Teosofia
Keywords: Teosofia, 1697, Ammonio Saccas, Atman, Budismo, Cabala, Ciência, Diogenes Laetius
Teosofia tem sua origem etimológica na palavra grega theosophia, de theos, Deus, e sophos, sabedoria, geralmente traduzida como sabedoria divina.
O termo Teosofia possui várias interpretações: tradição-sabedoria (a sabedoria presente em toda religião, filosofia e ciência); filosofia perene; puro altruismo, amor, compaixão, que pode ser compreendida somente através do despertar espiritual.
De forma mais restrita, designa as doutrinas filosófico-religiosas sistematizadas por Helena Petrovna Blavatsky (cuja principal referência é sua mais importante obra, "A Doutrina Secreta" de 1888 [[1]]) e divulgadas pela Sociedade Teosófica (The Theosophical Society - Adyar), instituição fundada por ela, Henry Steel Olcott, William Q. Judge e outros. Blavatsky usava também, como sinônimo de "Teosofia", a expressão "Buddhismo Esotérico".
A Teosofia tem relação com o ocultismo, particularmente com as idéias de Eliphas Levi, S. L. MacGregor Mathers e William Wynn Westcott, e com a tradição oriental, particularmente com cabala, budismo e hinduísmo.
Na Grécia antiga, Sabedoria era uma das quatro virtudes cardinais de Platão. De acordo com Platão, a harmonia espiritual da alma estava relacionada às quatro virtudes cardinais, que ele considerava expressões das três energias básicas da alma. Sabedoria era um estado interior, uma expressão de uma das três energias da alma. Assim, a Sabedoria Divina ou Teosofia está relacionada à energia da alma, conseqüentemente, segundo os teósofos, não pode ser compreendida senão interiormente. Neste sentido, a Teosofia tem relação com a gnose, que acredita na "salvação" pelo conhecimento interior.
Teosofia é um termo antigo. Diogenes Laetius comenta que o termo Teosofia era utilizado em um período que antecede a dinastia Ptolomaica e nomeia como seu fundador um hierofante egípcio chamado Pot Amum. O termo foi utilizado novamente no terceiro século de nossa era por Ammonio Saccas o pai do neo-platonismo e seus discípulos que iniciaram o sistema eclético teosófico. Eles eram conhecidos também como "amigos da verdade" (Philaletheians) e analogistas.
Na idade média, Jacob Boehme era conhecido como um teosofista e o termo "Teosofia" novamente foi utilizado nas "Transações Teosóficas da Sociedade de Philadelphia", publicado em 1697.
O movimento teosófico moderno, sistematizado por H.P. Blavatsky, e representado pela Sociedade Teosófica, tem como princípios fundamentais: a existência de um princípio universal e absoluto de onde este mundo manifestado emanou (que Blavatsky chama de Parabrahman); a existência de uma essência imortal no homem (Atman); e a fraternidade entre todos os homens.
