Timor-Leste
Keywords: Timor-Leste, 12 de Novembro, 1512, 1975
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| Lema: "Honra, Pátria e Povo" | ||||
| Imagem:LocationEastTimor.png | ||||
| Línguas oficiais | Tetum e Português | |||
| Capital | Dili | |||
| Presidente | Xanana Gusmão | |||
| Primeiro-Ministro | Mari Alkatiri | |||
| Área - Total - % água | 154º maior 15,007 km² Negligível | |||
| População | 153º mais populoso
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| Independência
| De Portugal
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| Moeda | Dólar americano | |||
| Fuso horário | UTC +9 | |||
| Hino nacional | Pátria | |||
| TLD (Internet) | .tp (vai a mudar a .tl) | |||
| Código telefónico | 670 | |||
Timor-Leste, é o mais jovem país do mundo, e ocupa a banda oriental da ilha de Timor, além do enclave de Ocussi, na costa norte da banda ocidental de Timor, da ilha de Ataúro, a norte, e de algumas ilhotas ao largo da ponta leste da ilha. As únicas fronteiras terrestres que o país tem ligam-no à Indonésia, a oeste da porção principal do território, e a leste, sul e oeste de Ocussi, mas tem também fronteira marítima com a Austrália, no Mar de Timor, a sul. Capital: Dili.
Foi uma colônia portuguesa, até 1975, altura em que foi invadido pela Indonésia. Permaneceu oficialmente como território português por descolonizar até 1999. Foi considerado pela Indonésia como a sua 27ª província. 80% do povo timorense optou pela independencia em referendo organizado pela ONU.
A língua mais falada em Timor-Leste é o Tetum.
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História
- Ver artigo principal: História de Timor-Leste
A ilha foi descoberta pelos portugueses, quando estes lá chegaram em 1512, em busca do sândalo, madeira nobre utilizada na fabricação de móveis de luxo e na perfumaria, que cobria praticamente toda a ilha. Durante quatro séculos, os portugueses apenas utilizaram o território timorense para fins comerciais, explorando os recursos naturais da ilha. Apenas nos anos 60 do século XX a capital Díli começou a dispôr de luz elétrica, e na década seguinte, água, esgoto, escolas e hospitais. O resto do país, principalmente em zonas rurais, continuava atrasado.
Após a Revolução dos Cravos, o governo português decidiu abandonar a ilha em agosto de 1975, passando o poder à FRETILIN (Frente Revolucionária de Timor-Leste), que proclamou a república em 28 de Novembro do mesmo ano. Porém, a independência durou pouco tempo. O general Suharto, governante da Indonésia, mandou tropas do exército invadirem a ilha. Em 7 de Dezembro, os militares indonésios desembarcavam em Díli, ocupando brevemente toda a parte oriental de Timor, apesar do repúdio da Assembléia Geral da ONU.
A ocupação militar da Indonésia em Timor-Leste fez com que o território se tornasse a 27ª província indonésia. Uma política de genocídio resultou num longo massacre de timorenses. Centenas de aldeias foram destruídas pelos bombardeios do exército da Indonésia, sendo que foram utilizadas toneladas de napalm contra a resistência timorense. O uso do produto queimou boa parte das florestas do país, limitando o refúgio dos guerrilheiros na densa vegatação local.
Sob pressão internacional, foi somente em 1999 que a Indonésia aceitou a execução de um referendo sobre a independência do território. No mesmo período, o governo indonésio iniciou programas de desenvolvimento social, como a construção e recuperação de escolas, hospitais e estradas, para promover uma boa imagem junto aos timorenses.
Entretanto, a visita do Papa João Paulo II a Timor-Leste, em outubro de 1989, foi marcada por manifestações pró-independência, que foram duramente reprimidas. No dia 12 de Novembro de 1991, o exército indonésio disparou muitos tiros em diversas pessoas que homenageavam um estudante morto pela repressão no cemitério de Santa Cruz, em Díli. Cerca de 200 pessoas foram mortas no local. Outros manifestantes foram mortos nos dias seguintes, "caçados" pelo exército da Indonésia.
