Telescópio
Keywords: Telescópio, 1608, 1609, 1888, 2002, Astronomia, Canárias
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Um telescópio é talvez a mais importante ferramenta de astronomia; esta tecnologia capta (e foca) radiação electromagnética. Os telescópios aumentam o tamanho angular aparente dos objectos, assim como a sua brilho aparente.
O telescópio tem uma origem controversa, sendo sua invenção geralmente atribuída a Hans Lippershey, um fabricante de lentes neerlandês, em 1608. Em 1609, o astrônomo italiano Galileo Galilei foi o primeiro a utilizar um telescópio para astronomia. Ele apresentou um dos primeiros telescópios registrados pela história (uma "luneta") e dele obteve diversas observações astronômicas que o levaram a propor o sistema heliocêntrico.
As observações de Galileu incluíram a descoberta das manchas solares, do relevo lunar e dos satélites de Júpiter, entre outras importantes descobertas.
Pouco tempo depois de Galileu, Johannes Kepler descrevia a óptica das lentes (ver "Astronomiae Pars Optica" e "Dioptrice"), incluindo um novo tipo de telescópio astronómico com duas lentes convexas (um princípio muitas vezes referido como telescópio de Kepler).
Os telescópios usados fora do contexto da astronomia são referidos como teodólitos, monóculos, binóculos, ou objectivas.
A palavra "telescópio" refere-se geralmente aos telescópios ópticos, embora existam telescópios para a quase totalidade do espectro electromagnético da radiação electromagnética.
Os rádiotelescópios são antenas radio dirigidas, tipicamente de morfologia parabólica de grandes dimensões. A parabólica é por vezes construída como uma estrutura de fio condutor cujos intervalos são menores que um comprimento de onda. Os rádiotelescópios são por vezes operados aos pares, ou em grandes grupos, para sintetizar uma cobertura "virtual", idêntica em tamanho à distância entre telescópios: ver síntese de cobertura. O recorde actual encontra-se próximo à largura da Terra. Actualmente também se aplica esta técnica aos telescópios ópticos.
Os telescópios de raios-x e raios-gamma têm um problema, já que estes raios atravessam metal e vidro. Usam espelhos em forma de anel, feitos a partir de metais pesados, que reflectem os raios apenas alguns graus. Estes espelhos são normalmente uma secção de uma parabólica rodada.
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Tipos de telescópio
Um tipo simples de telescópio é o de montagem altazimute. É idêntico aos usados na supervisão de trânsito. Uma forquilha opera no plano horizontal (azimute, e marcas na forquilha permitem ao telescópio variar em altitude (plano vertical).
O maior problema de um telescópio de altazimute na astronomia é que ambos eixos têem que ser continuamente ajustados para compensar a rotação da Terra. Ainda que este processo seja controlado por computador, a imagem roda a uma velocidade variável, dependendo do ângulo da estrela desde o pólo celestial. Este último efeito torna um telescópio de altazimute pouco prático para fotografia de longa exposição com telescópios pequenos.
A solução preferencial para telescópios astronómicos é adaptar este tipo de montagem (altazimute) de maneira que o eixo de azimute fique paralelo com o eixo de rotação da Terra; isto é designado como montagem equatorial.
Os grandes telescópios recentemente construídos usam uma montagem em altazimute controlada por computador, e, para exposições prolongadas, dispõem de primas de rotação de velocidade variável na objectiva.
Existem montagens ainda mais simples que a de altazimute, usadas geralmente em instrumentos especializados. Alguns são: trânsito meridiano (apenas altitude); espelho plano amovível de largura constante para observação solar;
Telescópios de investigação
[[Imagem:La Palma - Gran Telescopio Canarias.jpg|thumb|right|300px| O Grande Telescópio de La Palma - ]] A maioria dos telescópios de grandes dimensões podem operar tanto como um cassegraniano (maior distância focal, e maior nitidez no campo de visão com maior magnificação)) ou como um telescópio newtoniano (campo mais brilhante). Estes têm um primário blindado, um foco newtoniano, e um tripé para montagem de secundários amovíveis.
Uma nova era na construção de telescópio foi iniciada pelo [[MMT], uma abertura sintética composta de seis segmentos que sintetizam um espelho de 4.5 metros de diâmetro. Um seguidor deste tipo foi o telescópio Keck, de abertura sintética de 10 metros.
A geração actual de telescópios em construção comportam um espelho primário entre 6 e 8 metros de diâmetro (para telescópios terrestres). Neste geração, o espelho é tipicamente muito fino, e mantido em óptima forma por um grupo de actuadores (ver óptica activa). Esta tecnologia levou a uma remodelação no design dos telescópios do futuro, com diâmetros de 30, 50 e mesmo 100 metros.
