nem Freud falavam ainda sobre o indivíduo “normal”, sem uma patologia em seus estudos.

Neste tempo surge outro nome: Bernhein. Ele fazia experiências dando ordens aos indivíduos enquanto estavam hipnotizados, porém as ordens eram dadas para execução quando já não mais estavam hipnotizados, e isso dava certo.

Sendo que Freud falava que a barreira que separava consciente/inconsciente era causada por um trauma, ele criou uma teoria chamada Teoria da Sedução, onde dizia que a sexualidade era traumática, e que a divisão consciente/inconsciente era causada por um (trauma) abuso sexual de um adulto (primeira experiência traumática) em uma criança, e isso se revelaria como uma histeria mais tarde. Muitas vezes este adulto seria o pai, um parente. As meninas abusadas ficavam com medo e também “apaixonadas” por estes adultos que abusavam delas.

Por fim, Freud descobriu que este abuso sexual dos adultos em relação as crianças não passava de uma fantasia destas crianças. Freud continuou seus estudos baseados neste novo descobrimento. Ele dizia que aos três anos de idade há uma maturação orgânica no ser, e é quando a criança se dá conta de seus órgãos genitais e o prazer de toca-los. Também dizia que a criança só se dá conta dos pais a partir dos três, quatro anos de idade. Então, em sua teoria, Freud dizia que o inconsciente é delimitado pelo Ego (para o ser patológico ou não). O inconsciente é “preenchido” por fantasias que nós mesmos mandamos para lá (crianças), mesmo que sejam fantasias bobas. Há de se notar que a teoria de Freud foi sendo construída de acordo ele foi adquirindo conhecimento, portanto sempre muito passível de mudanças.

Inovações de Freud

Contra Freud

"Na verdade não sou de forma alguma um homem de ciência, nem um observador, nem um experimentador, nem um pensador. Sou, por temperamento, nada mais que um conquistador - um aventureiro, em outras palavras - com toda a curiosidade, ousadia e tenacidade características desse tipo de homem." (Sigmund Freud, carta a Wilhelm Fliess, 1o. de fevereiro de 1900)

Freud, como se conhece, ousou colocar os "processos misteriosos" do psiquismo, sua "regiões obscuras", isto é, as fantasias, os sonhos, os esquecimentos, a interioridade do homem, como problemas científicos. A investigação sistemática desses problemas levou Freud à criação da Psicanálise.

O termo psicanálise é usado para se referir a uma teoria, a um método de investigação e a uma prática profissional. Enquanto teoria, caracteriza-se por um conjunto de conhecimentos sistematizados sobre o funcionamento da vida psíquica. Senão, vejamos:

Existem relatos históricos escabrosos sobre violência sexual contra crianças. Freud não apenas tinha amplo conhecimento dos fatos, como sabia que seu próprio pai, Jacob, violentava regularmente seu irmão e sua irmã.

Sua paciente Emma foi uma das vítimas do crime quando tinha 12 anos. Freud insurge-se pioneiramente contra essa barbárie lançando, em conferências em 1896, a corajosa Teoria da sedução, denunciante dos efeitos nocivos das imposições contra crianças.

O boicote contra a teoria foi imediato. Muitos médicos eram estupradores e violadores e não podiam concordar. A máquina corporativa funcionou azeitada. A "Wiener Klinische Wochenschrift" divulgou as atas das conferências. Mas da Teoria da Sedução apenas simples nota. O "Neurologisches" noticiou as conferências detalhadamente. Mas veja a fraude em fabricação: a Teoria da Sedução não foi nem se quer mencionada.

Em Abril de 1896, Freud descreve a Fliess a conferência, carta essa boicotada das publicações conhecidas ironicamente como "Correspondências Completas de Freud". O desabafo com o amigo Fliess valeu-lhe nova ducha de água fria: Fliess também violentava o filho Robert. A Teoria da Sedução estava em total desacordo com a literatura médica, que já manipulava as histórias reais de estupros como meras fantasias.

A teoria contrariava outras teorias acadêmicas e práticas de prostituição. Salvo os estuprados, Freud não conseguiu adeptos. Pelo contrário, criou inimizades, isolamento e quase foi à falência. É dele o desabafo: "Senti-me desprezado por todos. Pela primeira vez, meu consultório está vazio. Não posso começar nenhum novo tratamento e nenhum dos antigos foi completado". Esse foi o calcanhar-de-aquiles de Freud. O único modo de reconquistar o apoio da classe foi abandonar a Teoria da Sedução, em Setembro de 1897.


O Complexo de Édipo é uma fraude montada para substituir a Teoria da Sedução de Freud

Mas a reconciliação completa só se deu quando, num golpe de mestre, substituiu a Teoria da Sedução pelo Complexo de Édipo: um passe mágico transmutando vítima infantil em autora e marmanjo estuprador em vítima das tentações edipianas, para total aplauso de colegas, amigos e parentes.

Mesmo após ter abandonado a Teoria da Sedução, Freud se depara com mais provas clínicas de crianças violentadas sexualmente. Nada diz em público, para evitar retalhações, mas confidencia o fato em carta a Fliess em Fevereiro de 1897, também sonegada das "Correspondências Completas".

Vê-se, assim, que o produto edipiano é mero embuste criado por propaganda enganosa de espertalhões. Os fatos presenciados por Freud evidenciavam o adulto impondo práticas sexuais contra pequerruchos que, por sua vez, não as desejavam nem incentivavam. a Teoria da Sedução alertava para o efeito patológico das reminiscências da violência sexual imposta. O Complexo de Édipo lança suspeita universal de que a criança deseja o ato sexual, incentivando e participando de forma ativa. Decorridos mais de 80 anos, o mundo não mudou muito. Em 1980, Jeffrey Masson, faz um achado histórico: localiza documentos ardilosamente sonegados ao público pelos psicanalistas, mostrando que o Complexo de Édipo é uma fraude montada com interesses corporativos graças à cumplicidade da imprensa da época.

Ao divulgar suas descobertas, Masson é demitido do cargo de diretor do IPA (International Psychoanalytical Association, fundada por Freud em 1910), em vez de ser agraciado. O Complexo de Édipo é mais do que saber falsificado. Nasceu na tentativa de encobrir criminosos estupradores. Sua difusão atual, depois de comprovado como embuste, deve ser encarada não só academicamente como fraude científica, mas enfrentada também judicialmente como propaganda enganosa, pois ludibria a sociedade e jovens acadêmicos e incentiva a impunidade.

Críticas a Freud

Atualmente muitas críticas tem sido feitas ao método psicanalítico, porém por mais que a ciência moderna avance, muitos dos conceitos estruturadores da psique humana e os resultados obtidos pela aplicação do método, continuam melhorando a qualidade de vida de muitas pessoas.

Pacientes de Freud

"Discípulos" de Freud

Leitura extra

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