A causa de Timor-Leste pela independência ganhou maior repercussão e reconhecimento mundial com a atribuição do Prêmio Nobel da Paz ao bispo Carlos Ximenes Belo e José Ramos Horta em outubro de 1996. Em julho de 1997, o presidente sul-africano Nelson Mandela visitou o líder da FRETILIN, Xanana Gusmão, que estava na prisão. A visita fez com que aumentasse a pressão para que a independência fosse feita através de uma solução negociada. A crise na economia da Ásia no mesmo ano afetou duramente a Indonésia. O regime militar de Suharto começou a sofrer diversas pressões com manisfestações cada vez mais violentas nas ruas. Tais atos levam à demissão do general em maio de 1998.
Os governos de Portugal e da Indonésia começaram, então, a negociar a realização de uma consulta popular, sob a supervisão de uma missão da Organização das Nações Unidas. Percebendo que Timor-Leste estava prestes a conquistar a independência, a ala radical do exército indonésio recrutou e treinou milícias armadas locais para espalharem o terror entre a população. Apesar das ameaças, mais de 98% da população timorense foi às urnas no dia 30 de agosto de 1999 para votar na consulta popular, e o resultado apontou que 78,5% dos timorenses queriam a independência.
As milícias, protegidas pelo exército indonésio, desencadearam uma violência incrível antes da proclamação dos resultados. Homens armados mataram nas ruas todos as pessoas suspeitas de terem votado pela independência. Milhares de pessoas foram separadas das famílias e colocadas à força em caminhões, cujo destino ainda hoje é desconhecido. A população começou a fugir para as montanhas e buscar refúgio em prédios de organizações internacionais e nas igrejas. Os estrangeiros foram evacuados, deixando Timor entregue à violência dos militares e das milícias indonésios.
A ONU decide criar uma força internacional para intervir na região. Em 22 de setembro de 1999, soldados da ONU entraram em Díli e encontraram um país totalmente incendiado e devastado. Grande parte da infra-estrutura de Timor Leste havia sido destruída e o país estava quase totalmente devastado. Xanana Gusmão, líder da resistência timorense, foi libertado logo em seguida.
Em abril de 2001, os timorenses foram novamente às urnas para a escolha do novo líder do país. As eleições consagraram Xanana Gusmão como o novo presidente timorense, e em 20 de maio de 2001, Timor Leste tornou-se totalmente independente.
Política
- Ver artigo principal: Política de Timor-Leste
Divisão administrativa
- Ver artigo principal: Subdivisões de Timor-Leste
Timor-Leste está subdividido em 13 distritos administrativos:
- Aileu
- Ainaro
- Baucau
- Bobonaro
- Cova-Lima
- Dili
- Ermera
- Lautem
- Liquica
- Manatuto
- Manufahi
- Oecussi-Ambeno
- Viqueque
Geografia
- Ver artigo principal: Geografia de Timor-Leste
Timor Leste possui um território de 18 mil km², ocupando a parte oriental da ilha de Timor. O país é muito montanhoso e tem um clima tropical. Com chuvas dos regimes das monções, enfrenta avalanches de terra e freqüentes cheias. Os país possui 800 mil habitantes.
Economia
- Ver artigo principal: Economia de Timor-Leste
Demografia
- Ver artigo principal: Demografia de Timor-Leste
Cultura
- Ver artigo principal: Cultura de Timor-Leste
Línguas
- Ver artigo principal: Línguas de Timor-Leste
O tetum e o português são as línguas co-oficiais. O tetum é a língua nacional, mas há outras línguas indígenas como o fataluco, na região oriental do país.
O inglês e o indonésio têm o estatuto de línguas de trabalho nas provisões transicionais da Consituição.
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- REDIRECT Predefinição:Links externos ==
- Governo de Timor-Leste
- Gabinete do Primeiro-Ministro
- Ministerio dos Negocios Estrangeiros e Cooperação
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- Imagens de Timor-Leste galeria de fotos
- historia
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