Inicialmente o detector utilizado nos telescópios era o olho humano. Posteriormente, a placa fotográfica sintetizada tomou-lhe o lugar, e o espectrógrafo foi introduzido, o que possibilitou a captação de informação espectral. Depois da placa fotográfica, sucessivas gerações de detectores electrónicos, como os CCDs, têm sido aperfeiçoads, cada vez com maior sensibilidade e resolução.
Os telescópios de investigação actuais dispõe de vários instrumentos: câmeras, de diferentes respostas; espectrógrafos, úteis nas diferentes regiões do espectro; polarímetros, que detectam luz, etc.
Nos últimos anos, foram desenvolvidas algumas tecnologias para superar o efeito da atmosfera da Terra em telescópios terrestres, com resultados promissores. Ver espelho tip-tilt e óptica adaptativa.
O fenómeno da difracção óptica estabelece um limite para a resolução e qualidade de imagem atingível por um telescópio, o que consiste na área efectiva do disco Airy, que limita a proximidade com que se podem instalar dois desses discos. Este limite absoluto é designado de limite de resolução de Sparrow, e depende do comprimento de onda da luz em observação (uma vez que o limite da luz vermelha é atingido mais rapidamente que o da luz azul) e no diâmetro do espelho do telescópio. Por tudo isto, um telescópio dotado de um determinado diâmetro pode resolver apenas até um determinado limite num determinado comprimento de onda, de maneira que para obter mais resolução no mesmo comprimento de onda, será necessário um espelho maior.
Telescópios ópticos famosos
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- O Telescópio Espacial Hubble encontra-se a orbitar a Terra, fora da atmosfera, para permitir observações não distorcidas pela refracção, de maneira que estas possam estar limitadas em termos de difracção e utilizadas em ultravioleta e infravermelhos.
- O VLT (Very Large Telescope - Telescópio Muito Grande) é, actualmente (2002), o detentor do recorde em tamanho, com quatro telescópios de 8 metros de diâmetro cada. Os quatro telescópios, pertencentes à ESO e localizados no deserto de Atacama no Chile, podem operar independentemente ou em conjunto.
- Existem muitos planos para telescópios ainda maiores. Um deles é o OWL (Overwhelmingly Large Telescope - Telescópio Incrivelmente Grande), desenhado com uma abertura de 100 metros de diâmetro.
- O Telescópio Hale, de 200 polegadas (5.08 metros), na montanha Palomar, é um telescópio de investigação convencional que deteve o recorde em tamanho durante muitos anos. Tem um único espelho borosílico (Pyrex&tm;) que foi famosamente difícil de construir. A montagem é única no estilo, uma montagem equatorial que não é uma forquilha, e no entanto permite ao telescópio captar o céu no pólo norte.
- O Telescópio Hooker de 100 polegadas (2.54 metros), no Observatório do Monte Wilson foi utilizado por Edwin Hubble para descobrir galáxias, e o redshift. O espelho foi feito de vidro verde por Saint-Gobain. É, actualmente, parte de um grupo de abertura sintética com vários outros telescópios localizados no monte, e ainda muito útil para investigação avançada.
- O Telescópio de Yerkes (no Wisconsin) é o maior refractor direccionável em uso.
- O Refractor de Nice (na França), operacional desde 1888, foi na altura o maior telescópio do mundo. Esta foi a última vez que o telescópio operacional mais potente estava em território europeu. Foi ultrapassado um ano depois pelo refractor de 0.91m do Observatório Lick.
- O maior refractor alguma construído era Francês. Este exposto na Exposição de Paris 1900. As suas lentes era estacionárias, préfiguradas de maneira a conseguir a forma correcta. O telescópio foi projectado com a ajuda de sideróstato Foucault, que consiste num espelho plano de 2 m de diâmetro (79 polegadas), montado numa grande estrutura de ferro. O tubo horizontal tinha 60 m (197 pés) de comprimento e a objectiva tinha 1.25 m (4.1 pés) de diâmetro. Foi um fracasso.
Ver também
- construção de telescópio amador
- síntese de cobertura
- first light
- F-number
- História dos telescópios
- Lista dos maiores telescópios ópticos reflectores
- Lista dos maiores telescópios ópticos refractores
- Lista de tipos de telescópio
- Radiotelescópio
- Telescópio reflector
- Telescópio refractor
- Telescópio robotizado
- Cronologia dos telescópios, observatórios, e tecnologia de observação
- Southern African Large Telescope
==
- REDIRECT Predefinição:Links externos==
- ESO 100-m telescope
- Resolução de um Telescópio
- Southern African Large Telescope (SALT)
- Telescópio Digges dos anos 1570s
- Manual do Telescópio Amador
