Simbolismo
Keywords: Simbolismo, 1915, Alphonsus de Guimaraens, Brasil, Camilo Pessanha, Coimbra, Cruz e Sousa, Eugênio de Castro, França, Inconsciente
Simbolismo é um movimento literário surgida na França, na segunda metade do século XIX, como oposição ao Realismo, pois procurou combater a obsessão cientificista dos realistas, através da retomada do subjetivismo e do espiritualismo (banidos da literatura pelo objetivismo realista).
O Simbolismo tem como principal característica o predomínio do sonho. Para os autores simbolistas a vida deveria ser retratada como algo misterioso e inexplicável. Daí advém o uso de uma linguagem imprecisa e obscura, que caracteriza a atmosfera de sonho e fantasia que ponteiam a literatura simbolista.
A produção literária simbolista, influenciada pela psicanálise de Sigmund Freud, vê o homem como um ser regido pelo inconsciente, pelo sonho. O sonho é matéria para a produção literária e a intenção é sugerir, e não somente descrever. A larga utilização do símbolo dá nome ao período.
Os temas são místicos, espirituais. Abusa-se da sinestesia (sensações produzidas pelos diversos órgãos sensoriais), das aliterações (repetição de letras ou sílabas numa mesma oração) e das assonâncias (aproximação fônica entre as vogais tônicas das palavras) tornando os textos poéticos simbolistas profundamente musicais.
O Simbolismo em Portugal liga-se às atividades das revistas Os Insubmissos e Boêmia Nova, fundadas por estudantes de Coimbra, entre eles Eugênio de Castro, que ao publicar um volume de versos intitulado Oaristos, instaurou essa nova estética em Portugal. O movimento simbolista durou aproximadamente até 1915, quando iniciou-se o Modernismo.
Os nomes de maior destaque no Simbolismo português são: Eugênio de Castro, Antônio Nobre, Camilo Pessanha, Augusto Gil, Alfonso Lopes Vieira, Antônio Patrício, Manuel Laranjeira (poesia), Raul Brandão (prosa), Júlio Dantas (teatro). No Brasil, dois grandes poetas se destacaram dentro do movimento simbolista: Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimaraens.
